Quatro pessoas morrem após caminhão derrubar passarela na Linha Amarela

Quatro pessoas morrem após caminhão derrubar passarela na Linha Amarela

Rio de Janeiro, 29.1.14 – Um caminhão basculante derrubou uma passarela na Linha Amarela, altura de Pilares, na manhã desta terça-feira. Segundo a concessionária Lamsa, responsável pela via expressa, o acidente deixou quatro mortos e cinco feridos. Um táxi placa KPP 5943, um Palio placa KWH 1367 e uma moto foram esmagados na queda da estrutura. Bombeiros fizeram o resgate das vítimas e trabalhavam na retirada da passarela.
Dois dos quatro mortos estavam em cima da passarela no momento do acidente. A terceira vítima foi retirada de dentro do táxi que ficou embaixo da passarela, e a quarta estava dentro do Palio. Os mortos foram identificados com Célia Maria, de 64 anos, que foi arremessada da passarela; Adriano P. de Oliveira, de 26 anos, que caiu dentro do valão que divide as pistas da via expressa; Renato P. Soares, de 62 anos, motorista do Palio; e Alexandre G. de Almeida, motorista do táxi.
Ficaram feridos o motorista do caminhão Luis Fernando Costa, de 31 anos, que foi levado para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca; o motoqueiro Jairo Zenati, de 44 anos, encaminhado para o Hospital Federal de Bonsucesso; Glaucia P. Andrade, de 56 anos, que foi resgatada por um helicóptero e levada para o Hospital estadual Alberto Torres, em São Gonçalo; Luiz Carlos Guimarães, de 70 anos, socorrido no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier; e Liliane de Souza Rangel, de 33 anos, encaminhada para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro.
Segundo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, o trabalho de resgate das vítimas foi concluído por volta das 12h45m. O corpo do taxista Alexandre de Almeida foi o último a ser retirado. Com o fim do trabalho dos bombeiros, a perícia liberou o local do acidente para o início da operação de retirada dos destroços da estrutura, que ainda não tem previsão de término.

Caminhão trafegava com caçamba levantada

Segundo testemunhas, a caçamba do caminhão placa LLN 2225, da empresa Arco da Aliança, que, de acordo com o site da prefeitura seria credenciada pela Comlurb, estava levantada antes de colidir na estrutura, que fica entre as saídas 4 e 5. Motorista da Linha 315 (Recreio-Central), Antonio Carlos da Silva, disse que viu o momento exato do acidente. Ele conta que ainda tentou avisar ao motorista que a caçamba estava levantada:
— Ele estava correndo muito e não deu tempo de avisar. Só tive tempo de frear e assistir toda a tragédia. Parecia guerra. Vi quando os dois carros foram esmagados pela passarela, e uma senhora que passava em cima voou longe — contou o motorista.
Imagens das câmeras da Lamsa comprovaram a irregularidade. Uma delas flagrou o momento em que o caminhão, com a caçamba levantada, derruba a passarela. Procurada pelo GLOBO, a empresa informou que enviou um advogado e outro representante para o local. Já a assessoria do prefeito Eduardo Paes disse que o veículo não presta serviço para a prefeitura, mas é autorizado a fazer a coleta particular de lixo. Segundo a Lamsa, o caminhão trafegava em horário restrito para veículos de carga. A Polícia Civil informou que foi aberto um inquérito na 44ª DP (Inhaúma) para apurar as circunstâncias do acidente.
O motoboy Luís Fernando da Silva, de 22 anos, escapou por pouco do acidente. Ele, que seguia para o trabalho na Barra, ouviu o barulho da queda da passarela a cerca de 200 metros de distância. O rapaz conta ainda que viu um homem ser arremessado para dentro do canal e uma senhora caiu na via e ficou agonizando até a morte.
— Estou em estado de choque. Eu poderia ter sido atingido também. O meu sentimento quando vi aquele cenário de horror foi de impotência, pois não conseguia ajudar as pessoas.
Muitas vítimas estavam gritando e pedindo socorro, entre elas uma mulher que estava dentro do Pálio, lembra o motoboy. O homem que caiu no canal foi resgatado com vida por um morador. Mas a vítima, Adriano P. Oliveira, de 26 anos, não resistiu à queda e acabou morrendo no local.
— Quando está marcado para acontecer, não tem o que fazer. Tive sorte. Estou vivo. Mas foi a pior cena que vi e presenciei em toda a minha vida — afirmou Luís Fernando.
Luiz Cláudio Ferreira, primo de Adriano, disse que o jovem estava indo para o trabalho numa agência bancária, como fazia todos os dias, sempre no mesmo horário. De acordo com Luiz, Adriano era um rapaz de muitos sonhos e tinha acabado de concluir a autoescola. O jovem era filho único e morava na comunidade Águia de Ouro, em Inhaúma, e precisava passar pela passarela para acessar a Dom Hélder Câmara.
— Espero que o motorista desse caminhão seja responsabilizado. Meu primo morreu do nada nesse acidente. Ele era um ótimo rapaz e que conhecia desde criança — afirmou o primo, que soube da notícia pela televisão.
Célia Maria, que foi arremessada da passarela no momento do acidente, seguia para a feira, de acordo com seu cunhado, Renê Rodrigues. Ela era moradora de Del Castilho e fazia com frequência esse caminho. De acordo com Renê, Célia era separada e tinha dois filhos.
– Ela era uma mulher super tranquila, que adorava muito os filhos – disse Renê.
O prefeito Eduardo Paes, que esteve no Centro de Operações Rio, lamentou as mortes no acidente e também pediu que a população evitasse circular na região, durante a manhã e no período em que ela esteve interditada:
— Lamentamos muito as vítimas fatais no acidente, e pedimos que a população evite usar a Linha Amarela, que utilize usar as vias alternativas. Quem não tem a necessidade de se deslocar da Barra e de Jacarepaguá, que evite fazer isso hoje. Estamos trabalhando para liberar o mais rápido possível da Linha Amarela, mas é uma via muito importante e tem muito impacto.
Ele disse, ainda, que a prioridade era atender às vítimas. O prefeito confirmou que o caminhão trafegava em horário proibido. Mas comentou que, independentememnte da infração, o acidente teria ocorrido:
— Uma caminhão trafegando com a caçamba levantada provocaria o acidente independentemente do horário. O caminhão teria altura para passar, mas a caçamba levantou e provavelmente o motorista não percebeu.
O acidente na Linha Amarela também afetou a operação do metrô. A concessionária Metrô Rio informou que, devido ao fechamento da via expressa, a venda de bilhetes das linhas 611 e 614 foi suspensa temporariamente.
Fonte: O Globo

Caminhões trafegam em horário proibido na Linha Amarela, no Rio

Imagens feitas pelo Globocop mostram irregularidades nesta quarta (29).
Acidente na via matou quatro pessoas e deixou cinco feridas na terça (28).

Imagens flagradas pelo Globocop mostram caminhões de grande porte trafegando em horário proibido pela Linha Amarela, na altura de Del Castilho, na Zona Norte do Rio, por volta das 7h desta quarta-feira (29), segundo reportagem do Bom Dia Rio.
Veículos dessas proporções não podem circular pela via das 6h às 10h em dias úteis. Na terça-feira (28), uma carreta derrubou uma ássarela na Linha Amarela deixando quatro pessoas mortas e cinco feridas, por volta das 9h. O veículo estava com a caçamba levantada.
Depois do flagrante, policiais militares começaram a abordar caminhões na Linha Amarela, sobretudo no sentido Zona Oeste. O Bom Dia Brasil mostrou, entretanto, que na pista do outro sentido havia um veículo desse porte se dirigindo para o pedágio.
À polícia, o motorista da carreta responsável pelo acidente, Luis Fernando da Costa, de 33 anos, disse que não viu a caçamba levantada. A declaração do condutor, que está internado no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, Zona Oeste, foi dada em depoimento informal e confirmada pelo delegado Fábio Asty, da 44ª DP (Inhaúma). Se confirmada a culpa, Costa responderá por quatro lesões corporais culposas – o quinto ferido é ele mesmo – e por quatro homicídios culposos, quando não há intenção de matar.
Segundo a concessionária Lamsa, que administra a Linha Amarela, a carreta trafegou somente por 2 minutos pela via. A empresa acrescentou que a fiscalização é de responsabilidade da Polícia Militar.
Na terça-feira, o acidente fechou ambos os sentidos da Linha Amarela. A reabertura no sentido Barra ocorreu às 16h40 de terça, e no sentido Cidade Universitária, às 18h30. O tráfego ficou lento e com retenção nas vias da região.

Mortos e feridos

O Corpo de Bombeiros identificou os mortos no acidente como Adriano Fontes de Oliveira, de 26 anos, Célia Maria, de 64, Renato Soares, de 62, e Alexandre Almeida, que ainda não teve a idade divulgada. No momento do impacto, Célia e Adriano estavam atravessando a passarela, que liga duas comunidades às margens da via expressa.
Já os feridos são Glaucia Andrade, de 56 anos, Jairo Z., de 44, Luiz Carlos Guimarães, de 60, e Liliane de Souza Rangel, de 33, além do motorista da carreta. Eles estão internados em hospitais do Rio.
Fonte: G1 RJ

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