Clipping imprensa – Confirmado início das obras da quarta pista na BR-101

Clipping imprensa – Confirmado início das obras da quarta pista na BR-101

Florianópolis, 26.5.14 – Com a documentação totalmente liberada, o início das obras de duplicação da pista, entre os quilômetros 232 e 235 da BR-101, no Morro dos Cavalos, em Palhoça, depende agora apenas de definições do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A Licença de Instalação, documento que faltava, foi assinado na manhã de ontem pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília.
A expectativa é de que as obras comecem na próxima semana, mas a data só será confirmada pelo Dnit na segunda-feira, após reunião técnica para definir o cronograma. A quarta pista tem como proposta dar vazão ao tráfego durante a construção dos dois túneis que fazem parte do projeto de duplicação da BR-101. Os túneis ainda estão em processo de licenciamento ambiental e o prazo estimado de conclusão é o segundo semestre de 2017.
O superintendente do Ibama em Santa Catarina, Américo Ribeiro Tunes, confirmou que a licença foi assinada pelo presidente do órgão federal, Volney Zanardi Jr., incluindo a autorização para supressão da vegetação, que se refere a parte nativa lateral às margens da BR-101. De acordo com Tunes, não foi colocada nenhuma condicionante ou prazo para o início das obras de duplicação.
– Está tudo autorizado. O Dnit pode começar quando quiser – afirmou Tunes.
O anúncio havia sido antecipado pelo governador Raimundo Colombo na quarta-feira. A expectativa de máquinas na pista ainda na próxima semana é confirmada pela assessoria do Dnit. A liberação da Licença de Instalação foi prevista depois do último encontro entre representantes do órgão, Fundação Nacional do Índio (Funai) e comunidade indígena que mora no entorno. Depois de três visitas à aldeia, onde vivem cerca de 200 índios guarani, o Dnit apresentou o projeto com adequações solicitadas e a Funai encaminhou a anuência ao Ibama, que liberou as licenças.
– Com a emissão da licença, a obra pode começar de imediato. A empresa que fará a quarta pista já foi licitada, o recurso já está disponível. Agora, é só começar a obra – declarou a ministra dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, ontem, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
A construção da quarta pista deve custar R$ 6,7 milhões e levará seis meses para ser concluída.
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense (edição de sábado 24/05)

Ministério Público não deu parecer

Representantes do Dnit ainda buscam um acordo com o Ministério Público Federal, único órgão envolvido no caso que ainda não respondeu se concorda com o início das obras. No início de maio deste ano, em uma audiência de conciliação agendada pelo juiz federal Marcelo Krás Borges, a procuradora Analúcia Hartmann disse que não abre mão dos Programas de Compensações Ambientais (PBAs) tanto da quarta pista quanto dos túneis no Morro dos Cavalos, antes do início das obras. Após duas horas de negociação, as partes não chegaram a um acordo em relação ao prazo de entrega dos documentos da compensação ambiental. A solução do processo deve ser por sentença judicial. Procurada pela reportagem, a procuradora declarou via assessoria que não falaria sobre o assunto.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24 horas/ DC (edição de sábado 24/05)

Fator decisivo

Nada como a visita da presidente da República ao Estado para agilizar processos burocráticos, como a documentação que emperrava a obra da quarta faixa do Morro dos Cavalos. A licença do Ibama foi emitida um dia depois da passagem do governador Raimundo Colombo (PSD) por Brasília. Exigências sem complicações, como curso de qualificação para os operários que vão trabalhar no empreendimento, foram resolvidas em duas tardes. Bastou o interesse político. Quando desembarcar em Santa Catarina no dia 6 de junho, a presidente Dilma Rousseff (PT) quer apresentar boas notícias, inaugurar obras, comemorar a sintonia com o governador do Estado. Uma prévia do tom da campanha eleitoral que não poderia ser arranhada pela incompetência de órgãos públicos.

Cronograma

A presidente da Funai, Maria Augusta Assirati (foto), afirma que é um exagero creditar ao órgão a demora na liberação da construção da quarta da pista da BR-101. Entre os empecilhos que retardaram os trabalhos, figurou a espera pela entrega do cronograma das obras à Funai. Técnicos pediam desde fevereiro ao DNIT o repasse do documento, necessário para definir as ações que vão reduzir o impacto do empreendimento no cotidiano da comunidade indígena. Depois de três meses de muita conversa, a Funai só recebeu o cronograma na semana passada.
Fonte: Carolina Bahia/ Diário Catarinense (edição de sábado 24/05)

Obra da quarta faixa no Morro dos Cavalos começa próxima semana

Depois de impasses que se estenderam durante dois anos, as obras de construção da quarta faixa no trechode três quilômetros da BR-101 no Morro dos Cavalos, em Palhoça, deverão iniciar na próxima semana, com prazo de execução de seis meses. Isso porque o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) liberou para o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes) nessa sexta-feira a licença ambiental.
Após reunião com a comunidade indígena nesta semana, a a Funai (Fundação Nacional do índio)  liberou a concordância na noite de quinta-feira, analisada pelo Ibama no dia seguinte.De acordo com o governo federal, as obras devem iniciar de imediato.
“A licença assinada pelo presidente do Ibama [Volney Zanardi Jr] zera toda e qualquer controvérsia perante o caso, portanto qualquer possibilidade de algum órgão ou instituição impedir o início das obras está completamente sanada. As obras devem começar de imediato. O fato de o assunto ter sido levado para Casa Civil foi muito importante para haver a coesão e homogeneização da posição dos órgãos federais. Acreditamos que não há possibilidade de a obra ser embargada novamente, visto que todas as exigências foram atendidas”, afirmou a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti.
“A autorização para supressão de vegetação também foi concedida. Com essa autorização, não há mais nenhum documento pendente e as obras podem iniciar a qualquer momento”, acrescentou o superintendente do órgão em Santa Catarina, Américo Ribeiro Nunes, que este presenta na assinatura da licença.
Segundo o deputado federal Espiridião Amin, agora o início das obras depende somente do Dnit. “Pela disposição do governo, com a liberação da Funai e Ibama, removeram-se todos os embaraços e esperamos que novos não sejam criados”, afirmou Amin.As obras de alargamento da pista do trecho devem custar R$ 6,7 milhões. “A ordem de serviço será entregue formalmente para construtora responsável pela execução das obras, a Cetec, na segunda-feira. Nos últimos dias, houve a intensificação das ações dos órgãos, que finalmente permitiu a liberação. As obras iniciarão e as máquinas já estarão na pista na próxima semana”, confirmou o superintendente do Dnit em Santa Catarina, Vissilar Pretto. Na segunda-feira, o Dnit divulgará também o cronograma das obras da quarta faixa.

Discordância com o MPF

Após duas audiências de conciliação mediadas pela Justiça Federal entre o MPF/SC (Ministério Público Federal de Santa Catarina) e o Dnit, que ocorrerão ainda neste ano e que terminaram sem acordo, espera-se que não haja mais nenhum fator impeditivo que atrase novamente o início das obras da quarta faixa no Morro dos Cavalos. De acordo com a assessoria de comunicação da Justiça Federal, apesar de o processo estar tramitando, as obras já estão liberadas judicialmente, após o Dnit ter entrado com recurso no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre.
Entretanto, o MPF/SC ainda pode entrar com um novo pedido de análise do mesmo processo, se apresentar novos argumentos impeditivos, argumentos esses que gerariam novamente o embargo das obras. Tal fator não é esperado, visto que a última exigência do Ministério Público foi atendida, e a Funai e o Ibama, além da comunidade indígena, já concordaram com as obras. A procuradora do MPF/SC Ana Lúcia Hartmann, que representa o órgão no caso, foi procurada pela reportagem do ND, porém até o fechamento desta edição, não deu nenhum retorno.

Federações comemoram o início das obras

Após diversos impasses que geraram o embargo e consequente atraso do início das obras, as federações catarinenses comemoram a enfim liberação. De acordo com o presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logísticas de Santa Catarina), Pedro José de Oliveira Lopes, a quarta pista no trecho do Morro dos Cavalos será positiva para a economia do Estado. “Não é positivo somente para o setor de transporte, mas também para o setor de turismo. Foram tantos impedimentos que nos levam a descrer que elas iniciarão com tanta agilidade agora, porém estamos muito positivos e esperamos que a decisão seja definitiva”, relatou.
Conforme o presidente da Fetrancesc, com a construção da quarta faixa, espera-se que os transportes de carga não sejam mais impedidos de circular no trecho em horários específicos; “esperamos que com a nova faixa, não seja mais solicitado que os caminhões não transitem em horários e dias específicos, de alto fluxo. Isso dará mais agilidade aos transportes de carga”, confirmou Pedro.
Segundo o presidente da Câmara de Transportes e Logística da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), Mário César Aguiar, a quarta faixa não será positiva somente para o cenário econômico, mas para toda a população. “É uma notícia que já vem tarde, mas nos agrada muito. O trecho se trata de um entrave e enorme gargalo da BR-101, que não só atrasava o desempenho da indústria, mas que também gerou várias mortes provocadas por acidentes de trânsito. É um fato a ser comemorado, pois gerará benefício imediato à sociedade”, afirmou.

Medida paliativa

A construção da quarta pista é uma medida paliativa enquanto o projeto de construção dos túneis no Morro dos Cavalos ainda está em andamento. Espera-se que a construção dos túneis inicie em breve diante da licença ambiental do Ibama e com a concessão da Funai. “Não imaginávamos que a questão indígena fosse criar todas as complicações que acabou criando.
Com o consenso estabelecido com a Funai, espera-se que a construção dos túneis inicie muito em breve”, afirmou a ministra Ideli Salvatti. A licitação para contratar a construtora deve sair até julho. De acordo com o deputado federal Ronaldo Benedet, espera-se que pelo menos com a construção da quarta faixa, a questão seja resolvida parcialmente.
“É uma medida paliativa, um pequeno alargamento para as pessoas não terem mais que esperar durante horas em filas intermináveis. Depois de tantas batalhas, finalmente conseguimos a liberação, e esperamos que as obras realmente iniciem na próxima semana e que nenhum órgão entre mais com algum embargo jurídico ou administrativo que impeça o início da construção. Aquele trecho é importante por se tratar de um canal de relação com o Mercosul”, concluiu Benedet.
Fonte: Marciano Diogo/ Notícias do Dia (edição de sábado 24/05)


Do posto de combustível para os paraísos fiscais

Ao manter na prisão os doleiros envolvidos na operação Lava-Jato, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi avisado de que o esquema vai além da corrupção política. As 6.620 páginas do inquérito a que o Diário Catarinense teve acesso expõem as vísceras de uma intrincada rede criminosa, que envolve empresas de fachada, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
O alvo não era Alberto Youssef, o doleiro que ganhou destaque por suas relações com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e com o deputado André Vargas, mas sim Carlos Habib Chater, um antigo frequentador da carceragem desde os anos 1990. A partir do inverno de 2013, a Polícia Federal interceptou centenas de mensagens e telefonemas – inclusive em árabe – de Habib, conhecido em Brasília por suas relações com o ex-deputado José Janene (PP), envolvido no Mensalão e falecido em 2010.
A movimentação financeira do doleiro impressiona. Sua base é o Posto da Torre, tradicional ponto de venda de combustíveis no coração da Capital. Ali, cartão de crédito não é aceito. O pagamento é à vista, o que, segundo a PF, facilita a mistura de dinheiro limpo com o sujo. O rastro da dinheirama movimentada por Habib por meio da Valortur Câmbio e Turismo envolve bancos e offshores de paraísos fiscais, o submundo das drogas na Bolívia, e chega até a China, com operações junto a empresas de fachada em Hong Kong. Em um dos diálogos captados pela PF, Habib é consultado por um cliente que deseja mandar 20 milhões de euros para as Bahamas.

Suspeita foi presa com euros na calcinha

Santa Catarina também esteve no radar da quadrilha. A PF flagrou nos grampos a entrega de US$ 60 mil no aeroporto de Navegantes por um emissário de Habib. O destino do dinheiro era Balneário Camboriú para quitar uma suposta dívida.
Conforme o inquérito, na maior parte das operações de câmbio é utilizado o sistema de dólar-cabo, quando o agente se vale da estrutura de uma instituição financeira clandestina para realizar o crime. No linguajar da quadrilha, dinheiro é “carbono”, “papel” e “documento”. Na órbita de Habib, gravitam diversas estruturas paralelas envolvendo um grupo de doleiros, entre eles Youssef. Na tentativa de driblar eventuais grampos, são utilizados diversos apelidos. Ninguém supera Nelma Kodama, presa com 200 mil euros na calcinha. Entre os pseudônimos usados por Nelma estão Greta Garbo, Cameron Diaz e Azurita Azul. Seus comparsas são identificados como Asterix e Samuel L. Jackson. E, nas entregas de dinheiro no país, a senha muitas vezes utilizada era “ingressos para jogo do Corinthians”.

Conversas entre doleiros ampliaram investigação

Nelma é uma figura controversa. Foi amante de outro doleiro detido na Lava-Jato, Raul Henrique Srour, com quem andava às turras nos últimos tempos por conta de um calote. Em mensagens interceptadas, ela aparece utilizando policiais civis para extorquir o ex-amante, que, em contrapartida, ameaçava divulgar fotos íntimas da doleira.
Ao flagrar esta intimidade, a PF ampliou o foco da investigação, com ramificações internacionais que chegam a Amsterdã, na Holanda, Nova York (EUA) e a ilha de Taiwan. Em contatos com uma amiga, Nelma revela suas desavenças com Youssef e preocupações com outro doleiro, Fayed Traboulsi, preso pela PF na Operação Miqueias, deflagrada em setembro de 2013, sob suspeita de participar de um esquema de desvio de recursos de fundos de pensão.
Foi em uma conversa informal sobre a operação Miqueias que a PF encontrou a prova de que Youssef estava em plena atividade. E, a partir da troca de mensagens, em outubro de 2013, entre Habib e Youssef, a PF passou a monitorá-lo. À época, Youssef residia em apartamento de alto padrão no bairro Vila Nova Conceição, em São Paulo, avaliado em R$ 3,8 milhões.
Fonte: Klécio Santos/ Diário Catarinense

Ajuda na hora de abastecer

Um aplicativo que mostra os postos mais próximos, suas bandeiras e os preços dos combustíveis. Esse é o Gazo, app desenvolvido por uma empresa brasileira que pode ser bem útil para quando você viaja ou está em alguma região desconhecida. Outro serviço do aplicativo, que é gratuito, é informar se o posto tem banheiro ou loja de conveniência na sua estrutura.

BR-101 em Tijucas

A partir de hoje quem passar pela BR-101 em Tijucas encontrará um desvio na pista sentido Sul, no km 169. Uma via de 300 metros, paralela à rodovia, foi construída especialmente para direcionar o trânsito da via principal, que será interditada para a construção de um viaduto. A velocidade máxima no trecho é de 60km/h e a via deve ser usada até dezembro, que é o prazo para a conclusão das obras. O local será sinalizado, mas os motoristas devem ficar atentos.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC

Desmontagem

A Fecomércio alerta que dentro de um ano vai entrar em vigor a nova lei de desmontagem de automóveis. O objetivo é combater o mercado de furto e roubo de carros. Pela nova lei, empresas do setor devem se dedicar exclusivamente à desmontagem e precisam estar registradas nos órgãos estaduais de trânsito.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense

Até quando?

Circula nas redes sociais mais um caso de assalto a ônibus de turistas catarinenses em rodovia paranaense. Os relatos de violência são assustadores…
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense

Atraso que trava o crescimento

O Corredor Ferroviário Catarinense, também conhecido como Ferrovia da Integração ou Ferrovia do Frango, ainda nem saiu do papel e já está um ano atrasado. Neste mês, completam-se 12 meses da data em que o ministro dos Transportes, César Borges, esteve em Chapecó no lançamento da licitação para o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Um ano depois, o projeto da ferrovia ainda não entrou nos trilhos.
Até agora nenhuma ordem de serviço foi dada. Um dos motivos para o atraso foi o questionamento na Justiça de alguns pontos na primeira licitação. O edital foi suspenso por três meses pelo Tribunal de Contas da União, até que houvesse uma readequação do processo.
Uma nova licitação foi lançada e o resultado foi divulgado no dia 30 de abril, tendo como vencedor o consórcio Contécnica/Enefer/Topocart. No entanto, três empresas entraram com recurso questionando a vencedora.
De acordo com a assessoria de comunicação da Valec – empresa do governo federal responsável pelas ferrovias do país –, ainda não há data para a ordem de serviço. No site da estatal há uma previsão que aponta 30 de maio como data, mas em virtude dos recursos dificilmente será cumprida.
Quando a ordem de serviço for expedida, a empresa vencedora terá 10 meses para fazer o estudo técnico e mais 12 meses para o projeto básico. Depois disso é que a obra em si poderá ser licitada. O presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias do Congresso Nacional, Pedro Uczai, mantém o otimismo.
– Em 2016 dá para começar a obra – afirmou.
Para o presidente da Aurora e vice-presidente do agronegócio da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mário Lanznaster, o estudo ainda deve levar quatro anos.
– Se ficar pronto em 16 anos está bom – disse.

Força para o agronegócio

O secretário de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, se disse preocupado com um trecho do discurso da presidente Dilma Rousseff no lançamento do Plano Safra 2014/2015, em que foi destacado o investimento em infraestrutura, mas citado principalmente o escoamento do Centro-Oeste para os portos – as obras em Santa Catarina não apareceram na fala da presidente. Apesar disso, o governo estadual mantém a reivindicação dos investimentos em ferrovias como uma prioridade.
– Está no topo da agenda – afirmou.
Uczai diz que está trabalhando para incluir as ferrovias catarinenses no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), o que garantiria os recursos para a execução das obras e assim daria mais agilidade aos projetos.
Com déficit de 66 mil caminhões de milho, a ferrovia é vital para manter competitividade de Santa Catarina. A cada ano o Estado precisa buscar o grão no Centro-Oeste para suprir um déficit de 2,5 milhões de toneladas entre demanda e consumo. O problema é que para trazer uma saca de milho de Mato Grosso, o custo do frete fica de R$ 10 a R$ 12, metade do valor do produto. Com isso, a saca do grão chega até o Oeste catarinense com um custo próximo a R$ 30, contra um preço local de R$ 24 a R$ 26. Em épocas de escassez, a agroindústria chegou a pagar R$ 35 por uma saca de 60 quilos.
Para Lanznaster, da Aurora, nesse cenário Santa Catarina vai continuar a perder investimentos. Ele lembrou que a Sadia e a Perdigão, antes da fusão para a BRF, já tinham investido em plantas industriais no Centro-Oeste, onde o milho está mais barato. Nos últimos anos, Santa Catarina perdeu a liderança na produção e na exportação de aves – e a dificuldade logística pesou para o resultado ruim.
– Sem o milho, os investimentos vão para outros Estados ou até outro países – prevê Lanznaster.
O secretário de Agricultura, Airton Spies, afirma que, em virtude da falta de milho, o custo de produção em Chapecó é 5% superior a Cascavel, no Paraná. Essa diferença, neste momento, é compensada pela mão de obra catarinense, que consegue resultados mais eficientes.
Outra vantagem é o status sanitário diferenciado de Santa Catarina, que é o único Estado livre de aftosa sem vacinação. Graças a isso é o único a exportar carne suína para o Japão.

Economia com transporte

As ferrovias podem reduzir o custo de transporte de 37% a 40%, segundo o presidente da Frente Parlamentar das Ferrovias, Pedro Uczai. O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina, Marcos Zordan, concorda que esse valor pode cair para cerca de 30% se for contabilizado o transporte até o trem.
Para cada saca de milho trazida de Mato Grosso, a ferrovia ajudaria a economizar R$ 3. Já no transporte da indústria para o porto, Zordan estima uma redução de 20%. Hoje o custo para levar uma carga de 27 toneladas de carne da indústria para o porto custa R$ 2,8 mil. A economia poderia chegar a R$ 500 por carga.
Cálculos do vice-presidente de Exportação da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Cléver Pirola Ávila, indicam que o custo do produto final possa cair 4% para o consumidor com a implantação das ferrovias.

Traçado gera divergência

O traçado da Ferrovia do FRango é motivo de disputa dentro do território catarinense. Lideranças do Norte do Estado querem que o trajeto seja por Mafra, utilizando o antigo trajeto da Ferrovia do Contestado, até o Porto de São Francisco do Sul.
A maioria das associações de município de outras regiões defendem o traçado pelo centro do Estado. O deputado federal Pedro Uczai defende o traçado pelo centro do Estado até Itajaí. Mas informou que o edital da Valec, após a intervenção do TCU, abriu a possibilidade de o trajeto apontar outros portos como destino.
O secretário de Agricultura do Estado, Airton Spies, mencionou que o conceito de Ferrovia da Integração seria o que passaria próximo ao eixo da BR-282. Mas reiterou que o governo do Estado não tem posição definida sobre o trajeto, aguardando o resultado técnico do estudo.
Fonte: Diário Catarinense (edição de ontem)

BMW faz carros cada vez mais verdes

O grupo BMW, fabricante de carros de luxo, vê o futuro do setor com produtos totalmente sustentáveis. Foi isso que sinalizou o presidente e CEO no Brasil, Arturo Piñeiro, ao entrar no auditório da Expogestão, na sexta-feira, conduzindo o BMW i3 (foto), modelo elétrico que chegará em breve ao país. Ele falou sobre como a empresa cria produtos tecnológicos e sustentáveis. Na entrevista que concedeu com exclusividade à coluna, ele fala também sobre a previsão de inaugurar a fábrica em Araquari em setembro.

Como a BMW está preparando o início da produção em Araquari?

Arturo Piñeiro – A previsão é ter a fábrica pronta no final de setembro para produzir o primeiro carro em outubro. Estamos preparando uma cerimônia para a inauguração da fábrica.

Vocês estão tendo de importar trabalhadores com experiência em linha de montagem de automóveis?

Piñeiro – Não. Abrimos as contratações no Estado de Santa Catarina, estamos contratando mão de obra local. O mais importante é que o nosso projeto de contratação está muito ligado ao processo de formação que nós temos. Nós montamos uma linha de montagem de formação e estamos treinando todas as pessoas que estamos contratando.

Qual será o destino da produção de Araquari?

Piñeiro – Nossa capacidade instalada é de 32 mil unidades por ano. O aumento da produção vai ser progressivo. Nossa ideia é aproveitar a capacidade produtiva das nossas fábricas. Se o mercado brasileiro não absorver tudo o que nós estimamos, temos de buscar alternativa e a exportação é uma delas.

Como a BMW está fazendo os carros ecológicos do futuro?

Piñeiro – Nós estamos lançando no mundo inteiro a nossa submarca, a BMW i, com dois produtos, o BMW i3 e o BMW i8. São dois produtos que foram concebidos elétricos. Hoje há uma preocupação muito grande no mundo inteiro de buscar novas fontes alternativas de propulsão ao petróleo e uma delas é a propulsão elétrica. A BMW investiu muito fortemente para criar dois veículos concebidos e nascidos elétricos, que é a primeira vantagem frente às demais marcas do setor, e a segunda vantagem é que esses dois veículos são produzidos na nossa fábrica de Leipzig.

Está mais difícil vender carro no Brasil. Quais são as expectativas?

Piñeiro – O mercado brasileiro não vem atravessando um bom momento. Isso está ligado um pouco com a confiança sobre o futuro da economia brasileira. Eu sempre fui da opinião de que o Brasil não está tão mal como todo mundo fala. Está passando por uma crise de confiança. O país tem uma base bastante segura de desenvolvimento futuro. Se as medidas corretas forem tomadas, esse padrão de desenvolvimento dos últimos anos, de crescimento e bem estar pode continuar no futuro de uma forma muito mais dinâmica. Hoje, o mercado está se retraindo e temos que nos adaptar.

Como está a BMW no mercado mundial?

Piñeiro – Nós estamos presentes em mais de 140 países, nossa atividade mundial é frenética. Nós comercializamos três marcas, a BMW, Mini e Rolls Royce e também as motocicletas Motorrad. O ano passado foi o melhor da nossa história. Este ano, para a BMW, está sendo melhor do que no ano passado.

fotos André Kopsch, divulgação

Hoje há uma preocupação muito grande de buscar novas fontes alternativas de propulsão ao petróleo e uma delas e a propulsão elétrica. A BMW investiu muito fortemente para criar dois veículos concebidos e nascidos elétricos

Executivo brasileiro

O presidente e CEO do BMW Group Brasil, Arturo Piñeiro tem 48 anos, nacionalidade brasileira e espanhola, é casado e tem duas filhas. É graduado em Economia pela Faculdade de Economia São Luiz e atua no grupo há 18 anos. Já trabalhou pela BMW na Espanha, EUA, Argentina e Brasil.

O BMW Group

É um dos fabricantes de automóveis e motocicletas mais bem-sucedidos do mundo. Iniciou atividades em 1917 e atua com as marcas BMW, MINI e Rolls-Royce. Opera 28 instalações de produção e montagem em 13 países e vende em 140 nações. Em 2013, vendeu 1,96 milhão de veículos e 115.215 motocicletas no mundo e conta com mais de 110 mil colaboradores.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de ontem)

A redenção do Sul de Santa Catarina

Dois grandiosos empreendimentos um público, de curto prazo, e outro privado, de médio poderão transformar a região Sul de SC.
A ministra Ideli Salvatti garante agora – mais uma vez – que a quarta faixa da BR-101 no Morro dos Cavalos vai ser construída. Chega cedo… depois de 12 anos de governos do PT.
Quando o trecho Sul da BR-101 estiver concluído, com o porto de Imbituba modernizado e a Serra gaúcha ligada por rodovia federal, a região deverá sofrer uma explosão de crescimento.
O segundo investimento será tratado esta semana em Nova York pelo governador Raimundo Colombo: a usina de gaseificação da TransGas, para implantação de fábrica de nitrato de amônia e ureia, insumos básicos para produção de fertilizantes.
O grupo TransGas, constituído de poderosas multinacionais, tem US$ 2,7 bilhões para investir no Sul, segundo seu presidente, Adam Victor, que já fez prospecções na região no início do ano.
Para viabilização, o carvão está garantido. O governo catarinense dá seu aval e há um gigantesco mercado nacional, eis que o Brasil é o maior importador de amônia e ureia. Falta apenas a garantia da Petrobras de liberar o mercado hoje por ela monopolizado. Por isso, a direção da TransGas irá se reunir com a presidente Dilma e o governador Raimundo Colombo dia 5 de junho em Brasília.
Com o aval do governo federal será dado um passo definitivo para viabilizar o bilionário empreendimento. Valoriza-se o carvão, geram-se empregos, introduz-se moderna tecnologia, elevam-se as receitas públicas e garante-se o insumo básico para o setor agrícola.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de ontem)

Polêmica em duas rodas

As cenas diárias de motocicletas envolvidas em acidentes de trânsito parecem longe de ter fim. Estatísticas mostram um aumento superior a 600% no número de mortes em acidentes com motos no Brasil desde 1998 e de 500% nos atendimentos a acidentados nos hospitais de Santa Catarina em um período de três anos (de 2008 a 2011). Os números estão diretamente relacionados ao aumento da frota. Se por um lado a procura pelo veículo de duas rodas aumenta as estatísticas alarmantes de violência no trânsito, por outro ajuda a amenizar os problemas de mobilidade urbana.
Por dia, em Santa Catarina, há pelo menos 100 novas motos em circulação. Se for mantido o ritmo dos últimos meses, em junho o Estado atingirá a marca de 1 milhão. Apesar de ainda estar distante dos 2,4 milhões de carros que rodam nas ruas e estradas catarinenses, a evolução das motocicletas segue uma tendência nacional e tem como consequência um massacre no trânsito.
Dados do Mapa da Violência do Trânsito e Motocicletas, lançado ano passado, mostram que entre 1998 e 2011 o número de mortes de motociclistas no Brasil saltou de 1.894 para 14.666 (674%). O crescimento supera o aumento de 512% no número de motos vendidas no mesmo período.
Somente nos seis hospitais mantidos exclusivamente pela Secretaria Estadual de Saúde, 60% dos acidentes de trânsito atendidos em 2013 foram de casos originados de motos. Neste ano, os números aumentaram e representam 63% do total.
Acostumado a conviver diariamente com estes dados, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Luiz Graziano deu um conselho polêmico à população, publicado no Blog Visor, do jornalista Rafael Martini, do Diário Catarinense:
– Venda sua moto e jamais compre uma – advertiu o inspetor.
A afirmação do agente repercutiu nas redes sociais. Entretanto, Graziano tem explicação de sobra para ter dado a dica. Antigo adepto das motos, o policial parou de usar o veículo diante dos casos que atendia. Além disso, ele já havia visto seu irmão perder uma perna e um colega da corporação ficar paralítico, ambos em acidentes com motocicletas:
– Em momento algum culpei o motociclista. A moto é um veículo perigoso. Mesmo o motociclista que não faz nada de errado está sujeito em decorrência da vulnerabilidade. Tem cara com 20, 21 anos de idade sem perna, paralítico, morto.
O presidente da Associação dos Motociclistas da Grande Florianópolis, Pedro Luis Sabaciauskis, entretanto, afirma que não é a retirada do veículo de circulação que resolverá o problema. A formação correta dos condutores é a apontada como uma das soluções:
– Não conseguimos enxergar um panorama de redução de motos. A moto pode ser sim uma grande solução de mobilidade urbana desde que controlada. Desde que regulamentada e bem educada. Desde que sejam formados motociclistas em autoescolas de maneira melhor. A moto é um grande coringa na mobilidade – ressalta Sabaciauskis.

Aumento do gasto público

Os números de mortes no trânsito brasileiro superam os 40 mil anualmente. Além disso, são mais 80 mil pessoas que todos os anos ficam internadas por envolvimento em acidentes, lembra o presidente do Movimento Nacional de Educação no Trânsito (Monatran), Roberto Bentes de Sá. Os dados mostram que a cada nova estatística, o número de acidentes com motos aumenta.
Em um levantamento do Ministério da Saúde, os gastos por internações de motociclistas em Santa Catarina saltaram de R$ 2,4 milhões em 2008 para R$ 4,4 milhões em 2011. O aumento no número de casos no período subiu de 1,5 mil para 8,6 mil.
– São sequelas irreversíveis. A gente só fala nos que morrem, mas a maioria dos nossos leitos são ocupados em função de acidentes de trânsito. O custo do Brasil é muito grande – alertou.
Para Bentes, vivemos num trânsito tumultuado e deseducado:
– O trânsito no nosso país infelizmente é uma bomba que explode a todo instante e que tem vários componentes. Desde a formação, sentimento de impunidade, falta de fiscalização. Se os recursos das multas destinados à educação no trânsito fossem usados, tenho certeza que mudaria a cultura – argumenta.

“A vítima vira culpada da própria morte”

D
esde o final da década de 1990, Julio Jacobo é o responsável por fazer o Mapa da Violência no Brasil. Coordenador da área de estudos sobre violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o especialista lançou no ano passado a última edição do levantamento sobre as mortes e acidentes de trânsito. Em entrevista ao Diário Catarinense, Jacobo aponta o sistema nacional de trânsito como principal responsável pelos números assustadores de mortes no país.

Diário Catarinense – Vender a motocicleta é a solução?

Julio Jacobo – Acho que não tem muito a ver com vender. Nesses casos, mais coisas deveriam ser vendidas, não só a moto. Com a explosão de motocicletas, em meados da década de 1990, com isenções fiscais, grandes alardes de financiamentos, pensou-se que se solucionavam dois grandes problemas. O primeiro era o de mobilidade urbana da classe trabalhadora. Além disso, algumas cidades não comportavam grandes investimentos e a moto surgiu como opção. Era de fácil acesso e manutenção barata. Na medida em que cada cidadão tem seu próprio meio de transporte, porém, cria-se um problema de mobilidade. Além disso, temos outro problema que é pouca qualificação para uso do veículo.

Diário Catarinense – Dentro deste cenário, qual é a perspectiva para o futuro?

Jacobo – A tendência é alarmante. Antigamente, o principal envolvido nas mortes no trânsito era o pedestre. Na virada desse ciclo, caiu o número de pedestres, houve campanhas educativas, e se reduziu os de acidentes envolvendo carros. A tendência é que a morte dos motociclistas signifiquem 50% no país. Vamos ser os campeões internacionais.

Diário Catarinense – E quem deve agir para evitar isso?

Jacobo – No Estatuto de Trânsito diz que o responsável pela segurança é o sistema nacional de trânsito. É o Detran, o Denatran. Eles têm que se preocupar com isso. O que se faz é colocar a culpa na vítima. A vítima vira culpada da própria morte. Quando acontece um acidente se diz que foi uma fatalidade. Mas quanto demorou para chegar o socorro? Quantos hospitais precisaram ser percorridos? É uma série de incidentes que marcam a morte anunciada.

Diário Catarinense – E a responsabilidade do condutor?

Jacobo – Nenhuma. Habilitaram ele legalmente. Até pouco tempo, ter carteira de motociclista era muito fácil. Se ele soubesse arrancar e andar em um passeio interno, estava habilitado. Depois aumentaram as exigências. Temos ainda uma legislação pífia. Não se fiscaliza motociclista. Em países da Europa, nos últimos 15 anos caíram 45% o número de mortes. Eles assumiram as responsabilidade e ninguém poderia morrer. Foram campanhas educativas, fiscalização, várias coisas que se fazem para evitar a morte no trânsito.
Fonte: Ânderson Silva/ Diário Catarinense (edição de ontem)

Turma do contra

Prefeito Cesar Souza Junior diz que as manifestações contrárias à instalação do teleférico em Florianópolis partem do mesmo grupo que tentou impedir a duplicação da Antônio Edu Vieira, a licitação do transporte coletivo e atuou na Ocupação Amarildo.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense (edição de ontem)

Blitze atacam embriaguez ao volante

A primeira noite de operações das polícias para conter a embriaguez ao volante em SC teve três operações em Florianópolis. As barreiras montadas na SC-401 resultaram em multas e prisões de condutores flagrados dirigindo embriagados. Nas pontes Colombo Salles e Pedro Ivo e na SC-405 a fiscalização foi suspensa.
No Norte da Ilha, o forte aparato da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), com o apoio das polícias Civil e Militar, aplicou seis testes de bafômetro das 20h de sexta-feira às 6h de sábado. Três deles deram positivo – um dos condutores apresentou índice abaixo de 0,30 miligramas de álcool por litro de ar expelido, o que gerou apenas multa e processo administrativo. O teste de outro motorista apontou 0,67 ml/l. Parado na blitz, estava com a parte frontal do veículo danificada e afirmou que não sabia como havia colidido o carro. Ele foi preso e conduzido à 7ª DP, em Canasvieiras.
Além dos condutores que fizeram o teste, um sexto motorista negou-se a assoprar o aparelho e foi levado à delegacia. O homem se dirigia para Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. Outras três pessoas, entre elas uma criança, estavam no veículo.
No Norte da Ilha a operação resultou em duas prisões, no recolhimento de três veículos e uma moto e na retenção de duas carteiras. A ação na SC-401, além de fiscalizar, serviu de orientação. Nas abordagens, os policiais conversaram com os motoristas e deram instruções. Segundo o major Marcio José Antunes, comandante da 1ª Companhia da PMRV, o objetivo não era flagrar condutores embriagados:
– Nossa intenção é mostrar que a polícia está na rua e conscientizar o nosso usuário de que se ele vai para uma balada ou festa deve se programar para ir de táxi ou com alguém que não vai beber.
Um dos abordados foi o administrador José Fernando Nobre, que seguia no sentido Norte-Centro, depois de ter deixado a filha e o namorado dela em uma festa. Para ele, as blitze são necessárias para criar a cultura de beber e não dirigir.
No Sul da Ilha a operação que começou às 20h foi suspensa algumas horas depois para que os policiais dessem apoio à troca de guard-rail no túnel da Via Expressa Sul. Não houve prisões nem autuações. De acordo com o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, Araújo Gomes, no Centro a fiscalização foi cancelada devido ao mau tempo. No Sul do Estado foram registradas duas prisões por embriaguez: uma na SC-445, em Içara e a outra na SC-118, em Cocal do Sul.
Fonte: Diário Catarinense (edição de ontem)

O papel da blitz

O Estado de Santa Catarina precisa virar esse jogo e uma das formas é uma ação policial mais ostensiva nas ruas.
Arigorosa Lei Seca que vigora no país há seis anos ainda não foi completamente assimilada pela população, afinal não são poucos os casos de motoristas embriagados flagrados pelas autoridades policiais. Apesar da falta de estatísticas precisas sobre o percentual de acidentes relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas, é inegável que os hábitos de muitos condutores ainda estão longe do ideal. É incontestável também que o número de mortes continua impressionante, uma carnificina nas estradas com tragédias familiares incomensuráveis além de gigantescos prejuízos financeiros ao país. A relevância do assunto exige um permanente balanço dos resultados da legislação, uma avaliação sobre o comportamento do cidadão no trânsito e análise acurada a respeito das políticas públicas implantadas pelas prefeituras, governos estaduais e pe
o Executivo federal.
Dentro desse contexto, é louvável a disposição do novo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Valdemir Cabral, de intensificação das blitze para fazer com que a proibição de consumo de álcool seja cumprida pelos condutores em Santa Catarina. Por vários motivos. Por si só, a presença da polícia na rua já representa um inibidor importante aos motoristas que ainda cogitam desrespeitar a lei. Além disso, há a possibilidade de responsabilização dos infratores, com as abordagens e o uso dos bafômetros para aferir a dosagem alcoólica no organismo dos motoristas.
Mas o mais relevante no caso do anúncio feito pela PM é o caráter preventivo das operações policiais, que devem ser reforçadas daqui em diante. Faz sentido a lógica divulgada pelo comando da corporação de que o objetivo não é pegar ninguém no teste do bafômetro, mas sim evitar que as pessoas bebam antes de guiar ou incentivar que peguem um táxi ou carona quando souberem antecipadamente que vão ingerir álcool. Tanto que as blitze não serão tratadas com sigilo. Ao contrário, a orientação é de que as barreiras sejam anunciadas à população.
É uma forma acertada de contribuir para uma mudança de comportamento no trânsito, além de reforçar a sensação de segurança. Imprescindível que o aparato estatal esteja suficientemente preparado para punir quem burla a Lei Seca – e coloca em risco a própria vida e a de outros – e que essa resposta seja rápida. Mas é ao mesmo tempo relevante a preocupação com a formação do cidadão que circula pelas vias públicas diariamente – seja iniciante ou veterano do volante.
Significa apostar na cultura de preservação da vida e na disseminação de valores individuais positivos. No feriadão do último Réveillon, Santa Catarina ostentou o triste quarto lugar em número de acidentes fatais nas rodovias federais, com 24 mortes em 751 ocorrências. Ficou atrás apenas de Minas Gerais, Bahia e Paraná. O Estado precisa virar esse jogo e uma das formas é uma ação policial mais ostensiva nas ruas.
Fonte: Editorial DC (edição de ontem)

A campanha Maio Amarelo e o trânsito, por Darci de Matos*

Na metade do século 19 a enfermeira Florence Nightingale foi para a guerra da Crimeia e ficou horrorizada com as condições de higiene nos hospitais de campanha. Voltou para a Inglaterra e teve muito trabalho para convencer a alta cúpula do governo para que fossem adotadas medidas básicas de higiene no tratamento dos feridos. O resultado mostrou que valeu a pena o seu esforço, pois o número de mortes nos hospitais caiu 99%. Hoje no Brasil enfrentamos uma guerra muito mais mortífera que a Guerra da Crimeia. O trânsito mata 60 mil pessoas por ano e deixa milhares de feridos, muitos com sequelas permanentes. É necessária uma campanha de massa para reduzir este morticínio.
Em 11 de maio de 2011, a ONU decretou que esta seria a Década de Ação para Segurança no Trânsito. Dentro deste objetivo, o Sindicato dos Agentes de Trânsito do Estado (Sindatran) está realizando em diversas cidades a campanha “Maio Amarelo – Atenção Pela Vida”. Pedro Silva, presidente do Sindatran, diz que “a proposta é chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito. O mês de maio deve ser voltado para atividades de conscientização sobre o comportamento de cada um no trânsito”.
A maneira mais eficaz para evitar que o motorista transforme seu carro em uma arma é pela conscientização. Este é um trabalho urgente, já que a maior causa de morte dos jovens são os acidentes de trânsito. A batalha pode parecer difícil, mas não impossível. Florence Nightingale mostrou que com criatividade e persistência é possível reverter as expectativas. O Sindatran desenvolve a campanha “Maio Amarelo” e deveríamos nos engajar. Afinal, ninguém sabe quem pode ser a próxima vítima do trânsito. Assim você também lutará pela sua própria segurança.
* Deputado Estadual (morador de Joinville)
Fonte: Diário Catarinense (edição de sábado 24/05)

A força da mobilização

Depois de anos de espera, pressão e do vaivém burocrático oficial, Santa Catarina pode comemorar, enfim, a emissão da licença que faltava para o início das obras do contorno viário da Grande Florianópolis. É uma vitória da mobilização e da fiscalização constante da sociedade, que não permitiu que os empecilhos burocráticos postergassem ainda mais essa decisão. No caso do Grupo RBS, a satisfação de compartilhar uma notícia que é também resultado de uma parceria importante com a população na defesa de uma causa mais do que relevante para aliviar o trânsito e garantir segurança em um dos principais pontos de congestionamento da BR-101. As reportagens das repórteres Joice Bacelo, do Diário Catarinense, e Thais Andriolli, da RBS TV, cumpriram com o relevante papel social de acompanhar desde março de 2013 todos os passos que envolvem o projeto, desde as polêmicas mudanças de traçado até a cobrança do cumprimento do cronograma inicialmente acertado.
O documento emitido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destrava as amarras oficiais que vinham impedindo que as máquinas pudessem efetivamente operar. A autorização assinada pelo órgão federal permite que o contorno comece a sair do papel no trecho entre os Km 221 e Km 225, no município de São José, e o compromisso da empresa concessionária é de que os trabalhos na pista sejam deflagrados no dia 13 de junho. O caso do contorno viário, que tem agora um capítulo positivo e animador para os usuários da rodovia, é emblemático: incluído no edital de privatização da rodovia em 2007, deveria estar pronto desde 2012, revelando uma máquina pública engessada, muitas vezes inclusive por questões previstas em lei. Também mostra, mais uma vez, a relevância de fiscalização constante, que deve continuar a todo o vapor nas etapas seguintes. É bom lembrar que a missão não terminou: agora, toda as atenções devem ser voltadas para os prazos estabelecidos para início e término da obra. Além da outra batalha burocrática que está por vir, que é a aprovação das obras do contorno nos dois outros trechos, em Biguaçu e Palhoça, que continuam sob a análise do órgão ambiental federal.
Fonte: Editorial RBS (edição de sábado 24/05)

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