Palhoça, 17.12.13 – Os trabalhos de demolição da praça de pedágio do km 219 da BR-101, em Palhoça, devem seguir até o final de janeiro, informou ontem a concessionária Autopista Litoral Sul.
Dez homens e três máquinas trabalham no local para remover a estrutura que funcionou de 2009 até junho deste ano, quando foi desativada por determinação do Ministério dos Transportes. O trânsito no local está desviado por cones em duas pistas no sentido Norte-Sul.
Paralelo ao serviço de demolição, as máquinas seguem trabalhando no limite de Palhoça com Paulo Lopes, no km 243 da BR-101, onde vai ser instalada a nova praça de pedágio do trecho. O prazo para conclusão da obra e início da cobrança do pedágio é de seis meses, ou seja, em abril, segundo a Autopista Litoral Sul.
A transferência foi uma reivindicação dos moradores de Palhoça desde que a praça de pedágio praticamente dividiu o município ao meio, obrigando moradores que se deslocavam entre uma região a outra da cidade a pagar o pedágio.
Inédita em concessões de rodovias federais, a determinação do Ministério dos Transportes foi uma resposta aos atrasos das obras previstas e que acabou resultando em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), exigindo da empresa um plano de trabalho para tudo o que não havia sido feito no prazo determinado. Segundo levantamento divulgado com exclusividade pelo Diário Catarinense, a concessionária da rodovia, em cinco anos de contrato, cumpriu menos de 20% do que deveria – deixando de investir cerca de R$ 690 milhões.
A troca de posição da praça é custeada por usuários do trecho privatizado, de Palhoça a Curitiba, desde fevereiro – data do último reajuste da tarifa. O aumento de 16,2%, que elevou o preço de R$ 1,50 para R$ 1,70 (carro de passeio), foi sustentado principalmente pelo investimento da nova construção – orçada em cerca de R$ 175 milhões.
Fonte: Diário Catarinense