Quarta ligação retorna à discussão hoje no governo

Quarta ligação retorna à discussão hoje no governo

Florianópolis, 19.8.13 – Hoje, às 15h30min, em uma sala trancada à chave, o governo do Estado volta a se debruçar nas discussões da quarta ligação Ilha-Continente, em Florianópolis.
Será apresentado o detalhamento técnico das duas propostas pré-selecionadas para tentar minimizar os engarrafamentos nas vias de acesso à Ilha. O que é certo até agora é que a nova via será pelo mar, com transporte integrado. Os estudos entregues hoje ao governo apontarão soluções para que o projeto seja colocado em prática
É quando recebe, em primeira mão, o detalhamento técnico de duas propostas pré-selecionadas há nove meses e que pretendem minimizar os entraves do trânsito nas vias de acesso à Ilha. Embora com trajetos e custos ainda desconhecidos, uma coisa é certa: a nova via de locomoção será pelo mar, com transporte marítimo integrado a outro modal.
Embora conheça o modal de cada uma, o governo não sabe a forma como eles seriam colocados em prática. E é isso que os projetos vão apontar (veja quadro ao lado).
– Vamos ter que analisar se aquela ideia compensa ou não. A empresa que apresentar a melhor solução será a escolhida – diz o presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Paulo Meller.

Comitê vai definir agenda de trabalho

Com os envelopes em mãos, o Comitê Gestor de Parcerias Públicos Privadas deve definir uma agenda de trabalho para discutir as propostas. Técnicos indicados pelos quatro maiores municípios da região – Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu – também integram a equipe, já que a decisão terá impacto em todas as cidades. A ideia é que, em até 30 dias, já exista uma resposta.
O governo está otimista com a implementação do projeto: quer abrir o edital de licitação até o fim do ano, para que a obra possa começar ainda no primeiro semestre de 2014. Mas a decisão vai depender muito do que será entregue nesta segunda-feira.
– Não conhecemos a qualidade do material e a consistência dos estudos que virão. Se não estiverem completos, ou apontando para uma boa solução, há risco de começar tudo do zero novamente – alerta o engenheiro Guilherme de Medeiros, coordenador da área técnica da SC Participações e Parcerias (SCPar).

 

A apresentação

– Avaliação de demanda atual e futura da rede de transportes e veículos.

– Desenvolvimento das soluções para atendimento da demanda.

– Planejamento de implantação: espécie de cronograma de obras, orientando a instalação de cada sistema.

– Avaliação preliminar de impacto socioambiental: indicações de onde haveria necessidade de aprovação da Fatma.

– Projetos de engenharia: a parte técnica do projeto.

– Modelagem e estruturação econômico-financeira para implantação do projeto: a forma como será a manutenção do sistema, se terá aporte público ou apenas investimentos privados.

– Aspectos legais.

Envelopes lacrados

Os dois projetos chegarão em envelopes lacrados, que só poderão ser abertos na presença dos representantes das empresas que os elaboraram. Todo esse sigilo serve para preservar a privacidade das informações e garantir a lisura do processo. É um pedido das próprias empresas. E o receio é justificado: todo o investimento feito com o estudo é privado e foi financiado por elas mesmas. A escolhida será ressarcida pela vencedora da licitação que implementará a ideia. Mas a que cair fora, terá o valor perdido.
– É o risco. Por isso, as empresas são livres para participar – explica Medeiros.
É por isso que elas também desistem. Das três escolhidas em dezembro, uma delas abandonou a ideia logo no início. Liderado pelo escritório de arquitetura do ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, o consórcio alegou razões particulares. Pouco depois, outro consórcio se desfez: a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), de São Paulo, continuou com a proposta de transporte marítimo, enquanto a catarinense Esse Engenharia apresentou um novo projeto de teleférico interligado com barcas e ferry-boats.

A ideia, porém, foi abandonada. Segundo a coluna de Moacir Pereira publicada no domingo, não houve acordo com o parceiro chinês, que ajudaria no pagamentos dos custos. DC 19.8.13
Fonte: Sâmia Frantz/ Diário Catarinense

Compartilhe este post