Florianópolis, 25.6.14 – Dono daquela capacidade de enxergar lá na frente, o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, tem alertado que os custos do desvio no traçado original do Contorno Norte, em favor de empreendimento imobiliário autorizado pela Prefeitura de Palhoça, ainda terão de ser rateados na tarifa de pedágio. São seis túneis, de até um quilômetro, e só aí, estima Lopes, o valor do contrato terá de ser majorado em R$ 450 milhões. “Temos preocupação com a motricidade tarifária, os custos serão aumentados e a obra será mais demorada. Os custos serão pagos pelos usuários nas cinco praças de pedágio desde São José dos Pinhais até a nova praça, na divisa com Paulo Lopes”, avisa. Pelo menos, ao que tudo indica, já está se criando consenso técnico para que o contorno viário alcance a 101 aproveitando trecho da BR-282, sem impactar em maiores custos de desapropriação no outro lado do Alto Aririú.
Parceiro útil
Para dar visibilidade à fiscalização e à autoridade do Crea-SC na regulação do exercício profissional, a obra do Contorno Viário da BR-101 na Grande Florianópolis será objeto de estudo do conselho. Agentes fiscais da Inspetoria de Florianópolis e do Escritório de São José acompanharão a execução dos 50 quilômetros de pista dupla, 22 passagens em desnível, 12 pontes, seis trevos, seis túneis e três viadutos que compõe a obra. De acordo com o gerente de Fiscalização do Crea-SC, engenheiro agrônomo Felipe Penter, a ideia é ser um parceiro útil nessa obra que é prioridade para o Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Florianópolis (Comdes). “Queremos implementar um modelo sistêmico de fiscalização por meio do planejamento das ações, direcionadas à prevenção de acidentes e ao cumprimento da legislação e do Código de Ética Profissional”, explica. A primeira etapa da obra prevê a construção de 14 quilômetros de via com orçamento de R$ 77,4 milhões.
Fonte: Adriana Baldissarelli/ Notícias do dia
Fotos: Divulgação ND

