Clipping imprensa – Atraso na duplicação de trecho agrava prejuízos

Clipping imprensa – Atraso na duplicação de trecho agrava prejuízos

Criciúma, 15.4.14 – Os prejuízos causados pelo atraso na duplicação da BR-101 ao Sul catarinense foi tema de debate ontem no 1o Seminário Nacional de Mobilidade Urbana – Mobilidade para Todos, organizado pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, em Criciúma. De acordo com estudo da Unisul de Tubarão, em 2012 os entraves na conclusão da obra causaram prejuízos de R$ 32,7 bilhões.
Encomendado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o levantamento reúne informações sobre como a demora na duplicação do trecho sul dificultou o desenvolvimento da região. De acordo com o pesquisador da Unisul Valter Schmitz, quase dois anos depois da conclusão da análise, outros pontos acentuaram os problemas econômicos.
Para Schmitz, um deles foi o atraso nas obras do Aeroporto de Jaguaruna – que finalizado no ano passado só teve a liberação para pousos e decolagens anunciada no início deste mês – e da Ferrovia Litorânea – prevista para ligar os portos catarinense de norte a sul de Santa Catarina. Ele acrescenta ainda a demora na definição na administração do Porto de Imbituba – assumida pelo governo do Estado em 2012.
O cálculo dos prejuízos feito há dois anos foi possível devido a uma comparação com o Norte do Estado, que teve a duplicação do trecho da BR-101 iniciada em 1993 e dada como concluída em 2002.
– O resultado surpreendeu pelo volume expressivo de recursos que o Sul deixou de gerar neste período em função do atraso das obras. Como o estudo mostra, os investimentos na área de transporte afetam toda a Economia e a região Sul ficou para trás. Não se esperava algo nessa magnitude – diz o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
Côrte lembra que entre as medidas apontadas para compensar em parte a região, apenas uma delas foi colocada em prática – o início da conclusão da rodovia BR-285, trecho de 22 quilômetros que liga São Borja (RS) a Araranguá, no extremo Sul.

Seminário fala de mobilidade

O debate sobre os prejuízos causados pelo atraso na duplicação da BR-101 ocorreu ontem em Criciúma durante o 1o Seminário Nacional de Mobilidade Urbana – Mobilidade para Todos, na Associação Empresarial de Criciúma (ACIC). Organizado pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, o evento discutiu a política de mobilidade urbana junto aos gestores municipais e à sociedade civil, além de incentivar a reflexão e a participação de todos na execução de políticas públicas sobre o tema.
Com parceria da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, ACIC, Ministério das Cidades, Unesc, Unisul, Unibave e Esucri, além do estudo da Unisul, o seminário teve apresentação sobre a logística Urbana Regional, pela Unibave, e de um estudo sobre Humanização – Solução para a Mobilidade Urbana, da Faculdade Esucri. Além disso, a Unesc mostrou um planejamento regional e urbano.
Responsável pelos estudos de viabilidade, planejamento, projetos de engenharia, supervisão e pré-operação do Sistema Integrado de Transporte Coletivo de Criciúma, Severino Soares falou sobre o Nó da Mobilidade Urbana.

“O atraso atrapalha a geração de negócios”
Entrevista com Valter Schmitz, pesquisador da Unisul de Tubarão

Coordenador da pesquisa, Schmitz afirma que o estudo identificou a variação do PIB e o quanto a região perdeu comparado com o trecho norte.

Diário Catarinense – Como foi elaborado o estudo?

Valter Schmitz – Utilizamos como parâmetro o Norte de SC, porque já estava desde 2003 com as obras de duplicação entendidas como concluídas. Pesquisamos e identificamos quanto variou o PIB, os índices de evolução de lá e comparamos com o ritmo de evolução aqui do Sul. Nós estimamos a influência do PIB na economia e chegamos ao prejuízo de R$ 32,7 bilhões.

DC – O estudo é de 2012. Que novo aspecto foi levantado agora?

Valter Schmitz – O mais adequado é fazermos uma apresentação do estudo por conta da dimensão do que o atraso representa e comentar os impactos que ele causa nas vidas das pessoas. A obra ajuda se concluída e atrapalha enquanto estiver parcialmente concluída para que as pessoas possam se mobilizar, gerar negócios.

DC – Como o atraso na duplicação atrapalha na prática?

Valter Schmitz – Retarda o crescimento da carreira (de quem tem que percorrer o trecho), gera um desestímulo psicológico, deixa de ter oportunidades.
Fonte: Kiara Domit/ Diário Catarinense

Mais da metade das obras atrasada

Em cinco áreas do programa feito para alavancar o governo, 67,3% das medidas estão fora do prazo previsto inicialmente.
A maior parte do Pacto por SC, a principal aposta do governo estadual para alavancar obras e projetos em diversos setores públicos, ainda não saiu do papel. O conjunto de medidas que começou a ser operacionalizado entre fevereiro e março de 2013, quando a primeira leva de recursos federais chegou aos cofres do Estado, está em andamento, mas algumas ações previstas para começar no início deste ano sequer foram licitadas.
De 404 ações em cinco áreas, 272 estão atrasadas – 67,3% do total. Outras 80 (19,8%) estão em dia e 13 (3,2%) já foram concluídas – 39 ações não têm informações atualizadas. As obras são dos pactos de Educação, Infraestrutura, Justiça e Cidadania, Saúde e Segurança Pública – o andamento dos investimentos em Cheia, Seca e Proteção Social não estava na relatório encaminhado ao DC pelo governo.
Entre as ações mais atrasadas estão as construções e reformas de escolas, na área de Educação, e de policlínicas, na Saúde. Segundo os relatórios da Secretaria de Planejamento, responsável por gerenciar a evolução do Pacto, os prazos de licitação para as obras em atraso foram prorrogados para os próximos meses.
Somente a área de educação, 186 obras não estão em dia com o primeiro prazo (ainda estão em fase de licitação), enquanto 11 estão em andamento. Segundo a coordenadora do Pacto pela Educação, Karen Lippi, recentemente houve uma readequação nos projetos para que fossem priorizadas as obras em escolas de Ensino Básico e Médio. Como um dos motivos do atraso ela aponta o maior tempo investido no planejamento dos projetos se comparado à concretização das obras.
– Elaboramos os projetos de tal forma para que não pudesse ocorrer nenhum tipo de custo adicional. O financiamento é fechado, é aquele valor, não tem como complementar. Trabalhamos mais no processo de planejamento. Agora fazemos análises nos projetos para que ocorra o mínimo de problemas no decorrer da execução da obra – disse ela.
A área com maior número de obras em dia é a Infraestrutura. São 10 concluídas (quatro previstas no programa original e seis que foram incluídas no programa depois do início) e 37 dentro do cronograma. Depois da Educação, o setor é o que tem mais atrasos – 39 obras fora do prazo.
Para o secretário de planejamento e coordenador do Pacto, Murilo Flores, seria impossível concluir todas as obras previstas no último ano, uma vez que se trata de um planejamento a longo prazo.
– O Pacto é um conjunto de investimento de quatro a cinco anos. Seria impossível terminar este ano, nem se a gente quisesse. Tem obra que ainda vai começar em 2015. Só começamos a receber o financeiro e poder usar efetivamente os recursos entre fevereiro e março de 2013. No segundo semestre de 2012 ficamos assinando os contratos, lidando com a burocracia, negociando garantias com a União, todas as formalidades – alegou o secretário.
Fonte: Luis Antonio Hangai/ Diário Catarinense

Tudo pronto

A Autopista Litoral Sul informa que está com profissionais e equipamentos mobilizados para iniciar a obra do contorno viário assim que o Ibama der o sinal verde. A obra vai começar pelo trecho intermediário em São José. As propriedades locais já estão, diz a empresa, sendo indenizadas. A obra terá 50 quilômetros de extensão.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense

Buraqueira na rodovia

O leitor Adroaldo Amandio de Borba escreve à coluna para reclamar das condições da BR-101 entre Sombrio e a divisa com o Rio Grande do Sul. Cobra maior fiscalização por parte do Dnit.
– Tem trecho que se anda em uma pista, pois do lado esquerdo é uma buraqueira.
Fonte: Upiara Boschi – interino (Moacir Pereira)/ Diário Catarinense

Integrantes da Ocupação Amarildo soltam fógos e comemoram após assembleia

Os integrantes da Ocupação Amarildo de Souza, às margens da SC-401, em Florianópolis, decidiram que vão cumprir a ordem judicial e deixar a área nesta terça-feira. A afirmação é de Rui Fernando Filho, um dos líderes do movimento. As primeiras movimentações para saída do local começaram a ser percebidas por volta das 8h, quando algumas famílias passaram a desmanchar as barracas montadas no espaço.
Por volta das 10h30 terminou a assembleia, iniciada por volta das 8h, que discutia a saída dos ocupantes do terreno, juntamente com Incra e Ministério Público Federal e com apoio de um grupo de estudantes da UFSC. Os integrantes soltaram fogos de artifício e comemoraram a decisão. Porém, os novos rumos da ocupação serão divulgados apenas às 14h em uma coletiva de imprensa no acampamento. 
Segundo Rui Fernando, há um acordo para que a ocupação saia da área na SC-401 é vá para um terreno particular, onde poderão ficar por seis meses, na Barra do Sambaqui. No entanto, o juiz agrário Rafael Sandi não confirma esse acordo.

Prazo termina hoje

A meia-noite desta terça-feira termina o prazo para os integrantes da ocupação Amarildo de Souza, instalada às margens da SC-401 em Florianópolis, desmontarem as barracas e saírem do terreno que ocupam desde dezembro do ano passado.
Apesar do tempo estar se esgotando, nada está definido sobre a situação: os acampados afirmam que permanecerão nas terras até que seja negociada uma outra área para que eles possam se mudar. A justiça agrária, que há poucos dias tinha certeza de que o acordo seria cumprido, já se prepara para um possível episódio de desobediência judicial.
Fonte: Clic RBS

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