Florianópolis, 29.4.14 – Não tem mais volta. Agora com aval da Funai (Fundação Nacional do Índio) e da aldeia Itaty (Pedreira, em tupi guarani) do Morro dos Cavalos, até o fim de maio ou, no mais tardar, a primeira quinzena de junho, máquinas e operários se revezarão entre os km 232 e 235 para construção da quarta faixa da BR-101, em Palhoça. Na prática, o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) tem prazo até esta quarta-feira para reapresentar o projeto de engenharia, com as readequações definidas na última semana, e iniciar o processo burocrático que antecede a liberação de recursos e instalação do canteiro de obras.
Orçado em R$ 6,7 milhões, o alargamento da pista é a solução paliativa, enquanto não são abertos os dois túneis previstos no projeto de duplicação, para reduzir as filas no principal gargalho no trecho sul da rodovia, na Grande Florianópolis. Pelo projeto original, a quarta faixa será aberta ao lado direito, no sentido Norte/Sul, até a passarela de pedestres de acesso à aldeia. Dali em diante, seguirá à esquerda do atual leito da rodovia.
Cinco itens foram colocados como condicionantes prioritárias pelas lideranças indígenas na reunião da última quinta-feira, lá mesmo no Morro dos Cavalos, com técnicos da Funai, do Dnit e do Ministério da Justiça. Quatro deles são relacionados diretamente às obras de engenharia e os reflexos na segurança da comunidade indígena, enquanto o quinto tem, aparentemente, aspecto mais político – a desintrusão dos posseiros que ocupam a área defronte à aldeia, atualmente ocupado por restaurante, lanchonete e borracharia.
Ficou acordado, também, que até agosto deste ano será divulgado o consórcio vencedor da licitação para abertura dos túneis, conforme proposta aprovada pela comunidade guarani. Os índios sugeriram, ainda, a instalação de redutor de velocidade com limite de 60 km/h diante da aldeia, nos dois sentidos; construção de calçada para circulação de pedestres; e mudança do ponto de ônibus a distância razoável da escola, para evitar que o barulho do tráfego intenso de veículos interfira no rendimento pedagógico das crianças.
Diálogo é sinal de respeito aos índios
Mais do que o encaminhamento de importante etapa burocrática para desemperrar a quarta pista do Morro dos Cavalos, a ida de representantes dos diversos segmentos do governo federal e da empreiteira à aldeia, cumpre importante ritual para valorização da cultura indígena. João Maurício Farias, coordenador regional/sul da Funai, destacou o cumprimento da Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que resguarda direitos culturais dos povos indígenas e tribais, do qual o Brasil é signatário desde 2004.
“O importante é que foi aberto o diálogo e prevaleceu o respeito mútuo”, diz Farias. Segundo ele, todas as ponderações indígenas foram debatidas entre eles, na língua original, e repassada aos representantes do governo em documento assinado pela cacique Eunice Antunes. “A audiência era uma formalidade legal, e serviu para que tudo fosse discutido claramente. Todas as dúvidas foram dirimidas”, completa Farias.
Parada desde novembro do ano passado, a proposta da quarta faixa no Morro dos Cavalos agora depende do encaminhado do novo projeto do Dnit à Funai, provavelmente na semana que vem. Depois, a própria Funai pretende oficializar o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), até 15 de maio, para apressar o processo de licenciamento ambiental, etapa que precede a liberação orçamentária e início das obras.
Transportador lamenta atraso
O processo desemperrou na Funai, mas entre os caminhoneiros prevalecem a desconfiança e o ensinamento básico de São Tomé. “É preciso ver para crer”, diz o presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logísticas no Estado de Santa Catarina, Pedro de Oliveira Lopes.
A expectativa do empresário é que o acordo com a Funai não se perca no emaranhado burocrático do setor público, e que a quarta faixa tenha dotação orçamentária para sair imediatamente do papel.
“O projeto executivo já está atrasado, desde dezembro de 2013, e não pode mais ser adiada”, emenda Lopes, que prevê uma obra rápida, mas difícil. “Deve demorar de quatro a cinco meses. Mas, pelo que conheço da região, não se trata de um serviço fácil”, avisa. A preocupação de Lopes é com a próxima temporada de verão, com aumento do fluxo de veículos a partir do fim de outubro e primeira quinzena de novembro.
Pelos cálculos da Fetrancesc, o fluxo normal de veículos naquele trecho da BR-101 varia entre 45 mil e 50 mil veículos por dia. Deste volume, 40%, ou seja, cerca de 20 mil, são caminhões de cargas.
Fonte: Edson Rosa/ Notícias do Dia
Perigo
Sobre a SC-403, cujas obras foram paralisadas em definitivo, diante da desistência da empreiteira responsável, passei por lá no sábado. Mais que a duplicação, a urgência, agora, é para que se promovam obras de contenção do que já está feito. Já imaginaram uma chuva forte no Morro dos Ingleses? Vem tudo abaixo, em especial no trecho de descida para o bairro. A situação é perigosa mesmo com tempo seco.
Fonte: Carlos Damião/ Notícias do Dia
Igual, mas pior
A Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc) está questionando a decisão do governo federal de repassar para uma concessão o trecho da BR-153 que atravessa o Oeste catarinense. Diz que a proposta não prevê a duplicação da rodovia. A entidade questiona se isso significa passar a pagar pedágio para rodar pela mesma via simples de hoje.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (Upiara Boschi – interino)
Sistema do cooperativismo gerou R$ 20 bi
Cooperativas catarinenses contam com mais de 1,6 milhão de associados.
Santa Catarina encerrou 2013 com 254 cooperativas em atividade e teve uma receita bruta que ultrapassa R$ 20 bilhões, segundo os indicadores divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.
Os números foram apresentados pelo Sistema Cooperativista Catarinense durante a Assembleia Geral Ordinária do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), em Florianópolis, que contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.
As cooperativas catarinenses nos mais diversos setores contam com 1.623.223 cooperados, sendo 35,75% mulheres e 15,12% jovens de até 25 anos. O setor agropecuário possui 54 cooperativas, com 67.517 cooperados, respondendo por uma receita bruta de mais de R$ 13 bilhões. As cooperativas ligadas ao setor agropecuário são responsáveis ainda por 31.659 empregados e mais de R$ 600 mil em geração de impostos sobre a receita bruta.
– A Ocesc presta contas às cooperativas filiadas e reforça a confiança no sistema cooperativo. Também define metas e ações futuras o que permite que o cooperativismo continue sendo uma grande alavanca para o desenvolvimento de Santa Catarina tanto no setor agropecuário quanto no cooperativismo de serviços e infraestrutura – destacou o secretário da Agricultura, Airton Spies.
O diretor de Cooperativismo e Agronegócio da Secretaria, Paulo Von Dokonal, afirmou que além da prestação de serviços a mais de 1,8 milhões de cooperados, o sistema cooperativo trabalha em parceria com o governo estadual em diversos setores.
– Destaca-se a agricultura onde, além de ter representante, operacionaliza programas, dada sua excelente estrutura e capilaridade – disse.
35,7% do total de cooperados é composto por mulheres, segundo os indicadores divulgados pela Ocesc.
Fonte: Diário Catarinense
Gerdau aponta bagunça gerencial
Empresário critica acomodação do Estado brasileiro em evento no RS.
Um dos executivos com maior trânsito dentro do governo federal, Jorge Gerdau Johannpeter não poupou críticas ao Planalto durante evento Brasil de Ideias, realizado ontem em Porto Alegre. O empresário, que integrava o conselho de administração da Petrobras até pouco tempo e ainda comanda a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, afirmou que o país passa por uma “bagunça gerencial.”
A conclusão surgiu a partir de levantamento realizado com 35 dos 39 ministérios.
– O índice de gestão é realmente muito baixo. Ninguém sabe onde quer chegar. Falta clareza de metas. E, infelizmente, isso não se resolve do dia para noite. Uma mudança de cultura demora anos dentro de uma empresa e no Estado tende a demorar ainda mais. Mas a mudança precisa ser feita. Acontece que os políticos assumem o poder e para não se incomodar deixam as coisas como estão – disse Gerdau, sem citar nomes.
O empresário criticou também o que considera uma acomodação do Estado brasileiro, que perdeu o bom momento vivido no cenário internacional de anos passados, quando houve aumento do preço das commodities, para realizar reformas importantes – tributária e previdenciária – e economizar.
– Tivemos três anos de baixo crescimento, e a perspectiva para 2014 não é boa. No atual quadro, dificilmente vamos sair do patamar de 2%. O governo precisa fazer poupança. Quem investe menos de 20% do PIB não cresce mais que isso – afirmou, ironizando o fato de os gastos públicos crescerem em ritmo mais acelerado do que o Produto Interno Bruto (PIB).
Diretor-geral do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec-RJ), Fernando Schüler, também convidado, citou o trânsito brasileiro “caótico” para ilustrar a incapacidade de planejamento dos governos brasileiros.
– E o ministro da Fazenda ainda fala em incentivos à indústria automobilística. O Estado tem sido incapaz de responder à velocidade das transformações da sociedade – afirmou Schüler.
JORGE GERDAU JOHANNPETER
Presidente do Conselho do Grupo Gerdau
O problema do Estado é que não tem medo da morte, da falência, e por isso não se obriga a ser melhor.
Ops!
Informamos ontem que o primeiro fim de semana de abril teve 12 mortes nas estradas de SC, 11 no segundo e 15 no feriadão de Páscoa. Faltou dizer quantos perderam a vida neste final de semana: foram oito.
Fonte: Mariana Paniz/ Trânsito 24h/ DC
Curso técnico
Uma das áreas fundamentais de qualquer empresa é a logística, por isso esse setor ganha destaque e busca cada vez mais profissionais especializados. Para atender a essa, o Sest Senat Florianópolis está com inscrições abertas para o curso Técnico em Logística. O valor do curso é de 18 vezes de R$165. As aulas começam no dia 10 de maio. Informações pelo telefone (48) 3281-6200.
Fonte: Coluna de Serviços/ Diário Catarinense