O presidente da comissão, Mario Cezar de Aguiar, também vice-presidente da Fiesc, anunciou a formação de uma comissão com representantes da entidade, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-SC), da Autopista Litoral Sul, da Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística (Fetrancesc) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC), para avaliação criteriosa sobre medidas concretas e prioritárias que podem ser adotadas no trecho concedido da BR-101 até Paulo Lopes.
A Fiesc continuará fiscalizando os trabalhos de duplicação das rodovias federais, com medição do engenheiro Ricardo Saporiti. Aguiar vai agilizar também uma ação mais proativa, com soluções para os principais problemas. A primeira proposta pretende substituir a cobrança de pedágio nas praças fixas pelo critério de quilômetro rodado. Um estudo que se encontra na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revela que apenas 10% dos usuários da BR-101 pagam pedágio no Estado.
Cerca de 90% dos veículos circulam pela estrada, mas entre as praças e, portanto, estão livres da tarifa. Nos Estados Unidos e em países europeus, o pedágio é cobrado por quilômetro rodado. O diretor geral da ANTT, Jorge Luiz Macedo Bastos, já aprovou a ideia.
Rodovia tem problemas de congestionamento
A comissão técnica vai identificar onde estão os principais entraves e as opções: terceira faixa, vias marginais, campanha de educação dos motoristas ou até isenção de pedágio para caminhões que viajarem só de madrugada.
A BR-101 tem graves problemas de congestionamento em vários trechos. Na área concedida, destaca-se Florianópolis. Em Itajaí, o cenário vem se agravando todos os meses pela ausência da via portuária e pela confluência com a BR-470.
O contrato de concessão da BR-101 termina em 2032. Vários trechos com grande concentração de veículos já registram congestionamentos a qualquer hora do dia. O único contorno previsto é o de Florianópolis.
| As metas do projeto |
| Ações previstas no projeto da Federação das Indústrias de SC para melhorar a mobilidade na BR-101 no Norte do Estado: |
| – Realizar um estudo de demanda para definir ajustes de capacidade para o curto, médio e longo prazo |
| – Identificar gargalos e estimar custos de ajustes, propondo intervenções em ordem de prioridade |
| – Ampliar e melhorar as rodovias secundárias, que coíbam a utilização do eixo rodoviário litorâneo pelo tráfico urbano |
| – Ampliar os contornos rodoviários |
| – Dimensionar a movimentação sazonal no eixo para identificar soluções pontuais visando amenizar os efeitos negativos para a mobilidade |
| – Prover infraestrutura de descanso ao longo das rodovias para atendimento da lei dos motoristas |
| – Coibir a ocupação das faixas de domínio da rodovia |
| – Realizar intensa campanhas de educação no trânsito para condutores de veículos de cargas e passageiros |
| – Incentivar o uso das rodovias em horários alternativos e de menor movimentação por intermédio de diferencial tarifário (pedágio) |
“Trata-se de uma cobrança mais justa”
Entrevista com Mario Cezar de Aguiar, presidente da Comissão de Transporte e Logística da Fiesc
O empresário do setor de construção civil, o vice-presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, acumula também a presidência da Associação Empresarial de Joinville (Acij). Em entrevista por telefone ao Diário Catarinense, ele fala sobre a proposta da Fiesc e explica como deverá funcionar o novo sistema de cobrança de tarifa proposto no projeto.
Diário Catarinense – Do que trata a proposta?
Mario Cezar de Aguiar – Estamos estudando a possibilidade de mudar a cobrança de pedágio. Vamos fazer um estudo para verificar a viabilidade da cobrança por quilômetro rodado.
DC – Qual a diferença entre a cobrança por praça fixa e por quilômetro rodado?
Aguiar – Na cobrança por praça fixa, só se paga nos postos determinados. O carro tem um leitor e quando passa pela cancela ele acusa a passagem e isso vem para o motorista numa fatura. Na cobrança por quilômetro rodado, a partir do momento que você entra na rodovia paga o pedágio. Tem um leitor dentro do carro e existem sensores na estrada que medem quantos quilômetros o motorista rodou.
DC – E como seria a execução?
Aguiar – Existe uma possibilidade de que os primeiros 10 ou 20 quilômetros não sejam cobrados. Mas tudo isso tem que ser estudado.
DC – Qual a vantagem desse tipo de cobrança?
Aguiar – É mais justa. Quem usa a rodovia, paga. Por exemplo, hoje, quem sai de Navegantes e vai pela BR-101 até próximo a Brusque e Balneário Camboriú, não contribui com um centavo no pedágio.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Fazenda é integrada à cidade de Tubarão
Cortada pela BR-101, Tubarão é uma das cidades de SC que mais crescem, mas enfrenta falta de área para expansão. Uma solução virá com a transformação da Fazenda Revoredo, de 500 hectares, da família Freitas, na Nova Tubarão. Segundo o empresário Jorge Freitas, sócio da Intelbras e um dos quatro herdeiros da propriedade, o plano é construir uma cidade com espaço para empresas, especialmente industriais, mas também com unidades de serviços, comércio e residências. As empresas vão impulsionar, no mínimo em 20%, a economia do município, prevê ele. Quarta-feira será lançado edital para a construção de via rápida na região, que levará o nome da ex-primeira-dama do Estado, Ivani Fretta Moreira. Quatro projetos empresariais estão previstos: fábricas da Intelbras e da ThermoSystem, o centro de inovação de Tubarão e o Senai. A rodovia tem verba de R$ 58 milhões, diz o deputado Joares Ponticelli.
A vez do Sul de SC
O Sul do Estado começa a ganhar a sonhada infraestrutura: o Porto de Imbituba está ativo, o aeroporto de Jaguaruna foi inaugurado e a duplicação da BR-101 avança. Por isso, o projeto da Nova Tubarão anima. A ThermoSystem, produtora de chuveiros eletrônicos do grupo Itaúsa, vai investir R$ 240 milhões até 2018 em Tubarão.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Super atrasada
O ex-secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, perdeu todas as esperanças de que a Espaço Aberto conclua no prazo contratual a duplicação da SC-403, que liga a SC-401 a Ingleses. Em sete meses de contrato, a construtora executou apenas 5% da obra. Pelo ritmo atual nem a Velhinha de Taubaté acredita que execute 95% do projeto em oito meses.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de ontem 06/04)
Novo secretário tomará decisão
Estará nas mãos do novo secretário de Estado de Infraestrutura a decisão a respeito do futuro do contrato do governo com a empresa responsável pela duplicação da SC-403, no Norte da Ilha de SC. Assume a pasta interinamente nesta semana João Carlos Ecker, consultor de Gestão de Infraestrutura. O representante definitivo não foi divulgado.
Com um investimento na ordem de R$ 35 milhões, a duplicação da rodovia de acesso ao bairro Ingleses está prevista para ser concluída no fim deste ano, mas, até agora, pouco mais de 10% do total das obras está pronto.
O engenheiro responsável por fiscalizar a obra, Ivan Amaral, disse que uma equipe da Secretaria de Infraestrutura avalia o andamento das obras de acordo com o último cronograma acordado. A análise servirá de base para a decisão que ficará a cargo do novo secretário de Infraestrutura.
O diretor técnico da empreiteira, Reinaldo Damasceno, afirma que o atraso no cronograma ocorreu por mudanças no projeto apresentado pela Secretaria de Infraestrutura e que a empresa aguarda as readequações.
Damasceno considera que o Estado tem conhecimento dos problemas ocorridos.
– Não vejo por que rescindir. Temos um contrato em vigor, temos equipamento e mão de obra no local – considera Damasceno.
Em relação aos problemas, o diretor cita o acidente ocorrido em meados de março, quando uma pedra deslizou e atingiu um ônibus da empresa Transol. Segundo o diretor, a obra no morro de onde caiu a pedra está parada e a empresa aguarda o estudo realizado pelo Estado.
Outra ponto paralisado é em frente à Escola Básica Luiz Cândido da Luz. Para o local, o contrato aponta a utilização de terra como material, o que não será possível. O material deve ser substituído por pedras, o que demanda mais tempo para detonação. O terceiro problema encontrado, segundo a empresa, é na construção dos viadutos cujo tipos de solo e tubos terão de ser substituídos.
– Mudanças são normais, mas não há cronograma que resista, com tantas “novidades” – diz Damasceno.
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense (edição de ontem 06/04)