Montevidéu, 16.7.13 – A implantação do sistema de trânsito livre nas fronteiras dos países do Mercosul e da América do Sul usado pela International Road Transport Union (IRU), que atua na movimentação de carga entre os países europeus e África do Sul foi um dos principais pontos em debate em Montevidéu – Uruguai, durante Assembleia Extraordinária da Câmara Interamericana de Transporte (CIT), afirmou o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, que presidiu o Capítulo Brasil no encontro. De Santa Catarina estavam presentes também os vice-presidentes regionais da Federação Valmor Zanella e Paulo Simioni e o presidente do Sitran, Deneraci Perin. Lopes disse que a adoção do modelo da IRU depende dos governos, porque todos os serviços de aduanas como da Receita Federal, ministério da Agricultura, Vigilância Sanitária são procedimentos governamentais e que precisam ser adequados para uma nova realidade.
Outro tema que gerou muita polêmica foi a cobrança de seguro das cargas internacionais. Os valores dos seguros não cobririam o total da carga e isso geraria insegurança para o transportador. Os dois assuntos serão temas de novos encontros no Equador e no México e depois em setembro, na sede da ONU, na Assembleia da Câmara Interamericana do Transporte (CIT).
O evento teve como proposta promover o diálogo entre entidades do setor de transporte internacional, organismos internacionais e representantes de governo da região, e contou com a presença de 20 instituições de 10 países.
A Assembleia foi aberta pelo subsecretário de Desenvolvimento do Espaço de Livre Comércio da Aladi, César Llona, que enfatizou a importância da aproximação entre as duas organizações, que mantêm um acordo de cooperação bilateral desde 2003. Ao longo da reunião, foram discutidos os desafios ao fluxo de mercadorias entre os países da região e de que maneira a implementação dos sistemas MIC-DTA e TIR poderiam contribuir para facilitar o comércio internacional.
O tema da facilitação de fronteiras tem se tornado cada vez mais importante, em razão dos enormes custos que os obstáculos transfronteiriços podem acarretar ao setor de transportes e logísticas. O assunto tem sido discutido reiteradamente nas Assembleias semestrais da CIT e, neste encontro, ganhou abordagem regional. Fonte: Imprensa Fetrancesc com imprensa CIT
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