Outro perfil de vendas à China

Outro perfil de vendas à China

Florianópolis, 13.7.13 – Essa semana dois especialistas da Organização Mundial do Comércio (OMC) alertaram que a pauta de exportação do Brasil à China, principal parceiro comercial do país, é pobre. A falta de uma política comercial colocou, em poucos anos, o país no degrau mais baixo, ou seja, com venda de commodities e exportação de itens de menor valor agregado. Para o diretor de Relações Industriais da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Henry Quaresma, autor do livro Fator China, que aborda os negócios com o país asiático, a pauta de commodities àquele mercado é expressiva, mas há oportunidades de mudança. Segundo ele, o governo chinês está fortalecendo o mercado interno e os ricos do país querem comprar itens de luxo do exterior. Por isso, Quaresma acredita que empresas catarinenses que oferecem itens com alta tecnologia e design terão mais condições de competir no mercado chinês. Ele cita alimentos, equipamentos, móveis, confecções, software e metalurgia de precisão.

Uma bacia de R$ 300 milhões

O Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes vai receber investimento de R$ 300 milhões para criar uma nova bacia de evolução, adequar o canal de acesso para navios maiores e continuar competitivo. É que os armadores estão preferindo navios de 366 metros de comprimento ou mais. Os recursos virão dos governos federal e estadual. Dirigentes dos não medem esforços para que o projeto, que tem apoio especial do governador Raimundo Colombo, saia logo do papel.

Ao Japão

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, será a primeira empresa a exportar carne suína ao Japão. A companhia embarca o primeiro contêiner, domingo, com cortes da unidade de Campos Novos. A BRF foi a primeira a usar a autorização sanitária para carne suína de SC ao país asiático. No final do mês passado embarcou lote à embaixada por avião.

Porto de Itajaí

O embarque da BRF ao Japão será pelo terminal do complexo de Itajaí, operado pela APM. Segundo o diretor do Porto de Itajaí, Héder Cassiano Moritz, o otimismo com esse novo mercado também é grande. Vai aquecer mais a movimentação do complexo, que embarcou 60,4 mil contêineres até junho.

3 bilhões de dólares

Foi a receita do Brasil com as exportações de carne bovina no primeiro semestre do ano, 14,6% superior ao valor dos mesmos meses de 2012. A expectativa é alcançar mais de US$ 6 bilhões este ano.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense

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