Florianópolis, 2.6.14 – A necessidade de ampliar os investimentos em infraestrutura é uma das grandes demandas do setor produtivo brasileiro. Hoje os gargalos em portos, ferrovias e rodovias são um entrave para o desenvolvimento do país. Em Santa Catarina, a questão é crucial para o agronegócio, que enfrenta dificuldades de escoar a produção do Oeste até o Litoral.
Para discutir esse assunto o projeto Cresce SC realiza amanhã um debate sobre o tema. Como palestrante-chave, o consultor econômico e PhD em economia pela Universidade de Yale (EUA), Raul Velloso, vai traçar um panorama da questão no país.
O debate é um projeto para o desenvolvimento de Santa Catarina realizado pelo Sindicado dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge/SC) e Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) com apoio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
Estruturado em quatro eixos – economia, turismo, infraestrura e energia – o Cresce SC realizará debates com nomes de referência em cada um dos temas para discutir quais os caminhos para o crescimento do Estado. participe
– Quando: amanhã
– Horário: 14h l Local: Fiesc, Rodovia Admar Gonzaga, 2.765, Florianópolis
– Debatedores: José Carlos Rauen (Senge-SC), Mário Cézar de Aguiar (Fiesc), Pedro José de Oliveira Lopes (Fetrancesc) e Moacir Pereira (mediador)
– Inscrições: diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/economia/pagina/cresce-sc.html
Investimentos em infraestrutura são essenciais para o agronegócio.
Infraestrutura
A terceira edição do CresceSC, iniciativa do Sindicato dos Engenheiros e da Federação Nacional dos Engenheiros, com o apoio da Fiesc, será amanhã, a partir das 14h, com palestra do economista Raul Veloso, PhD pela Universidade de Yale, sobre Infraestrutura. Terá participação do presidente da Fiesc, Glauco Côrte, do presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, e presidente da Acij, Mário Cezar Aguiar.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
95,6% das cidades de SC têm desenvolvimento alto
Santa Catarina tem 280 de seus 293 (95,6%) municípios com desenvolvimento alto ou moderado aponta um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). É o terceiro melhor quadro socioeconômico do país, atrás apenas de São Paulo e do Espírito Santo.
O levantamento é do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), a partir de dados nacionais sobre educação, saúde, emprego e renda coletados em 2011. O país, segundo a Firjan, atingiu média de 0,7320 pontos. A escala define que até 0,4 o desenvolvimento é baixo. Entre 0,4 e 0,6, a avaliação é regular.
No intervalo entre 0,6 pontos e 0,8, o desenvolvimento é moderado e, acima desse patamar estão os municípios com alto desenvolvimento. O resultado de SC é 2,7% superior ao do ano anterior e, do país, é 1,8%.
De acordo com o Especialista em Desenvolvimento Econômico da Firjan, Jonathas Goulart, o ranking leva em conta não apenas a renda dos municípios, mas variáveis que vão além do Produto Interno Bruto (PIB). Ele analisa dados que refletem na qualidade de vida da população e gera informações para os gestores municipais.
– É importante saber as causas dos óbitos para definir políticas públicas para diminuir este índice – afirma Goulart.
Cidades melhoram índice e destacam-se
Em relação a 2010, Santa Catarina aumentou em 4,8% o número de municípios com alto desenvolvimento, totalizando 15,4%. O Estado continua com nove cidades entre as 100 melhores posicionadas. Saíram Saudades e Blumenau e entraram Tubarão e Joinville, que deram um salto entre 2010 e 2011. Itajaí, também se destacou, passando de décimo para quinto lugar no ranking estadual.
No nacional, Concórdia e Chapecó continuam liderando. A primeira saltou de 18o para 12o lugar no país. Chapecó passou de 28o para 18o. Entre as capitais, Florianópolis caiu da quarta para a quinta posição, devido à redução no índice na área emprego e renda. Para Goulart, o arrefecimento da economia em 2011 foi o responsável pela queda do índice em todo o país.
Goulart afirma que os Estados do Sul geralmente têm bons índices de desenvolvimento, mas ainda há problemas tanto na geração de emprego e renda, quanto na saúde.
– Notamos uma desigualdade – alerta o especialista.
Bela Vista do Toldo está entre os 23 municípios com índice regular na área de saúde, com IFDM 0,47. É pouco mais do que a metade do índice de Concórdia, o que leva o município a ficar entre os piores resultados, à frente apenas de Cerro Negro.
Os últimos colocados têm índices de emprego e renda entre baixo e regular, reflexo da baixa industrialização. Goulart diz que o aspecto econômico pode influenciar, mas não é determinante.
Abismo difícil de romper
Apesar de avançar ano a ano no desenvolvimento municipal, atingindo um patamar de 55% de cidades com desenvolvimento médio, o país não conseguiu romper com o abismo da desigualdade regional. De acordo com o índice, com a atual dinâmica de desenvolvimento das cidades, as regiões Norte e Nordeste levariam 29 e 26 anos, respectivamente, para alcançar os indicadores registrados em 2011 pelo Sul, onde 92,3% dos municípios registram desenvolvimento moderado ou alto.
É a primeira vez que o índice registra o critério de desigualdade no cálculo do desenvolvimento. Os dados coletados reforçam a distância entre as regiões. Os 500 municípios com os resultados mais baixos, com média de 0,4231, precisariam de 13 anos para atingir o patamar dos 500 municípios mais desenvolvidos, com média de 0,8179, considerada alta na classificação da Firjan.
Números
– 92,3% é o percentual de municípios da região Sul do país com desenvolvimento alto ou moderado, segundo a Firjan.- 13 anos é o tempo que as cidades com os resultados mais baixos precisariam para atingir o índice dos mais desenvolvidos.- 2,7% foi o percentual que Santa Catarina cresceu em 2011, em relação ao ano anterior, segundo o levantamento.
Fonte: Darci Debona/ Diário Catarinense
Requalificando
As vias com fluxo intenso na parte continental de Florianópolis serão requalificadas, ou seja, vão passar por obras de repavimentação, padronização das calçadas, sinalização vertical e horizontal e melhoria no sistema de drenagem. Ao todo, serão 11 ruas nos bairros Estreito, Coqueiros, Capoeiras e Itaguaçu. A requalificação deve começar em julho, mas a prefeitura adianta: as obras devem causar transtornos na circulação de veículos.
Curso em Chapecó
Quem quer fazer o curso de condutor de transporte escolar, Movimentação de Produtos Perigosos (MOPP), aproveitamento de transporte coletivo, entre outros, pode se inscrever para as turmas de junho no Sest Senat Chapecó. Saiba mais: (49) 3319-6111.
Olha a multa
O Imetro/SC está aferindo os radares instalados em cinco pontos da BR-101 e que por enquanto estão funcionando sem notificação dos motoristas que não obedecem os limites de velocidade. A aferição é um dos últimos procedimentos antes de colocar os “pardais” a operar pra valer.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC
Acidente entre caminhões e carros deixa mortos e feridos na BR-376, no
Paraná
Um caminhão desgovernado provocou neste domingo um dos piores acidentes já registrados na BR-376, na serra entre o Paraná e Santa Catarina.
O veículo desceu batendo e arrastando outros carros e caminhões por mais de dois quilômetros, no fim da tarde.
Segundo a Autopista Litoral Sul, a carreta atingiu outros oito veículos: cinco automóveis, dois caminhões e outra carreta. Após a colisão, alguns veículos chegaram a se incendiar.
A Polícia Rodoviária Federal e o IML estimam que houve pelo menos cinco mortes e outras cinco pessoas teriam ficaram feridas. Mesmo assim, o número de feridos ainda não foi confirmado.
Cinco pessoas teriam morrido carbonizadas em dois carros que pegaram fogo no local, um Chevrolet Corsa e um Fiat Uno. Não foi possível identificar de onde são os carros.
Pelo menos quatro pessoas foram transportadas de helicóptero para hospitais de Joinville. Duas pessoas foram atendidas no São José, uma no Dona Helena e uma quarta acabou morrendo e foi levada de volta para o posto da Polícia Rodoviária Federal de Guaratuba.
Até às 22h45, os corpos não haviam chegado no IML e não havia a identificação oficial das vítimas. Na manhã desta segunda-feira, os corpos seguem sem identificação.
O acidente foi em trecho entre os kms 662 e 676, na região de Guaratuba (PR), divisa com Santa Catarina. Após a batida, três veículos pegaram fogo.
A pista foi bloqueada às 17 horas e, segundo a Autopista Litoral Sul, o trânsito foi liberado só por volta das 21h30. Por causa disso, houve um congestionamento de mais de 10 quilômetros para quem trafegava do Paraná em direção a Santa Catarina.
A PRF deve oficializar o número de mortos e informar a identidade das pessoas na manhã desta segunda-feira.
Fonte: A Notícia
Dilma
Na visita prevista para sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff deve inaugurar investimento do Senai na SC-401, em Florianópolis. A maior realização da economista Dilma chama-se Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).
Pronatec 1
Pensar nas próximas gerações e agir por elas é o maior legado que um governante deixa para o seu país. São 6 milhões de matrículas.
Pronatec 2
Formar gerações é multiplicar possibilidades, porque pobreza, como dizia a antropóloga Ruth Cardoso, não é falta de dinheiro, mas de oportunidades.
Fonte: Paulo de Tarso Guilhon/ Notícias do Dia
SC avança em ranking nacional de desenvolvimento
Santa Catarina apresenta resultados acima da média nacional quando são medidos o padrão de vida, educação, longevidade e segurança. O bom desempenho nessas dimensões fez o Estado saltar de terceiro para segundo lugar em um índice de desenvolvimento estadual calculado pelo jornal Zero Hora e a Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Face-PUCRS), com apoio institucional da Celulose Riograndense. Pelo ranking, SC ultrapassou o Distrito Federal e assumiu a vice-liderança em 2012 entre as unidades federativas mais desenvolvidas.
– O crescimento de Santa Catarina é um processo de alguns anos e é uma combinação do bom desempenho do Estado em todos os indicadores – afirma Ely José de Mattos, coordenador da pesquisa e professor da Face- PUCRS.
Para Mattos, o fato de Santa Catarina ter ultrapassado o Distrito Federal no ranking geral é motivo de destaque. Apesar da diferença do padrão de vida entre as duas regiões – no DF o índice do padrão de vida é de 0,87, enquanto em SC é de 0,67 – a economia catarinense tem resultado médio superior por conta dos demais indicadores.
Na educação, SC tem a melhor posição. O índice é puxado pelas notas do 4o ano do Ensino Fundamental na Prova Brasil, que ficaram entre as mais altas do país. Além disso, o Estado tinha a maioria dos estudantes de Ensino Médio (EM) cursando a série adequada à idade em 2012.
Apesar dos bons resultados, ainda há pontos para avançar
Santa Catarina comemora os resultados, mas ainda há desafios pela frente. Cerca de 16% dos jovens no Ensino Médio estão atrasados em relação à série cursada. Além disso, o resultado na Prova Brasil não passou de 6,01 (a nota vai de 0 a 10).
Mattos afirma que é difícil falar do futuro, mas garante que não deve haver uma retração do desenvolvimento catarinense, porque é um processo que vem sendo construído ao longo dos anos.
Na análise do economista do Instituto de pesquisa da Universidade Regional de Blumenau (Furb), Nazareno Schmoeller, o desenvolvimento industrial é o grande responsável pelo bom resultado. A diversidade da atividade econômica, que forma polos industriais em várias regiões de SC estimula o desenvolvimento do Estado como um todo.
Por outro lado, ainda há grande concentração: os municípios que mais contribuem para a evolução do Estado são os mais populosos e localizados principalmentes no Norte, Vale do Itajaí e Litoral. As pequenas cidades do interior ainda têm dificuldade de encontrar o mesmo ambiente de desenvolvimento.
Fonte: Diário Catarinense (edição de ontem 1º/06)
Infraero e empresa negociam novo prazo
A sete meses do prazo previsto para a entrega do novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, não há sequer 10% da obra pronta. Situação que fez estremecer a relação entre a Infraero e o consórcio – formado pelas empresas Espaço Aberto e Construtora Viseu – responsável pelo serviço. No último dia 14 de maio, a estatal notificou as empresas contratadas e ameaçou romper o contrato. O motivo, dizia, era o atraso do trabalho. As construtoras revidaram e acusam a Infraero de descumprimento do edital.
A ampliação do aeroporto será discutida na semana que vem, em uma reunião em Brasília. O consórcio solicitou um aditivo, para estender o prazo, e a Infraero responderá se aceita e em quanto tempo a data de entrega da obra poderá ser prorrogada. Confirmado, até agora, se tem somente que são as rasas chances de cumprimento do prazo original – que previa a conclusão da obra para dezembro. Isto porque a construção está estimada em 24 meses, o que no ritmo atual arrastaria a data de entrega para 2016.
No documento de notificação, a Infraero cita que, além de rescisão unilateral (o que impediria o consórcio de participar de novos processos de licitação do governo), as empresas estão sujeitas à multa de R$ 9,4 milhões. A estatal argumenta “lentidão na execução dos serviços, paralisações injustificadas, desatendimento às determinações da fiscalização e o não cumprimento de dívidas com fornecedores e empresas subcontratadas”.
Para o consórcio, no entanto, foi a Infraero quem descumpriu o edital. Isto porque serviços que antecedem a execução da obra – e que eram de responsabilidade da estatal (como terraplenagem e construção de canteiro de obras) – não foram feitos. As empresas assinaram o contrato em dezembro de 2012 e deram início ao trabalho em março de 2013, ainda assim com apenas 50% da terraplenagem concluída quando, conforme o edital, deveria estar 100% pronta.
A empresa Espaço Aberto, líder do consórcio responsável pelas obras no aeroporto, é a mesma que, até o mês passado, respondia pela duplicação da SC-403, no acesso a Ingleses. Atrasos no serviço motivaram o governo do Estado a rescindir de forma unilateral o contrato. A empresa também responde pelo restauro da Ponte Hercílio Luz.
“Se seguíssemos o edital, 0% estaria feito”
ENTREVISTA: Cornelius Unruh Diretor de Planejamento da construtora Espaço Aberto
O engenheiro da empresa Espaço Aberto, responsável pelas obras, diz que a Infraero não cumpriu as etapas anteriores ao serviço.
DC – Por que as obras do novo terminal de passageiros estão atrasadas?
Cornelius Unruh – Executamos aproximadamente 10% do nosso contrato. Mas do ponto de vista da empresa, nada deveria ter sido feito. O edital previa que estivessem prontos a terraplanagem e o canteiro de obras, etapa anterior ao nosso serviço. Mas a Infraero não nos entregou assim. O nosso contrato é de dezembro de 2012 e em maio de 2013 havia só metade do trabalho feito. Então se tivéssemos seguido o edital ainda nem teríamos entrado na obra, teria 0% executado.
DC – A Infraero diz que a empresa deixou de pagar subcontratadas.
Unruh – Não é questão disso. Nós temos, por exemplo, R$ 2 milhões em serviços a receber e que já foram executados. Por que eu não recebo? Porque etapas não foram cumpridas. E por que etapas não foram cumpridas? Porque condições prévias não foram dadas. Esta é a realidade.
DC – Da assinatura do contrato até agora se passaram 17 meses. Em algum momento a Espaço Aberto comunicou esses problemas à Infraero?
Unruh – A comunicação vinha acontecendo. Eu tenho, de minha autoria, mais de 200 ofícios encaminhados para a Infraero – questionando e expondo para que a obra fosse regularizada. Porque o que nós buscamos é um consenso para poder dar continuidade à obra. Existe a notificação, existe a nossa defesa e estamos discutindo qual será a melhor solução a adotar.
DC – A empresa já foi notificada por não cumprir o contrato. O que pretende fazer agora?
Unruh – A nossa proposta é um novo cronograma, com uma lacuna de tempo para que essas situações sejam equacionadas pela Infraero. Desta maneira, nós poderemos executar o serviço e eles poderão nos cobrar.
Fonte: Diário Catarinense (edição de sábado 31/05)
Os candidatos a gestor
Um joinvilense, dois consultores de São Paulo e um de Criciúma estão na briga pela indicação dos credores da Busscar na assembleia marcada para a próxima quinta-feira no Centreventos Cau Hansen, que decidirá quem será o gestor judicial da companhia.
Em seus currículos, os quatro destacam suas competências e pontos fortes para serem os escolhidos. Dentre eles, o que mais conhece o histórico da empresa é Paulo Zimath, diretor-geral da Tecnofibras.
Inscrito com indicações das montadoras Mercedes-Benz, John Deere e Volkswagen, ele diz contar com petições de apoio de quase 30 credores – tanto trabalhistas quanto com e sem garantia real – e dos sindicatos laboral e patronal do setor de plásticos.
– Acabei decidindo em cima da hora, mas estou bastante otimista. Eu acredito na possibilidade de reerguer a Busscar – diz Zimath.
Nos bastidores, comenta-se que a indicação de Zimath esteja ligada aos diretores afastados da companhia, Claudio e Fabio Nielson – o que ele nega com veemência. Seu nome também encontraria resistência entre alguns credores por ter uma trajetória junto ao grupo.
Outro candidato é Agenor Daufenbach Junior, da Gladius Consultoria e Gestão Empresarial, de Criciúma. Alegando não ter sido indicado por nenhum credor, ele conta com sua experiência em recuperações judiciais de empresas no Sul do Estado e com o fato de acompanhar o processo desde o início.
– Estive nas assembleias anteriores da companhia. Sei que é complexo, mas também sei que uma empresa ativa tem mais valia do que uma parada – explica.
Consultor em São Paulo, Luiz Meirelles também é um candidato sem indicações de credores. Sem citar nomes por “uma questão de estratégia”, ele garante que tem apoiadores para o seu projeto.
O quarto candidato, Obregon Soares, também de São Paulo, foi procurado pela reportagem, mas não deu retorno. A incógnita a respeito das candidaturas de Daufenbach, Meirelles e Soares gira em torno da possibilidade de algum deles ser apoiado por Randolfo Raiter e Valdir Nielson, ex-sócios da empresa, que possuem R$ 304 milhões a receber da empresa, ou dos principais bancos credores da Busscar, BNDES e Santander – a Busscar deve aos dois, somados, aproximadamente R$ 100 milhões.
| Os concorrentes |
| Agenor Daufenbach Júnior |
| Quem é: formado em administração e direito, atua na Gladius Consultoria e Gestão Empresarial, de Criciúma. Especializado em recuperações judiciais, atua, principalmente, em casos da região Sul do Estado. |
| Luiz Meirelles |
| Quem é: sócio-diretor da Santa Maria Assessoria e Consultoria, de São Paulo, atua com foco em gestão empresarial no chamado turnaround de negócios. É formado em ciências econômicas pela Fundação Educacional Dom André Arcoverde (FAA), e tem MBA em engenharia econômica e financeira pela Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um MBA executivo pela Fundação Dom Cabral. |
| Obregon Soares |
| Quem é: sócio-diretor da CBFM – Brasil Fomento, de São Paulo, tem mais de 10 anos de experiência na área de consultoria e assessoria empresarial. Também é diretor de auditoria da Fernando Motta e Associados – Auditores Independentes e teve passagens pelos bancos Sofisa e Progresso. |
| Paulo Zimath |
| Quem é: diretor-geral da Tecnofibras, está na empresa há sete anos. Foi contratado na época como responsável pela reestruturação do negócio. É formado em engenharia mecânica pela Unisinos e pós-graduado em engenharia de produção e marketing. |
Fonte: Larissa Guerra/ Dário Catarinense (edição de sábado 31/05)
O escândalo da BR-470
O ex-presidente Lula prometeu a duplicação da BR-470 em seu primeiro mandato. Não cumpriu! Reiterou o compromisso com o Vale do Itajaí no segundo. Nada aconteceu. A presidente Dilma proclamou publicamente em Blumenau que a duplicação da rodovia em seu mandato era questão pessoal. Vai terminar o mandato e não deixará nem um quilômetro duplicado.
Os ministros Cesar Borges e Ideli Salvatti se uniram em Gaspar para uma grande comemoração em julho de 2013. Assinaram a ordem de serviço para o trecho Gaspar-Blumenau, anunciando que no dia seguinte as máquinas estariam roncando no Vale.
Quase um ano depois e o que se vê? Uma piada. A empreiteira que venceu a concorrência não pode tocar a obra porque o DNIT não fez as desapropriações. Isso mesmo: cerca de 500 famílias proprietárias dos terrenos ainda não foram indenizadas. Ou o DNIT se esqueceu desta ação prioritária ou há falta total de planejamento ou se trata de muita burocracia e incompetência.
Elogiável e oportuno, por isso mesmo, o movimento deflagrado pelo advogado Luiz Carlos Nemetz, intitulado “BR-470 em nossas mãos”. Tem caráter suprapartidário e pretende unir todas as associações e forças políticas, econômicas e sociais do Vale do Itajaí.
Os dados que fundamentam a nova campanha dizem tudo. São 1.530 mortes em 10 anos, além de 10 mil vítimas, a maioria, cidadãos mutilados, com graves sequelas.
A primeira reunião para iniciar a mobilização de todo o Vale do Itajaí será realizada dia 5 de junho em Blumenau.
Blumenau e o Vale terão certamente o apoio de toda Santa Catarina.
Os catarinenses merecem mais respeito de Brasília!
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de sábado 31/05)
Economia do país perde ritmo, mas SC cresce mais
Os números do PIB divulgados ontem com crescimento de apenas 0,2% no primeiro trimestre do ano revelaram o impacto negativo da inflação e dos juros altos, queda dos investimentos e dúvidas das empresas sobre a economia do país. Entre os dados preocupantes está o resultado negativo da indústria ( – 0,1%, – 0,2% e -0,8%) respectivamente, no terceiro e quarto trimestres do ano passado e no primeiro deste ano, o que prova que o setor enfrenta uma recessão, alerta o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Industrial (Iedi). Esse recuo da indústria está ligado ao fraco ritmo da economia interna e externa, além da perda de competitividade do setor. E a construção vive um final de forte ciclo de expansão. Mas o Brasil vem registrando crescimento regional desigual e Santa Catarina está melhor do que a média, apontam números de atividades do Estado. De janeiro a março, a produção industrial do Estado cresceu 4% segundo o IBGE, enquanto o Brasil avançou 0,4%; as vendas da indústria cresceram aqui 4,7% e 2,7% no país; as exportações catarinenses cresceram 7,2% de janeiro a bril e as do Brasil recuaram 3%. A oferta de emprego no Estado cresceu 3,1% de janeiro a abril (61.031 vagas) enquanto, no país, avançou 1,1%, e a construção civil cresceu aqui 7,9% contra 2,4% no Brasil. O comércio varejista ampliado, o que inclui materiais de construção e veículos, avançou 6% no Estado de janeiro a março, frente a 2,1% no país.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de sábado 31/05)