Um alerta para duas situações que podem atrapalhar ainda mais a mobilidade da Grande Florianópolis*

Um alerta para duas situações que podem atrapalhar ainda mais a mobilidade da Grande Florianópolis*

Florianópolis, 16.8.13 – Duas situações nos últimos dias colocam a região da Grande Florianópolis em situação de alerta.
A primeira se relaciona ao contorno viário da Grande Florianópolis e a segunda ao Decreto número 11942/13, da prefeitura de Florianópolis que trata da restrição de circulação de caminhões na Capital.
O contorno nos mostrava um conflito de interesse no município de Biguaçu, superado a partir do momento em que o projeto foi alterado para o KM 175. São José teve, sempre, uma relação pacífica e já estão acontecendo as desapropriações.
E por fim, Palhoça, onde parecia que estava tudo certo, acabou por se tornar o maior empecilho por força de uma decisão da prefeitura que cedeu injustificadamente, a área de passagem do traçado para a construção de um condomínio residencial. Agora, definido um trajeto do projeto atual, que está sendo concluído para encaminhar o pedido de licença ambiental ao Ibama, o presidente da Câmara de Vereadores de Palhoça, Nirdo da Luz, que no exercício do mandato de prefeito concordou com o traçado, concedendo anuência à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), convocou uma audiência pública para que a comunidade se manifestasse. Acaba por criar um fato político que poderá inviabilizar tudo que estava caminhando para o início das obras.
O descaso de Palhoça: um prefeito dá anuência ao projeto em 2011 e ao mesmo tempo cede a área do traçado para uma empresa privada construir moradias. O outro dá anuência em abril de 2013 e ele mesmo provoca nova discussão. Agora sei lá como vai ficar.
Se não houver um acordo com a comunidade e tudo começar de novo, teremos que esperar mais dois anos para o início das obras.

Não há condições de atender o Decreto que restringe a carga e descarga em Florianópolis

Quanto ao Decreto que estabelece regramento para carga e descarga em Florianópolis não há como atender o que deseja o órgão municipal regulador, até porque infelizmente, e como sempre, o sistema de transporte não foi chamado para opinar.
Fetrancesc, Fecomércio, Associação dos Distribuidores Atacadistas (Adac) e Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Florianópolis e Região estarão reunidos para tratar do assunto. Não foi considerado, ao editar o decreto, o impacto sobre o custo logístico de uma carga e descarga entre 20 horas e 6 horas. O combustível, por exemplo, não se carrega em veículo de sete toneladas. Não se faz carga e descarga de mudanças aos pedaços. Supermercados, lojas de materiais de construção e obras da construção civil, como será o abastecimento? O combustível não se carrega à noite e nem o posto descarrega à noite.
A medida, se não equacionada, poderá provocar um desabastecimento em Florianópolis. Tomar por parâmetro Curitiba, São Paulo e Salvador é desconhecer a realidade comparada com Florianópolis que é ligada por uma ponte de entrada.
A inteligência dos programas de mobilidade urbana é sempre atingir o caminhão, o transporte que trabalha para gerar e pagar impostos e movimentar a economia.

Seminário sobre obrigações tributária é ótima iniciativa da Facisc

Ótima iniciativa da Facisc em realizar o seminário sobre obrigações tributárias. Todos os segmentos da economia deveriam se preocupar com a evolução do sistema de fiscalização tributária. Não é a economia que cresce e gera tributos, é a fiscalização que se moderniza e evolui.
* Pedro Lopes – presidente da Fetrancesc
Fonte: Notícias do Dia (edição de ontem 15/08)

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