Florianópolis, 17.7.14 – A obra do Contorno Viário da Grande Florianópolis deve impactar indiretamente na rotina de nove aldeias indígenas da região. Responsável pelo empreendimento, a Autopista Litoral Sul aguarda o parecer da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o Estudo do Componente Indígena, necessário para o Ibama emitir a licença de instalação, que permite o início das obras.
A empresa evita falar em prazos por depender da celeridade dos órgãos do governo, mas garante que o cronograma – a conclusão é prevista para daqui a três anos – não deve ser alterado. O Contorno Viário segue em obras desde o dia 29 de maio, mas apenas num trecho de 14 quilômetros, em São José, onde todos os licenciamentos já foram obtidos pela empresa. Somente neste trecho, a previsão é de concluir em 24 meses.
O Complexo tem 50 quilômetros de extensão e são justamente os acessos Norte, a partir de Biguaçu – do Km 175,2 ao Km 211,5 da BR-101 –, Sul, em Palhoça – entre os Kms 225,5 e 233,5 –, que mais se aproximam das aldeias e necessitam do parecer da Funai. Segundo o coordenador do órgão na região Sul, João Maurício Farias, o estudo está sendo analisado em Brasília e precisa apontar quais os impactos econômicos, sociais, ambientais e da qualidade de vida que o contorno gerará ao cotidiano das aldeias. Precisa detalhar também as medidas de compensação.
Se o projeto for aprovado, terão início audiências com os indígenas para apresentação da obra. As considerações recolhidas nas comunidades devem ser incorporadas ao estudo para então receber o parecer da Funai. Segundo a Autopista, o estudo foi protocolado no dia 4 de junho e a resposta deve ser emitida em 90 dias ao Ibama.
Funai não confirma datas para entrega de resposta
A Funai, em Brasília, não confirmou prazos. Segundo Farias, a Autopista tem cumprido com o órgão todos os cronogramas à risca, diferente do que ocorreu com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), com o Morro dos Cavalos.
– Dado o start da obra, todo o plano de trabalho (da Autopista) foi feito dentro dos prazos – atesta Farias.
Ao receber a licença de instalação, as obras devem começar pelo acesso Norte, em Biguaçu, ao mesmo tempo em que seguem os trabalhos no trecho já iniciado, em São José. O traçado de Biguaçu terá menos desníveis que o de Palhoça, embora preocupe a necessidade de estabilizar o solo argiloso. No trecho Sul, haverá a construção de seis túneis (três em cada sentido), que necessitam de ajustes nos projetos e aprovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Esses, sim, podem estourar o prazo de três anos.
A reportagem entrou em contato com a ANTT em Brasília desde o final de maio para saber dos prazos de contrato e quais as medidas aplicadas em caso de atrasos nas obras, mas o órgão ainda não se manifestou.
Fonte: Cristian Weiss/ Diário Catarinense
Situação de pontes na mira
Os ferros expostos da Ponte Pedro Ivo Campos, somados à corrosão aparente na Ponte Colombo Salles, em Florianópolis, apontam para a urgência da conclusão do estudo contratado pelo Estado no ano passado sobre as condições das estruturas. Prometido para janeiro deste ano, o relatório ainda não foi entregue.
A partir do documento solicitado seriam projetadas as obras de recuperação das pontes. Entretanto, com seis meses de atraso, o consórcio Pontes Sul ainda não entregou o estudo contratado pelo Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra).
Em reportagem da RBS TV, uma das duas empresas participantes da parceria afirmou que o contrato continua em andamento, mas está momentaneamente parado pela necessidade de um novo orçamento para que o levantamento continue. Por isso, o consórcio estaria esperando uma resposta sobre a continuidade ou não dos serviços.
Procurado pela reportagem, o Deinfra afirmou que não falaria sobre a manutenção da estrutura. A assessoria de comunicação do governo do Estado também foi procurada, mas não houve resposta.
Construída na década de 1970, a Ponte Colombo Salles, no sentido Ilha/Continente, tem problemas aparentes de corrosão na estrutura metálica. Ao lado dela, erguida na década de 1990, a Ponte Pedro Ivo Campos apresenta falhas mais visíveis. Há ferros expostos em grande parte da estrutura feita de concreto.
Em uma passarela antes trancada por uma porta com aviso de “proibido entrar”, fica ainda mais aparente que a estrutura não passou por manutenção recentemente. Há lixo espalhado e parte do guarda-corpo não existe mais porque caiu na água. Uma barraca e uma cadeira dão sinais de que há pessoas frequentando o local.
Segundo o engenheiro civil e especialista em pontes Roberto de Oliveira, a situação das estruturas preocupa e sinais como uma rachadura vertical em um dos pilares da Pedro Ivo Campos apontam para a necessidade de uma análise no local, inclusive para a parte submersa da estrutura.
– Teria que ver o projeto da ponte, mas elas são preocupantes. Ninguém em sã consciência pode dizer que aquilo é bom – diz.
As saias, estruturas construídas para protegerem os pilares, também estão cedendo.
Fonte: Diário Catarinense
Sem perigo
O diretor do Deinfra, Paulo Meller, garantiu que não há riscos na segurança da Ponte Pedro Ivo Campos, que apresenta uma trinca visível no vão central. Confirmou que o contrato de fiscalização para identificação dos serviços urgentes de recuperação está suspenso.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Dia do Motorista
No dia 27 de julho será realizada uma corrida para comemorar o dia do motorista. Um dos integrantes deve ser um motorista de empresa de transporte coletivo da Grande Florianópolis e os outros competidores podem ser colegas, amigos ou familiares. As inscrições podem ser realizadas até amanhã pela internet, no site www.fetrancesc.com.br.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC
Chineses irão participar de leilões no Brasil
Os chineses vão participar dos leilões de concessão de ferrovias brasileiras por meio de uma cooperação da China Railway Construction Corporation (CRCC) com a construtora Camargo e Corrêa. A empresa brasileira confirmou ter assinado um termo de acordo para estudos de viabilidade no programa de investimentos em logística do governo federal.
Fonte: Diário Catarinense
