Campos Novos, 22.7.14 – Um motorista morreu depois que o caminhão que dirigia tombou na BR-470, no Oeste catarinense. O acidente foi por volta das 2h30min desta terça-feira na cidade de Campos Novos, próximo a cabeceira da ponte sobre um afluente do Rio Uruguai.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o condutor passou reto em uma curva e a carga – que continha blocos de motores – tombou e caiu sobre ele.
A PRF foi acionada por pessoas que transitavam pela via. O acidente foi próximo da divisa com o Rio Grande do Sul, e outros condutores avisaram no posto fiscal do estado vizinho, que avisou os policiais catarinenses. Quando eles chegaram ao local, o caminhão ainda estava com o motor ligado, o que contribuiu para que acreditassem que o motorista ainda estava no local.
Mesmo assim, como o homem estava em baixo da carga, ele só foi encontrado 40 minutos depois. O Corpo de Bombeiros atuou na retirada do corpo do homem e foi preciso cortar as bobinas. O Instituto Gerald e Perícias (IGP) de Joaçaba analisa a cena para entender as possíveis causas do tombamento. De acordo com a PRF, só será possível precisar o que aconteceu depois que o tacógrafo – que registra a velocidade dos veículos – for analisado.
O trânsito da BR-470 está em meia-pista na altura do km 358,2 e o tráfego deve permanecer com esta restrição até o final da manhã, para retirada do veículo do local.
Fonte: Clic RBS
Pontes
A Comissão de Transporte e Logística da Fiesc estará movimentada depois de amanhã. O presidente Mário Aguiar anunciou a presença do presidente do Deinfra, Paulo Meller, e do superintendente do DNIT, Vissilar Pretto. A pauta prevê análise da situação das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, além do acesso ao aeroporto Hercílio Luz.
Fonte: Pedro Lopes/ Diário Catarinense
O caso da BR-153
As fortes chuvas do início do mês afetaram diretamente cerca de 116 mil pessoas na região Oeste em função de alagamentos e inundações. O relatório preliminar da Defesa Civil apontou para um prejuízo estimado em R$ 190 milhões, incluindo setor público e privado, mas o rescaldo das perdas e estragos acabou evidenciando uma histórica deficiência de infraestrutura que compromete o desenvolvimento econômico.
Reportagem de capa de ontem do Diário Catarinense revelou que 20 dias após o fim das chuvas, ainda há interdição total ou parcial em pelo menos nove rodovias federais e estaduais de Santa Catarina, com reflexos negativos significativos para o dia a dia das empresas oestinas. Sem a BR-153, que é uma das principais vias de ligação do Oeste com os Estados do Rio Grande do Sul e do Paraná e cuja situação é considerada mais crítica, o transporte de produtos e de matéria-prima da agroindústrias fica prejudicado – com aumento do custo da logística em até 18%.
O problema afeta a competitividade e deve ser enfrentado com urgência, sob pena de retardar de forma irremediável o crescimento de determinados setores e, inclusive, afetar a balança comercial catarinense. Como bem observou o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, a questão principal é a falta de planejamento dos governos, que deixam de efetuar investimentos em infraestrutura pública, vitais para garantir o aumento da competitividade dos produtores da região.
Não se trata apenas de exigir uma solução rápida para permitir um tráfego normal – e seguro – nas rodovias que foram danificadas com as enxurradas recentes, mas pressionar por manutenção constante dessas vias públicas. E, mais do que isso, batalhar por alternativas de escoamento da produção que não fiquem reféns da malha rodoviária.
Identificar os gargalos mais importantes na área da infraestrutura é o primeiro passo para a definição das prioridades em termos de políticas públicas que sejam efetivamente indutoras de desenvolvimento. Esse é, afinal de contas, um dos papéis cruciais do Estado.
Fonte: Opinião DC
Soluções para combustível
A Arxo, de Piçarras, fez um dos maiores negócios recentes com a construtora Triunfo, que tem matriz em Curitiba. Vendeu14 módulos de abastecimento de combustíveis. Do total, 13 módulos vão abastecer a frota de veículos, caminhões e máquinas pesadas nas obras da duplicação das BRs 262 e 153 em Goiânia e Minas Gerais.
Frango com mate
A BRF é uma das empresas empenhadas em inovar para agregar valor a alimentos exportados. Uma das novidades em estágio avançado de pesquisas é um tipo de frango verde, que recebe erva-mate na ração alimentar. É que cada vez mais cientistas descobrem os benefícios à saúde da tradicional erva mais consumida no país como chimarrão. O país que deverá receber o produto inicialmente será o Japão.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Exportações têm apoio das pequenas
Mais da metade das empresas catarinenses que exportaram no ano passado são micro ou pequenas. A informação do documento Análise do Comércio Internacional Catarinense 2014, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) ontem à tarde, contrasta com o perfil das exportações brasileiras.
A entidade ouviu representantes de 106 empresas que esperam um crescimento de 10% no embarque de produtos para o exterior este ano.
Empresas micro, com até 19 colaboradores, lideraram a lista de exportadores em 2013, com participação de quase 31%, seguida pelas pequenas, de até 99 colaboradores, com 26,9%. As grandes corporações, que possuem mais de 500 funcionários, representam a menor fatia de acordo com a Fiesc. Para Soraya Saavedra Rosar, gerente-executiva de negociações internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o comportamento das empresas catarinenses é diferente da média nacional.
– Em Santa Catarina temos um cenário especial, com muitas micro e pequenas empresas exportando. No Brasil, isso não é comum, pois o pequeno normalmente tem mais dificuldades. Outro ponto a favor dos catarinenses é a quantidade de portos – diz Soraya.
Durante o lançamento do estudo, Soraya falou sobre um dos principais entraves para empresas brasileiras que decidem vender para o exterior:
– O Estado arrecada impostos sobre exportação e depois deveria devolver uma parte para as empresas que fizeram a comercialização. Mas a burocracia é muito grande e muitas empresas ficam sem receber esse crédito.
Para Flávio Augusto Scorza, representante da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a documentação deve ser simplificada.
– Estamos mapeando o processo de todos os órgãos que intervêm no comércio, identificando ineficiências e discutindo com o setor privado as necessidades para elaborar um processo integrado de importação e exportação. Acreditamos que isso possa significar uma economia de R$ 50 bilhões por ano ao país – calculou Flávio.
Expectativa é de ampliar negócios
Para a maior parte das empresas exportadoras catarinenses, o ano de 2014 deve terminar com alta de até 10% nos embarques. Essa elevação, no entanto, será limitada pelos baixos preços internacionais de sete dos 10principais itens da pauta de exportações do Estado.
Entre as 106 empresas consultadas pelo estudo, um terço espera incrementar em 10% as vendas em 2014. Para alcançar esse valor, a visão da Fiesc é diversificar o destino das exportações. Um exemplo é o desempenho do setor moveleiro.
– Há alguns anos, o mercado de móveis catarinense vendia apenas para os Estados Unidos, mas eles encerraram o acordo de exclusividade. Lembro que isso praticamente encerrou as exportações do setor. No entanto, a indústria voltou a olhar para o mercado interno e também outros países, e isso se refletiu na retomada das vendas. Conversamos com algumas associações recentemente e eles informaram que os principais alvos são a América Latina e a África – afirmou Tatiani Leal, coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Fiesc.
Boa parte das vendas deve vir da indústria e agronegócio. Quase U$ 1,7 bilhão das exportações catarinenses vieram da venda de carnes e partes de frangos em 2013. Segundo Henry Quaresma, diretor de relações industriais da Fiesc, isso é reflexo do aperfeiçoamento da indústria catarinense.
– Aos poucos nós estamos deixando de vender apenas a matéria-prima para exportar o produto manufaturado. Um empresário costuma dizer que a asa do frango possui mais tecnologia do que a asa de um avião, por causa da pesquisa genética envolvida no processo de criação da ave. Os ganhos com produtos manufaturados são seis vezes mais lucrativos na hora da venda – afirmou.
Desde 2009, a balança comercial catarinense fecha com saldo negativo – um reflexo da entrada de muitos produtos pelos portos do Estado. Em 2013, as importações ultrapassaram em US$ 6 bilhões as exportações. No primeiro semestre deste ano, esse valor já está em um saldo de menos de US$ 3,2 bilhões.
Fonte: Hyury Potter/ Diário Catarinense