Violência no trânsito: a aflição dos pais*

Violência no trânsito: a aflição dos pais*

Florianópolis, 11.3.14 – Quando eu olho para as fotos dos jovens que morrem em acidentes nas estradas, sinto um calafrio me percorrer o corpo. Tão meninos, com tantos sonhos ainda por realizar e assim, de uma hora para a outra, tudo simplesmente acaba no meio de uma rodovia. Este acidente ocorrido no fim de semana em Joinville, por exemplo. Três pessoas com vinte e poucos anos perderam a vida. E outros três estão no hospital, travando uma batalha contra a morte desde então.

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Provavelmente nunca vamos saber por que o jovem de Garuva trafegava na contramão na BR-101 até colidir de frente, em plena madrugada, contra um carro com outros cinco jovens. Um acidente horrível. Os carros viraram um monte de ferros retorcidos. Perto dali, pouco mais tarde, pais, mães e a esposa de um deles recebiam a triste notícia de que seus meninos e meninas nunca mais voltariam para casa – ou, no caso dos feridos, que tinham sido levados em estado grave para o hospital.

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Telefone que toca de madrugada quase me mata de susto, e não é para menos. Não há um dia sequer que não convivemos com a selvageria do trânsito. Ontem a primeira matéria que li ao abrir a internet foi: Violência no trânsito causa seis mortes em menos de três horas em Santa Catarina.
E isso não é uma exceção. Difícil é encontrar um dia sem que ninguém perca a vida na estrada.

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Meu filho mais novo está fazendo a carteira de motorista agora. Era para ser um momento feliz – para ele, até é. Mas eu confesso que pra mim é mais um motivo de preocupação. Passamos a ele todas as noções de responsabilidade no trânsito, direção defensiva, respeito ao outro na estrada. Acredito que ele será um motorista responsável. É disso o que mais precisamos hoje – e, portanto, temos que dar o exemplo às novas gerações de condutores.
* Viviane Bevilacqua
Fonte: Diário Catarinense

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