Florianópolis, 2.7.14- Homens na pista e máquinas trabalhando. Esta é a visão em pelo menos duas das três frentes de trabalho montadas em São José para a construção do Contorno Viário da Grande Florianópolis. A tão esperada obra, que promete desafogar o fluxo pesado da BR-101, deve ficar pronta em três anos. Antes disso, a Autopista Litoral Sul, responsável pela construção, tem um prazo de dois anos para concluir os 14 quilômetros iniciais.
As obras na região começaram há 35 dias. Algumas casas já foram desapropriadas e até destruídas. Caminhões trabalham nos primeiros quatro quilômetros de obra, que começam no km 211, na estrada geral de Forquilhinha, em São José.
Os 10 quilômetros restantes completam o trecho previsto até o km 225. Na via principal da SC-281, antiga SC-407, está o primeiro trecho de obras. No local operários devem fazer um colchão drenante devido ao solo “mole”. Dois quilômetros à frente, no sentido norte, máquinas trabalham no corte do morro e na limpeza. Em uma estimativa considerada conservadora por Marcus Guedes, diretor de obras da Autopista, foram concluídos de 3% a 4% da obra.
Trabalhos serão fiscalizados em visitas quinzenais
O gerente de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SC), Felipe Penter, visitou os canteiros de obras em São José. Segundo ele, devido à importância do Contorno Viário, todas as etapas do trabalho serão fiscalizadas pelo Crea e por entidades que integram Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Florianópolis (Comdes). Em visitas quinzenais serão averiguadas as atividades técnicas e o andamento da obras. Nesta semana, técnicos concluem a avaliação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima).
Na próxima etapa da fiscalização, técnicos devem analisar as fases de topografia e terraplenagem. O relatório detalhado de todas as vistorias será acompanhado de registros fotográficos, material que será transformado em livro e disponibilizado na página virtual do Crea catarinense. A prefeitura de São José também acompanha de perto o andamento do cronograma.
A obra deve avançar a partir do trevo rumo ao norte. Segundo Guedes, a previsão é concluir os quatro quilômetros iniciais em oito meses. No conjunto todo, que tem 24 meses para ser entregue, estão previstos dois viadutos, quatro pontes e a rótula de interseção com a rodovia estadual. No limite entre São José e Palhoça, quatro túneis ainda precisam de ajustes nos projetos.
A totalidade dos 50 quilômetros que compõem a obra do Contorno Viário dependem ainda da liberação das licenças do Ibama e da Funai. Guedes estima que até o fim de julho serão entregues as solicitações para as licenças do Ibama. Ele lembra que as solicitações da Funai já foram entregues e a Autopista aguarda a anuência do órgão.
Desapropriações são o maior entrave
Um dos grandes entraves de obras como a do Contorno Viário são as desapropriações. O diretor da Autopista explica que das 120 propriedades a serem desapropriadas entre São José e Palhoça, 56 casos estão resolvidos. Os demais estão em negociação ou aguardam a conferência jurídica. Sete propriedades ainda não apresentaram documentação. Serão 626 desapropriações no total.
– Como é uma região rural, poucos têm documento do imóvel, alguns são de posse ou herdeiros e não têm regularização. Temos muito cuidado nesta questão porque somos intermediários e todos os documentos serão repassados para a União – explica.
Guedes garante que apesar da complexidade das situações, as obras não vão parar por possíveis imbróglios judiciais. Nesses casos, outras frentes serão finalizadas enquanto a questão é discutida.
Fonte: Diário Catarinense
Um minuto pode fazer a diferença
Na segunda-feira dois jovens morreram e um ficou ferido quando tentavam atravessar a BR-101, na Enseada do Brito, em Palhoça. O acidente aconteceu bem pertinho da passarela. A tragédia com essas duas famílias despertou para os riscos: na maioria das vezes, por pressa, as pessoas atravessam a rua fora da faixa de pedestres ou de passarelas.
Incentivo
A Autopista Litoral Sul, concessionária responsável por este trecho, desde 2012 tem os programas Passarela Viva e Viva Ciclista, com o objetivo de conscientizar pedestres e ciclistas sobre a importância de utilizar a passarela para fazer uma travessia segura na rodovia.
Obras na BR-101
Para esta semana estão programadas obras na BR-101 nos dois sentidos da rodovia, com bloqueio de uma faixa entre Araquari e Piçarras, Barra Velha e Balneário Camboriú, de Tijucas a Governador Celso Ramos e em Palhoça.
Acessos
Na pista sentido Sul da BR-101 estão ocorrendo obras de melhoria em 15 acessos entre os quilômetros 195, em Biguaçu, e 214, em Palhoça. Todos os acessos têm bloqueio de uma faixa para o tráfego. Por isso, os motoristas devem dobrar a atenção.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC
Audiências começam no dia 16
Foram prorrogadas as audiências públicas que devem discutir o novo Plano Diretor de Florianópolis, aprovado no início deste ano, com a população. Previstos para começarem hoje, os encontros só devem ocorrer a partir do dia 16 e irão começar pelo Continente e não pelo norte da Ilha, como estava inicialmente previsto. O cronograma segue até final de agosto, quando haverá a audiência que discutirá a síntese de todo o projeto.
O secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, explica que as alterações no cronograma foram necessárias devido a alguns dias coincidirem com os jogos do Brasil durante a Copa do Mundo e pela necessidade de ajustes para o melhor aproveitamento das reuniões.
O foco dos encontros, segundo o secretário, será dar oportunidade para a comunidade sugerir mudanças e ajustes que serão considerados pela equipe da prefeitura.
– Nosso objetivo é ouvir mais uma vez a comunidade. Se houve alguma lacuna, é hora de avaliar. Vamos colocar à disposição, mapas e informações para aprimorar o trabalho – diz.
Segundo a prefeitura, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) também vai participar das audiências, assim como uma empresa foi contratada para organizar e gravar os encontros que vão ocorrer nos bairros.
No dia 16, ocorrem três reuniões simultâneas no Continente, nos bairros Estreito, Coqueiros e Capoeiras. Cada local vai agrupar as regiões próximas, conforme descrito no cronograma ao lado. As demais audiências ainda não têm local definido para ocorrer. Ao todo serão 20 reuniões distribuídas por todas as regiões da Capital, sempre com início às 19h. Os locais serão divulgados pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) 15 dias antes da realização dos encontros.
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense
Marinas
Aleluia. A prefeitura está se preparando para tirar do papel o projeto de seis marinas em Florianópolis, ilha onde esse equipamento náutico parecia jurado de morte pelo niilismo dos contra-tudo.
O terceiro milênio já vai em sua segunda década e a Ilha de Santa Catarina ainda espera sua própria reconciliação com o mar, órfã de trapiches e marinas. Seria o caso de se inaugurar 2015 com a paráfrase de Fernando Pessoa:
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas da Capital? Sérgio da Costa Neto
Contraponto
Em resposta à nota publicada nesta coluna na edição de ontem, em que o Deinfra estuda rescindir o contrato de restauração da Ponte Hercílio Luz, a construtora Espaço Aberto reafirma desconhecer qualquer comunicado oficial sobre o assunto. Também questiona a intenção do Estado, já que teria cerca de R$ 20 milhões para receber. A empresa sugere que se contrate uma perícia externa para conferir o executado na ponte. E não descarta cobrar na Justiça o pagamento das demais obras contratadas.
Cooperativismo
O Dia Internacional do Cooperativismo será comemorado no próximo sábado em Chapecó com a caminhada Eu Coopero por um Trânsito Seguro. A concentração será às 9h45min na Praça Coronel Bertaso.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense
Estado estuda fazer contrato emergencial
Enquanto encaminha juridicamente a rescisão com o Consórcio Monumento Florianópolis, responsável pela reforma da Ponte Hercílio Luz, o Estado cogita concluir a atual etapa do restauro contratando de forma emergencial uma nova empresa. A atual empreiteira será notificada entre hoje e amanhã a se defender diante da intenção do Deinfra de romper o contrato. O prazo de resposta deve variar de cinco a 10 dias.
Até sexta-feira o governo definirá como será a continuidade da obra depois do rompimento. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) avalia, com base em relatórios técnicos, se é possível contratar uma empreiteira para terminar o estaqueamento do vão central sem que haja concorrência.
A terceira etapa, que consiste na reforma da estrutura, seria feita por outra empresa, via nova licitação.
– Estamos em processo de análise. É possível que façamos uma contratação emergencial para concluir a etapa dois e depois uma nova licitação para a etapa três. Estamos adotando muita cautela para buscar uma medida eficaz e legal– afirmou o procurador-geral do Estado, João Martins dos Passos Neto.
Depois da defesa, o Estado decidirá se romperá o contrato unilateralmente ou não. O engenheiro de planejamento da Empresa Espaço Aberto, líder do consórcio que executa a reforma da ponte, Cornelius Unruh, diz não saber os motivos que serão alegados pelo governo. Unruh é contundente ao alegar falta de pagamento do Estado aos serviços executados até o momento:
– Eles vão alegar atraso? E o que foi feito, executado e não pago? Isso não traz atraso? – indagou.
Empresa questiona comissão que não teria funcionado
Outro questionamento da Espaço Aberto é sobre o funcionamento da comissão de acompanhamento da reforma da Ponte Hercílio Luz, criada por decreto em 2011. Deveriam fazer parte do grupo, sob o comando da secretaria de Infraestrutura, o município de Florianópolis, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC), o Crea, a Fiesc, a Assembleia Legislativa e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Representante indicado pelo Crea, o engenheiro Honorato Tomelin confirmou a versão da empresa de que a comissão jamais foi instalada:
– Jamais fui convidado, nem para a instalação da comissão, nem para reunião – garantiu o profissional, que visita a obra duas vezes por semana.
Nomeado como representante da OAB na época da criação da comissão, o advogado Fernando Rossa também informou que o grupo existiu apenas no papel. Segundo o consultor jurídico da secretaria de Infraestrutura do Estado, Mario Henrique Vicente, a comissão não foi acionada porque serviria para avaliar os relatórios de fiscalização e supervisão da obra. Como os relatórios, segundo Vicente, foram completos e sem necessidade de reparos, não foi preciso convocar o grupo.
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Decreto criava comissão |
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Documento publicado em 2011 criava um grupo de profissionais que deveriam acompanhar as obras do patrimônio do Estado |
Fonte: Ânderson Silva/ Diário Catarinense