Porto de Itapoá acelera expansão

Porto de Itapoá acelera expansão

Florianópolis, 30.1.14 – Um exemplo do salto de Santa Catarina em logística é o Porto de Itapoá. Privado, demorou quase 18 anos para sair do papel devido à burocracia, mas atingiu capacidade máxima de movimentação de cargas 500 mil TUs por ano em cerca de 2,5 anos. Em função disso, tem projeto para aumentar em 300% a atual capacidade, para 2 milhões de TEUs/ano (contêineres de 20 pés). As obras devem começar no terceiro trimestre deste ano,, informa o presidente do terminal, Patrício Junior. O Porto de Itapoá movimenta tudo, apesar de operar com contêineres. Estamos embarcando madeira, cargas frigorificadas (30% do total), equipamentos, máquinas e até granel em contêineres como açúcar, soja, milho e fubá. Mais recentemente, passamos a receber os carros da BMW, o que significa um alto padrão de qualidade. Esses carros são o xodó de Santa Catarina afirma Patrício. O porto, que tem como sócios a Portinvest (Batistella e Logz) com 70% do capital e a Aliança Navegação (Hamburg Süd) com 30%, está investindo R$ 500 milhões na expansão. A expectativa é de que seja concluída no final de 2015 ou inicio de 2016. Conforme Patrício, serão gerados 600 novos empregos, o que dará um novo dinamismo ao município de Itapoá, que tem 16 mil habitantes. Daqui a três anos, o impacto do porto na cidade será de 2 mil pessoas. Hoje, Itapoá é o segundo maior porto do Estado, atrás apenas do Complexo Itajaí. Para Patrício, o terminal não está tirando clientes de outros portos porque o mercado é grande. O Brasil movimentou 8.186.896 TEUs em 2012. No ano passado, atingiu 8.583.345, um acréscimo de 4,84%. Ele avalia que o pontencial do país é maior.

Planos para o gás (1)

O presidente da SCGás, Cósme Polêse, apresentou ao presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, plano para ampliar a oferta de gás natural até após 2019. Na primeira fase, de 2014 a 2015, a meta é otimizar o contrato atual adotando projetos de eficiência energética a indústrias para redução dos contratos atuais e inclusão de novos, e negociação de contratos com sobredemanda de 20% para 5%.

Planos para o gás (2)

Na segunda fase, de 2016 a 2018, o plano é renegociar o contrato de fornecimento com a Petrobras, adicionando 170 mil metros cúbicos aos 2,07 mil que estarão sendo usados e uso de biogás. Na terceira fase, a partir de 2019, a meta é ampliar a oferta com um gasoduto Araucária-Mafra, recompressão do Gasbol, e instalação de um terminal de gás natural liquefeito ou gasoduto submarino com gás da Petrobras.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense

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