GT BR-101 do Futuro conhece análise sobre Estudo dos Pontos Críticos

GT BR-101 do Futuro conhece análise sobre Estudo dos Pontos Críticos

Florianópolis, 22.7.14 – A Autopista Litoral Sul deverá apresentar na próxima reunião do Grupo de Trabalho (GT) BR-101 do Futuro algumas sugestões de projetos de obras, inclusive com o custo ou estimativa do investimento, para desafogar os principais pontos críticos em acidentes da BR-101 concessionada. A definição foi acertada entre os integrantes do GT na segunda reunião realizada nesta manhã, na sede da Fiesc, em Florianópolis.
Esses trechos são também os que têm o maior número de veículos e consequentemente os engarrafamentos. Algumas sugestões de obras estão em estudo, mas não estão previstas no Programa de Exploração Rodoviária (PER) do Contrato da concessionária com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), portanto, dependem de aprovação pelo órgão regulador.
O vice-presidente da Fiesc, Mário Cesar Aguiar, ressaltou que o objetivo do Grupo de Trabalho é contribuir com ações e atuação política para melhorar a BR-101. Ressaltou que se forem necessárias obras que não estão no contrato da concessionária, devem ser viabilizadas através de negociação com a ANTT, porque a rodovia apresenta gargalos que são falta de segurança, atrasos provocados pelos engarrafamentos e consequentemente custos para a população.
O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, sugeriu que seja convidado o presidente da ANTT, Jorge Bastos, para vir a Florianópolis e o GT possa apresentar as propostas à Agência, já que qualquer obra que não esteja no PER deve ser aprovada por ela, porque pode implicar em mudança de tarifa, além de outras questões.
Na reunião de hoje, o consultor da Fiesc no GT, engenheiro, Saulo Nascimento, falou da análise que fez dos 40 pontos críticos dos mais de 180 existentes na BR-101 e 376, que constam no Estudo Tratamento de Locais Críticos de Acidentes na BR-101, feito pelo Autopista Litoral Sul apresentado no encontro realizado no dia 18 de junho.

https://fetrancesc.com.br//index.phpcodpagina=00036668&
codnoticia=00020668

Prefeituras precisam participar das soluções para a BR-101 da Grande Florianópolis

Nascimento enfatizou que o trecho da Grande Florianópolis, o mais críticos de todos, exige uma solução conjunta entre as administrações municipais, Autopista e ANTT. Segundo ele, os municípios nunca tiverem um desenvolvimento estrutural de tráfego, todos as construções residenciais ou comerciais e industriais foram voltados para a BR-101, ou seja, usar as pistas da rodovia para o tráfego local.

Para Nascimento, as medidas paliativas, que podem ser adotadas, não ajudam a resolver as deficiências da estrada. Será necessário um projeto maior, mas que será um trabalho de médio prazo e com custo mais elevado. Essa travessia de Florianópolis é altamente complicada, ressaltou ele.
O que ficou claro, e que foi reforçado pelos representantes da Autopista, é que a recusa da sociedade em aceitar um projeto alternativo apresentado em 2009 que ampliava o número de pistas no atual leito da 101, atrasou a solução em cinco anos. Segundo o gerente de Tráfego da Autopista, Ademir Custódio, a população levada erroneamente por alguns líderes, acreditou que a concessionária não queria fazer o contorno viário. O que não era verdade segundo ele. Mas reconheceu que a empresa não soube se comunicar com a sociedade.
E lamentou esse atraso, porque aquele projeto havia sido aprovado pela ANTT. E agora, se for a proposta a ser levada adiante pelo GT, precisa começar do zero novamente. Mas essa é a solução que pode ser a mais viável. Segundo informações do estudo, o segmento mais crítico tem 17 quilômetros de extensão entre o Km 199 e o Km 216. Acontecem por ali 470 mil viagens por dia e tem 18 horas de pico diárias.
É uma região em que se encontram centros de distribuição que recebem milhares de caminhões de carga e veículos de quem trafega para compromissos na região. É um tráfego que não vai sair dali para o contorno.
Nascimento também falou dos outros trechos críticos como de Itajaí, Itapema Camboriú e Navegantes. Nesses pontos são intervenções mais fáceis, apesar do custo mais elevado. A Autopista, segundo seus representantes, tem algumas ações que estão no contrato, como o alargamento da ponte sobre o Rio Itajaí Açu, mas que não pode executá-las, porque precisa construir antes uma via alternativa. Não tem como deixar o tráfego local em apenas uma pista em cada sentido para fazer a reforma. E que outros projetos fora do PER estão em estudo, alguns inclusive em parceria com prefeituras e empresas privadas.

Empreendimentos às margens da rodovia precisam de soluções de trânsito?

O presidente da Fetrancesc lembrou que é preciso atenção na BR-101 com a SC-470, para facilitar o trânsito no local. Também é importante saber com o gestor da construção do Centro de Eventos de Balneário Camboriú quais as soluções de trânsito para o projeto. A rodovia não terá como absorver o fluxo de veículos para esse espaço que tem previsto de um estacionamento para 1.500 veículos.
Outro ponto debatido pelo Grupo de Trabalho é pensar em fazer obras com efeito no tráfego da BR-101 melhor e resolver os pontos críticos. Por exemplo, a ligação com a BR-282 que vai a Santo Amaro da Imperatriz, ponto de congestionamentos constantes. Ou até mesmo, empreendimentos ao longo das rodovias. Lopes disse que esteve reunido com o superintendente do DNIT, engenheiro Vissilar Pretto, e recordou que o órgão tinha um projeto da Via Expressa (BR-282) até chegar ao seu trecho em Santo Amaro da Imperatriz.
A próxima reunião do Grupo de Trabalho vai acontecer no final de agosto. Participam do GT José Latrônico Filho, do Senge, delegado da PRF, J. Coelho, o gerente de Tráfego da Autopista, Ademir Custódio, o consultor da Autopista, engenheiro Nilton Gava, o presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da OAB, Antônio de Arruda Lima, o secretário executivo da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Martorano, o assessor jurídico da Fiesc, José Carlos Kurtz, o representante do Crea, Paulo Ruaro e representantes do Deinfra.
Fonte: Imprensa Fetrancesc
Fotos: Juraci Perboni

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