Fiesc rejeita aumento de taxas

Fiesc rejeita aumento de taxas

Florianópolis, 11.10.13 – Surpreendida com projeto de lei do Poder Executivo que reajusta taxas estaduais em várias áreas entre 8% e 54%, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) iniciou estudos e ações para tentar rejeitar a proposta na Assembleia Legislativa. Considera que a iniciativa constitui uma incoerência no momento em que a população se mobiliza para reduzir a carga tributária em todo o país.
O principal argumento: não há como repassar os custos destes aumentos. E se condições existissem no mercado, o repasse elevaria os índices de inflação. O presidente Glauco Côrte vai se reunir com as demais federações para definir uma estratégia de ação. Pretende, em primeiro lugar, pedir ao governador Raimundo Colombo (PSD) que retire o projeto da Assembleia. A partir daí, iniciar conversações para encontrar a melhor fórmula.
A entidade lamenta, também, que até agora o governador não tenha respondido à reivindicação dos empresários atingidos pelas últimas enchentes. Ouvido sobre as duas críticas, o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni (PSD), justificou o projeto de aumento das taxas dizendo que “ele apenas cobre as perdas com a inflação”.
– O que está havendo é uma atualização monetária – argumentou. A maioria das taxas está na área da segurança pública e outras são meramente burocráticas. Algumas com valores cuja despesa de cobrança nem compensaria ao Tesouro.
Sobre as empresas atingidas pelas inundações, Gavazzoni informou que o assunto está sendo estudado. Não haverá benefício diferenciado para os municípios, mas para as empresas que, comprovadamente, tiveram prejuízos.


Mais carros

Estatística da Fenabrave-SC sobre venda de veículos é excelente para as revendas e para os consumidores, mas péssima para a mobilidade urbana. Aumento no comércio de carros novos foi de 22,26% em setembro. O Estado conta hoje com uma frota total de 4.115.388 veículos. Em breve, o número de motos atingirá um milhão de unidades.

Novo porto

O porto de Imbituba ia ser federalizado. Raimundo Colombo apelou à presidente Dilma Rousseff, que autorizou concessão ao Estado. Resultado: em nove meses, houve aumento de 30% no movimento de cargas. Muito melhor: Imbituba começou a exportar grãos.
Fonte: Moacir Pereira/DC

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