Florianópolis, 13.6.14 – O Sest Senat Florianópolis integra a Rede Vida no Trânsito, formada por órgãos públicos, instituições de ensino, e organizações sociais que pretende zerar as mortes e feridos no trânsito de Florianópolis até 2020, lançada nesta quarta-feira, no auditório da Guarda Municipal de Florianópolis.
O Sest Senat integra a Comissão Intersetorial de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Transito, criada em maio de 2011, que deu início ao projeto Rede, coordena o grupo para a redução de número de acidentes com motociclista. A diretora, Patrícia Ferreira destacou que a missão é avaliar os dados de cada acidente com moto a partir das informações dos órgãos de transito, de fiscalização e de saúde.
Esse estudo vai permitir conhecer os motivos de tantos acidentes com motociclistas e quais ações devem ser implementadas para a redução dos números que são crescentes e cada vez mais preocupantes.
Outro grupo do Comitê, o de Informação, analisa todos os casos em que houve vítimas fatais ou feridos graves no trânsito na Capital. Segundo o cabo da Polícia Militar, Marcos Pedro da Silva, que já pesquisou parte dos acidentes ocorridos em 2013, afirmou que os dados estão sendo separados por hora, o dia da semana, mês e os logradouros que mais ocorrem acidentes e as causas das mortes. Com esse mapeamento será necessário identificar horários das ocorrências, locais e o que motiva e a partir disso oferecer medidas para combatê-los. Os dados parciais podem ser acessados no www.mpstransito.com.br/redevidanotransito.
É preciso fiscalizar mais para o cumprimento das leis de trânsito
O vice-prefeito, João Amin, destacou o trabalho feito pela PRF e Sest Senat. Para ele, é preciso persistência, insistência e investimentos. Segundo ele, haverá investimentos em mobilidade que devem ajudar a reduzir o impacto do excesso de veículos, um carro para cada duas pessoas. “Se nao houver o diálogo e a parceria vai ser impossível combater o número de mortes”, afirmou ele.
Para o secretário de Mobilidade, Rafael De Bona, defendeu mais fiscalização. Para ele, educação e conscientização são importantes, mas sem vigilância para o cumprimento da lei, “a gente sabe que não funciona.”
“Conseguimos estabelecer uma missão desafiadora para nós que é garantir o direito à vida no transito”, disse o presidente da Viaciclo, Luís Peters, representante da sociedade civil na Rede. Para ele, o fato de o trânsito matar duas vezes e meia mais que os homicídio merece muita mais atenção. Defende ele, mais investimentos do poder público no sistema de trânsito que possam beneficiar a locomoção das pessoas e não dos veículos. “locomoção e segurança é um direito da pessoa humana.”
A especialista em trânsito, Graziela Blanco, afirmou que é preciso contar com mais pessoas e entidades na Rede e que um dos principais pontos é evitar que o motorista beba e depois dirija. Para ela, Florianópolis que aparece como uma das capitais em que mais condutores admitem dirigir depois de beber, precisa sair dessa incomoda posição. “Podemos ser o local que mais se bebe, mas não se dirige e mais se vive e não se morre.
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Fonte: JP/ mprensa Fetrancesc/ Sest Senat
Fotos: Juraci Perboni







