Segurança em duas rodas

Segurança em duas rodas

Florianópolis, 25.7.13 – No Brasil, cerca de 1,5 milhão de pessoas utilizam a moto para ganhar a vida e prestar serviços à população. Em cima de duas rodas, os motoboys levam de tudo: peças, documentos, alimentos, papelada de escritório, presentes, objetos em geral. Além disso, suportam chuva, frio, calor, poluição, ordens abusivas dos patrões, clientes apressados e quase nenhum tipo de segurança no trânsito. Sem dúvida, a profissão é de muitas incertezas, mas o fato é que esses profissionais transformaram-se em um grupo importante para a sociedade moderna.
Para homenageá-los, comemora-se neste sábado o Dia Nacional do Motociclista. O baixo custo para a aquisição de motos, a facilidade em conseguir trabalho (formal ou informal), a agilidade e a rapidez na execução dos serviços de delivery – entrega em domicílio –, contribuiu para que o número de motoboys aumentasse a cada dia. Mas para continuar atuando, esses profissionais deverão se adaptar às regras da lei nº 12.009, de 2009. Caso contrário, a partir de outubro, serão multados e poderão ter a moto apreendida.
De acordo com a advogada trabalhista Rosângela Oliveira, a principal dificuldade desses profissionais em relação às exigências da legislação é obter o Certificado de Capacitação do Condutor, denominado Condumoto, já que é obrigatório participar de treinamento oferecido pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat). O alto preço dos cursos de regulamentação inviabiliza maior adesão da categoria, afinal tanto os motoboys quanto os mototaxistas recebem salários baixos e muitos estão na informalidade. Além disso, vários municípios não têm escolas credenciadas, o que dificulta a regularização do profissional.

Adequação deve ser feita até o mês de outubro

– A legislação vigora desde 2 de fevereiro em caráter de orientação e fiscalização, feitas pela Polícia Militar. A partir de 1o de outubro, as multas serão aplicadas de forma escalonada. Serão fiscalizadas as motos com placas de final 1 e 2 (outubro), seguidas pelas de 3, 4 e 5 (novembro), 6 e 7 (dezembro) e 9 e 0 (janeiro) – diz Rosângela.
Além do curso de pilotagem segura, os profissionais devem ter obrigatoriamente idade mínima de 21 anos e a habilitação por dois anos na categoria. Terão de apresentar ficha de antecedentes criminais, usar colete de segurança e capacete com faixas refletoras. Os profissionais que não estiverem de acordo estarão sujeitos a multas no valor de R$ 191,54, apreensão da moto e suspensão da carteira.

 

ONDE FAZER O CURSO

SEST/SENAT FLORIANÓPOLIS

– Avenida Marinheiro Max Schramm, n° 3.635, Bairro Estreito

– Telefone: (48) 3281-6200

– Valores: R$ 100 para colaboradores de empresas de transporte e R$ 200 para motociclistas em geral

– Duração: 30 horas/aula

– Outras cidades do Estado têm unidades do Sest/Senat. Confira a lista completa e os contatos pelo site www.sestsenat.org.br

FIQUE ATENTO

As motocicletas devem estar equipadas com:

– Protetor de motor “mata-cachorro”

– Aparador de linha antena “corta-pipa”

– Ser original de fábrica

– Ter no máximo oito anos de uso (excluído o ano de fabricação) e motor com no mínimo 120 cilindradas

– Ser licenciadas como veículo de aluguel destinado ao transporte de carga (placa vermelha)

– Estar de acordo com as regras de identificação e conter dispositivo para transporte de carga

OS CONDUTORES

– Para exercer a atividade, os condutores não podem ter mais de 21 pontos somados na CNH e devem fazer vistorias semestrais.

Fonte: Diário Catarinense

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