Sitran manifesta ?irrestrito apoio? à inclusão de obras da BR 282 no PAC

Sitran manifesta ?irrestrito apoio? à inclusão de obras da BR 282 no PAC

Chapecó, 8.10.13 – O Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Chapecó (Sitran) está prestando “total e irrestrito” apoio à moção do deputado federal Celso Maldaner, pedindo a inclusão de obras na rodovia no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na última quinta-feira, 3 de outubro, a diretoria do sindicato recebeu o parlamentar para confirmar, documentalmente, sustentação à proposta denominada “Todos pela 282”.
Todos os dias circulam 1.100 carretas com carga de 30 toneladas na BR-282. Em média, a cada três dias morre uma pessoa, vitima de acidente. Os números justificam plenamente a aplicação de volumoso investimento para dotar a rodovia de condições mínimas de trafegabilidade com segurança. Uma das exigências é a duplicação da BR “corredor do mercosul”, rota de escoamento da produção aos grandes centros do País e do exterior.
Na declaração o presidente Deneraci Perin expôs que o Sitran representa 1.385 empresas do setor (frota de 13.000 placas) localizadas nos 28 municípios da base territorial. A atividade desenvolvida exige rodovias em perfeitas condições para assegurar a integridade humana e patrimonial. Estas garantias “infelizmente não são oferecidas pela rodovia”, protesta. Acrescenta que a segurança é “extremamente deficitária” e a mobilidade “está seriamente comprometida”.
A BR-282 já lidera o ranking de mortes no Estado. Neste ano, em números absolutos, a rodovia ultrapassou as BRs 101 e 470 em volume de acidentes fatais. Já foi batizada como a “nova rodovia da morte”, transformada em virtual e grande “cemitério” pelas mortas registradas.

Capacidade comprometida

No documento o Sitran enfatiza que a BR-282 é a principal ligação da região considerada o “celeiro catarinense” por ser a maior produtora de grãos do Estado e uma das maiores do agronegócio. A 282 é responsável pelo tráfego de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) de Santa Catarina. No entanto, sem as mínimas condições de atender a forte demanda, a BR não condiz com a realidade atual. Com sua estrutura totalmente ultrapassada, a rodovia está reduzida a 25% de sua capacidade original, que data dos anos 1950.
O deputado explicou aos empresários que incluir obras no PAC significa posterior duplicação do trecho mapeado entre o Município de Campos Novos até a divisa internacional com a Argentina. Intransigente defensor da iniciativa, o sindicato defende não “apenas” a duplicação, mas também, a implantação de viadutos, passarelas e outras obras de engenharia promotoras da absoluta segurança e facilitadora da mobilidade. Condena o “estado inerte” e falta de atenção de quem “subjuga, posterga, desconsidera e protela decisões” que deveriam ser tomadas imediatamente.
Fonte e fotos: Imprensa Sitran

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