Florianópolis, 5.6.14 – Estivemos reunidos com o chefe da Receita Federal da Aduana de Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, para pedir providências quanto ao atraso na liberação dos veículos de carga. O porto seco, importante ligação com a Argentina, passou por reforma no ano passado, mas faltou a contratação de pessoal e aumentar a retroárea. O resultado é o já visto em outra ocasiões, filas na liberação dos caminhões, que em muitos casos esperam até oito dias para poder seguir viagem. Imagina o que significa para o motorista esse tempo parado, sem nada para fazer, a espera de um funcionário que faz o serviço em cinco ou 10 minutos.
As perdas são para o motorista que fica longe da família, sem poder produzir, colocado muitas vezes em condições precárias e até de risco na sua segurança. E o prejuízo é também do transportador pelo caminhão parado sem atender o embarcador e o comprador da mercadoria. O que notamos é a falta de compasso na gestão. Se fez a reforma da estrutura física, mas esqueceram do principal, contratar pessoal. A Anvisa só tem um funcionário que cumpre 20 horas semanais e mora em Chapecó. Depois dessa carga horária, os caminhões forma filas para a próxima jornada dele. Esse serviço não demora mais que cinco minutos por veículo.
Outro absurdo para quem depende da liberação na aduana. Compraram um scanner, aparelho que vistoria as cargas, mas não contrataram uma pessoa habilitada para operá-lo. O tempo para o caminhão passar por esse equipamento não leva mais que 10 minutos. E o que provoca tudo isso, além de filas e atrasos, o porto seco não atende a demanda existente. Deveria passar pelo menos três mil caminhões por mês, mas no ano passado a média foi de 2.400 e neste ano não passam mais que 70 veículos por dia.
Por que nunca se faz um projeto completo no Brasil? Sempre fica algo para depois, mas que compromete o todo. Propomos junto com o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga Oeste e Meio-oeste (Setcom) e a Associação dos Despachantes e a comissão já criada pela prefeitura encaminhar pedido de providências ao governo federal e aos órgãos que atuam na aduana. Estamos esperançosos por uma solução rápida para que o nosso motorista não fique parado no descaso do poder público.
* Pedro Lopes – Presidente da Fetrancesc
Fonte: Notícias do Dia
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