Fim de licitação resulta em queda de R$ 0,10 na tarifa

Fim de licitação resulta em queda de R$ 0,10 na tarifa

Florianópolis, 6.2.14 – A prefeitura de Florianópolis anunciou ontem que a redução da tarifa de ônibus será de R$ 0,10 com o fim da licitação do transporte coletivo e o novo sistema em operação. O preço será R$ 2,60 no cartão.
Com a proposta financeira em mãos, falta a homologação do processo licitatório pelo prefeito Cesar Souza Junior e a assinatura do contrato entre o Município e o consórcio vencedor. As empresas Insular, Canasvieiras, Transol, Emflotur e Estrela, que já operam na cidade, formaram o consórcio Fênix, vencedor e único a apresentar proposta. A prefeitura prometeu para amanhã a divulgação do calendário de implantação das mudanças no sistema.
Um dos pontos previstos será a extensão da tarifa social para toda a cidade – hoje apenas quem mora no Maciço do Morro da Cruz conta com o benefício. Cerca de 6 mil estudantes carentes terão passe livre. Outra mudança será a forma de pagamento das empresas – em vez de serem remuneradas por quilômetro rodado, elas receberão de acordo com critérios que vão atestar a qualidade.
A diminuição do preço das passagens deve ser compensada, segundo o presidente do Sindicato de Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros da Grande Florianópolis (Setuf), Waldir Gomes da Silva.
– Haverá uma redução de custos também. Algumas linhas sobrepostas que existem devem ser eliminadas. Hoje, por exemplo, a Canasvieiras e a Transol passam pelo mesmo lugar. Não vai haver mais motivos para isso – explica o representante.

WALDIR GOMES DA SILVA

Presidente do sindicato das empresas

Haverá uma redução de custos também. Algumas linhas sobrepostas que existem devem ser eliminadas.

Sindicato trabalhista em alerta

A redução de custos deixa em alerta o Sindicato dos Trabalhadores no Transporte da Grande Florianópolis (Sintraturb), que se posicionou contra a licitação. O secretário de comunicação da entidade, Deonísio Linder afirma que a entidade irá lutar para não haver redução dos postos de trabalho dos cobradores de ônibus.
– Na primeira intimação para demitir, vamos parar – diz Linder.
O diretor de planejamento da Secretaria de Transportes, Vinícius Cofferi, afirma que a função de cobrador está mantida no novo modelo, assim como os empregos.
A prefeitura diz que economizará cerca de R$ 20 milhões por ano em pagamento de subsídios. Atualmente ele é pago de acordo com a quantidade de passageiros. O Município repassa cerca de R$ 0,28 por usuário, independente de ele ter benefício.

 

SOBRECARGA NO SISTEMA

 

Celesc prevê menos investimento

Na visão do presidente da Celesc Cleverson Siewert, a crise do sistema elétrico brasileiro, ilustrada pelo apagão de terça-feira, ainda não chegou a Santa Catarina. Apesar dos inúmeros relatos de falta de luz nesta temporada, a Celesc afirma fazer todos os investimentos necessários para garantir a qualidade do serviço.
No acumulado de janeiro a setembro do ano passado (o balanço mais recente divulgado pela companhia), os investimentos da Celesc caíram 7,34% em comparação com o mesmo período de 2012. Siewert, no entanto, defende que é preciso aguardar o balanço do último trimestre do ano, que, segundo ele, é quando as obras deslancham, para constatar a manutenção do patamar de R$ 330 milhões em investimentos.
Em 2014, o orçamento da Celesc para melhorias no sistema é de R$ 240 milhões, cerca de 27% mais baixo do que o patamar realizado nos últimos três anos. Uma das principais obras será a subestação e linha de conexão de Papanduva, no Norte do Estado, ao custo de R$ 30 milhões. Segundo o presidente, em todos os anos deste período a Celesc investiu pouco mais de R$ 330 milhões.

Companhia fica em 21o lugar em ranking com 35 da Aneel

Para confirmar se os investimentos das concessionárias estão sendo suficientes, a Aneel, agência reguladora do setor, fornece alguns indicadores. No ranking de desempenho das companhias, que mede a constância no fornecimento de energia, a Celesc aparece em 21o entre 35 empresas.
A agência também mede quantas horas cada unidade consumidora ficou sem luz em um ano. Como afirma Siewert, o número de horas sem energia vem caindo em SC, apesar de uma percepção diferente dos consumidores, principalmente a partir do fim de 2013.
Segundo a Aneel, o indicador melhorou desde 2011. No entanto, se em 2010 o catarinense ficou em média 13 horas e meia sem luz no ano, em 2011, teve que passar quase quatro horas a mais no escuro. Os dados da agência mostram que o fornecimento foi melhor em 2013 do que em 2012, mas não em relação há três anos.
A crise no sistema elétrico nacional não tem consequências só no abastecimento de energia, mas também no caixa das distribuidoras. Siewert afirma que a insuficiência energética das hidrelétricas, que têm desempenho atrelado à quantidade de chuvas, obriga o sistema a acionar as termelétricas.
A Celesc, assim como a maioria das concessionárias brasileiras hoje, é dependente da ajuda financeira do governo federal, que prefere segurar o aumento das tarifas para controlar a inflação. No ano passado, a Celesc recebeu da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) R$ 570 milhões.
Fonte: Diário Catarinense

 

 

 


 

Compartilhe este post