Florianópolis, 20.3.14 – Muitas vezes me pergunto se não fica repetitivo voltarmos ao mesmo assunto, a INFRAESTRUTURA. E pode ser de todas as áreas, mas vamos nos ater na rodoviária, aeroportuária e aquaviária.
Quando tudo parece se encaminhar para uma trégua, de tantas que já foram dadas, surge um foco inesperado, ou até mesmo esperado, que é a situação do Porto de Imbituba, com filas de caminhões para descarregar, sem a estrutura adequada ou um sistema de marcar hora para a descarga de grãos. E sempre quem paga a conta é o transportador atingindo diretamente o motorista. Primeiro foi o Porto de Paranaguá (PR) com filas intermináveis, prejuízos que até hoje não recuperamos. Depois veio a crise do Porto de Santos, na safra passada, lá outra vez o caminhão ficava na fila dias e dias. Virou silo. Nos portos de São Francisco do Sul, Itajaí e Navegantes a situação é mais amena, apesar do desgaste no de São Francisco com a descarga de grãos. Imbituba, sinceramente, me surpreende. Mas pelo tipo de atividade isto é esperado.
Porto é o destino final do motorista, depois de passar por diversas dificuldades nas estradas precárias e, quando pensa que pode planejar a volta, é surpreendido com uma espera pela falta de planejamento do terminal, ficando exposto e no aguardo de uma solução que não lhe compete.
Espero que o Porto de Imbituba nos abra a possibilidade, em nome da categoria, para debater o assunto e encontrar soluções. Bom lembrar que Paranaguá e Santos resolveram marcando hora para a descarga.
*Pedro Lopes – Presidente da Fetrancesc
Fonte: Notícias do Dia