Florianópolis, 24.10.13 – O trânsito nas rodovias catarinenses durante o verão deverá ser de muita paciência. É o que se pode concluir após a reunião do Fórum Estadual das Rodovias, que ocorreu pela manhã, no gabinete do secretário Estadual de Infraestrutura, Valdir Cobalchini para tratar de um planejamento de ações nos pontos mais críticos das estradas para o verão. O que mais preocupa são os pontos de obras da BR-101 Sul e os trechos na estrada de Palhoça a Garuva, como a Grande Florianópolis, Itajaí e Balneário Camboriú, além de Joinville.
O que será feito no caso da Ponte de Laguna, que está em obra e onde ocorrem os engarrafamentos, com mais de duas horas de tráfego lento. A solução é o uso de rotas alternativas. Uma será a Norte-Sul que começa pela saída 283 na BR-101 e acessa a Imaruí. São 60 quilômetros, sendo 33 de estradas de terra.
No sentido Sul-Norte, o motorista entra em Jaguaruna segue até a balsa entra em Pescaria Brava e passa Laguna e segue para a BR-101. Neste trecho, a secretaria estadual de Infraestrutura asfaltou as pistas nos 17 quilômetros de terra, mas o projeto de reforma da via só estará pronto em fevereiro. O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, que integra o Fórum, lamentou que não tenha havido um esforço conjunto para deixar as duas rotas em condições de tráfego. Para ele, não se oferece as condições de trafego para os visitantes. “E nós convidamos os turistas para vir a Santa Catarina”.
O representante da concessionária, Autopista Litoral Sul, Ronaldo Almeida, garantiu que as obras em andamento entre Palhoça e Garuva estão concluídas até 20 de dezembro. No Morro dos Cavalos, o máximo que deverá ocorrer será a liberação de mais uma pista aos domingos no topo do Morro dos Cavalos do Sul em direção ao Norte, como acontece no último verão.
Pedro Lopes também lembrou o caso do Morro dos Cavalos. Houve uma reunião há 60 dias com o diretor geral do DNIT, Jorge Fraxe, para que fosse feita uma negociação ou pressão junto ao Ministério Público Federal, para liberar o nivelamento dos 400 metrosde pista, o que permitiria a duplicação, aumentaria o fluxo, evitaria engarrafamentos e acidentes fatais como ocorreu com o ônibus, ontem.
Neste ano, o setor de transporte não pretende fazer campanha para que os veículos de carga evitem os horários de pico de sexta e no domingo, como fora na temporada passada, “quando assumimos o compromisso e não houve fiscalização”, enfatizou Lopes.
“Só vamos cumprir aquele calendário da Polícia Rodoviária Federal de parar, no horário de restrição, em feriados, as combinações de veículos. Não tem o porquê nós fazermos paradas se ninguém dá a sua contribuição. O custo sempre fica para o transportador”, argumentou Lopes. Nem mesmo o setor de turismo tem se preocupado com a questão de infraestrutura. Para o presidente da Fetrancesc, a temporada não será nada fácil no trânsito.
Lopes afirmou ainda que deverá ser tratado com a Autopista Litoral Sul, a possibilidade de retirar a praça de pedágio de Palhoça, para que o trânsito possa fluir melhor. E além disso, tratar do controlador de velocidade instalado nos viadutos com velocidade de 60 km, que o motorista não tem aviso e que acaba multado.
Uma nova reunião deve ser marcada para a segunda quinzena de novembro e que terá a finalidade de avaliar outras sugestões e a implementação, além e tratar da divulgação das medidas adotadas.
Participaram da reunião, além de Lopes, Cobalchini e Almeida, o secretário adjunto da Infraestrutura, Wanderley Teodoro Agostini, o diretor de Operações da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), major Marcelo Pontes e o comandante da PMRv, José Norberto de Souza Filho, do representante do Corpo de Bombeiros, Gladimir Murer, o diretor do Deinfra, Dagoberto Primo, que também representou o DNIT e o representante da Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Alcino Caldeira Neto.
Fonte e fotos: JP/ Imprensa Fetrancesc




