À espera de respostas

À espera de respostas

Florianópolis, 25.10.13 – Pouco mais de um mês depois da notícia da liberação pelo Ibama da Licença Prévia (LAP) para a construção de dois túneis no Morro dos Cavalos, um novo acidente no trecho da BR-101 em Palhoça chama a atenção para a urgência na duplicação nos três últimos gargalos existentes em Santa Catarina.
Além das obras entre os quilômetros 232 e 235, no município da Grande Florianópolis, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) precisa concluir a ponte sobre o Canal de Laranjeiras, em Laguna, e o túnel do Formigão, em Tubarão.
O choque entre um ônibus e uma carreta, no início da manhã de quarta-feira, matou o motorista do coletivo Dionir Valério, 48 anos, e feriu 30 pessoas. Dionir entra numa triste lista contabilizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF): é a nona vítima fatal no trecho – considerado o mais perigoso da 101 no Estado – apenas em 2013. Só desde o início do ano, foram 110 acidentes no local.
A tragédia evidenciou também um desnível na pista, que pode contribuir significativamente para as frequentes ocorrências graves no Morro dos Cavalos, e a falta de respostas conclusivas sobre quem tem efetivamente a responsabilidade de resolver o problema. A Autopista Litoral Sul, concessionária, afirma que tem a atribuição de manter e sinalizar o trecho e que não cabe à empresa fazer as obras estruturais necessárias para a solução do problema no local. Já o DNIT informa que após a concessão da rodovia não tem mais jurisdição para qualquer intervenção ou melhoria do trecho. E passa bola para a concessionária. Espera-se um posicionamento claro e definitivo por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A demora na conclusão da duplicação da BR-101 vem gerando enormes prejuízos financeiros ao Estado de Santa Catarina, sem considerar os gigantescos custos sociais relativos às tragédias que ceifam vidas. A sociedade não pode se acomodar, em hipótese alguma.
Nosso papel, conforme já salientou o Diário Catarinense em editorial publicado no início de setembro, é cobrar permanentemente para que a vontade política de levar a duplicação adiante não perca fôlego e consiga desatar os nós burocráticos que possam surgir.
Fonte: Editorial DC

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