Blumenau, 3.3.14 – Os empresários do transporte rodoviário de carga do Vale do Itajaí defenderam a sugestão da Associação Nacional do Transporte de Carga e logística (NTC&Logística) para recompor o preço do frete em pelo menos 14,06%, durante reunião, na ultima quinta-feira, 27 de fevereiro. O encontro foi promovido pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Setcesc), em seu auditório, na cidade de Blumenau.
O percentual foi apurado pelo Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística. O estudo apontou um aumento acumulado de 7,85% nos custos operacionais de transporte rodoviário de cargas fracionadas, o INCTF, ao longo de 2013.
O principal vilão na composição dos custos nas empresas de transporte foi o óleo diesel. Ele teve um aumento no preço de 17,27% ao longo do ano passado. O setor convive ainda com os gargalos da infraestrutura, como: restrições à circulação nos centros urbanos, barreiras fiscais, a ineficiência nos terminais dos embarcadores e as questões trabalhistas, que ganharam várias exigências adicionais com a Lei 12.619.
Outro fator que impacta nos custos é a situação precária da infraestrutura rodoviária e portuária que as empresas precisam enfrentar, aliada à grande escassez de mão de obra qualificada no setor, especialmente de motoristas.
No encontro, diversos empresários assinalaram que já iniciaram as negociações com os clientes para fazer a recomposição. Alguns relataram também negociações onde o percentual será diluído em parcelas ao longo do ano.
Os insumos que mais aumentaram em 2013
Salários de Motoristas:10,22%
Salários de Ajudantes:10,23%
Despesas administrativas (exceto salários):5,67%
Salários administrativos:10,12%
Pneus:12,7%
Veículo:6,87%
Seguros:6,07%
Recapagem:3,77%.
Fonte: Giovani Vitória/Imprensa Setcesc
Foto: Divulgação/Setcesc
Recapagem:3,77%.
Fonte: Giovani Vitória/Imprensa Setcesc
Foto: Divulgação/Setcesc
