Florianópolis, 19.5.14 – Em 14 de maio, dois dias após a Funai recuar do acordo que permitiria o início das obras de uma quarta faixa entre os quilômetros 232 e 235 da BR-101, no trecho do Morro dos Cavalos, representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) enviaram comunicado à Casa Civil: o trabalho começaria imediatamente, mesmo sem consenso. Só não seguiram em frente porque foram orientados pelo ministério a esperar o resultado de mais uma reunião – agendada para a próxima sexta-feira.
A Casa Civil interferiu no caso no fim de março, depois de o Ministério da Justiça solicitar apoio para intermediar o acordo entre as partes. Surgiu então um cronograma com uma lista de etapas que o DNIT teria que cumprir para que a Funai concordasse com as obras. E teria sido este o motivo que fez fracassar a última tentativa de negociação.
A principal exigência havia sido cumprida: o projeto foi apresentado à comunidade indígena, readequado conforme as solicitações e reenviado para aprovação. Mas a Funai argumentou que ainda existiam duas pendências: o plano de obras e um programa de educação do trabalhador. Ambos foram entregues na semana passada.
“Em 15/05/2014, o DNIT entregou o último documento faltante, encerrando com isso as entregas acordadas no cronograma inicial. Os documentos encontram-se em análise na Funai e pretende-se que a reunião de 23/05/2014 entre o DNIT, Funai e os indígenas seja decisiva para a concessão da licença de instalação e para o consequente início das obras”, consta em documento assinado pelo subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, Luís Antonio Padilha.
Começo dos trabalhos já tem aval da Justiça
As discussões sobre a faixa extra no trecho de Morro dos Cavalos se arrastam há mais de sete meses, desde que a proposta foi lançada pelo DNIT. E só no último mês foram três visitas à aldeia onde vivem cerca de 200 índios guaranis. Há autorização da Justiça para iniciar as obras, mas o DNIT aguardava um acordo com a Funai para não correr o risco de uma nova decisão judicial interromper os trabalhos durante o serviço.
Na sexta-feira passada o deputado federal Esperidião Amin (PP) enviou documento à Casa Civil e aos ministérios do Transporte e da Justiça alertando sobre o desenrolar das tratativas. Segundo ele, a Funai estaria usando o caso para pressionar o governo a homologar a terra indígena Morro dos Cavalos (o processo de demarcação tem o reconhecimento do Ministério da Justiça, mas ainda depende da assinatura da presidência da República para ser concluído).
– Enquanto (a terra) não for homologada, o objetivo é e será o de postergar a obra – acredita o deputado, que aposta em novas exigências feitas pela Funai na reunião da próxima sexta-feira.
A quarta faixa, no trecho do Morro dos Cavalos, tem como proposta dar vazão ao trânsito – que é um dos piores pontos de congestionamento da rodovia – até a construção dos túneis que fazem parte do projeto de duplicação da BR-101 Sul. A medida do alargamento da pista é paliativa, segundo o DNIT. Depois de iniciadas, as obras devem levar seis meses até a conclusão.
Fonte: Joice Bacelo/ Diário Catarinense
Primeiro BMW
Trabalho em equipe é um dos pontos fortes do grupo BMW, informou o vice-presidente de manufatura no Brasil, Gerald Degen. Por isso, o primeiro carro da marca montado em Joinville, aquele que estreou os testes no Perini Business Park, receberá a assinatura de toda a equipe de quase 200 colaboradores com uma tinta definitiva e será exposto em local elevado, na nova fábrica, em Araquari.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
O trem ainda passa por dentro de algumas cidades catarinenses. No sábado, em Jaraguá do Sul, uma caminhonete (foto acima) deixou o trânsito parado por mais de meia hora no Centro. O guincho foi acionado para remover o veículo e longas filas se formaram. A PM ficou de enviar duas notificações ao dono do carro: por estacionar em local proibido e por impedir a movimentação de outro veículo.
Basta
Passou da hora de uma grande ação para conter o excesso de velocidade nas ruas e rodovias de Florianópolis. A tragédia do fim de semana, matando jovens que haviam saído de um arrancadão, é a prova de que algo está muito errado. A SC-401, por exemplo, é pista de corrida de dia e de noite para alguns inconsequentes.
Fonte: Visor/ DC
Mortes na Beira-Mar
Não é possível dizer, nem desdizer, que as mortes das três pessoas no acidente na Avenida Beira-Mar Norte na madrugada de sábado (até a noite de ontem o quarto amigo seguia em estado gravíssimo), logo depois de terem saído da prova de arrancadão na Passarela Nego Quirido, foram de certa forma influenciadas pelo espírito de velocidade da competição. A dúvida permanece, mesmo que o odômetro do veículo acidentado tenha travado nos 180 km/h. Pode ter sido mera coincidência. Afinal de contas, centenas de pessoas que assistiram ao arrancadão não se acidentaram. Qualquer comentário a respeito é mera especulação.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense
Perereca
A carnificina causada pela não duplicação da BR-101 no Morro dos Cavalos e o absurdo das exigências ambientais do Ibama no Sul do Estado continuam sendo condenados pelo deputado estadual Manoel Mota (PMDB). Denunciou que o Ibama exigiu um viaduto e outras obras na Serra do Faxinal, encarecendo a obra em R$ 27 milhões. “Para garantir a sobrevivência das pererecas”, disse.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de ontem 18/05)
Novela I
Em telefonema ao deputado Esperidião Amin (PP-SC), o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) prometeu para a próxima sexta-feira um desfecho sobre o impasse da quarta pista da BR-101. Está marcada para o dia 23 uma reunião entre DNIT, Funai e Casa Civil. Quem acompanha há anos esse caso sabe que não há mais justificativas técnicas para que a Funai adie ainda mais uma definição. Diretor-geral do DNIT, o general Jorge Fraxe confia que a reunião terá desfecho positivo.
– O DNIT não desistiu da quarta pista. Aguarda anuência da Funai para o Ibama fornecer a licença e poder iniciar a quarta faixa. Até o presente, todas as exigências apresentadas pela Funai foram atendidas pelo DNIT – diz Fraxe.
Fonte: Carolina Bahia/ Diário Catarinense (edição de ontem 18/05)
