Florianópolis, 10.6.13 – Apesar de tímida, a indústria catarinense dá sinais de retomada de produção. Segundo o IBGE, no mês de abril o setor teve acréscimo de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, após ter registrado queda de 0,4% em março. Na comparação com abril do ano passado, a variação alcançou 0,71%, na média dos últimos 12 meses teve resultado negativo de 1,2% e, neste ano, teve variação zero em relação aos mesmos meses do ano passado. A indústria brasileira cresceu 1,8% em abril frente a março, 8,4% em relação a abril de 2012. De janeiro a abril cresceu 1,6% e, nos ultimos 12 meses, teve queda de 1,1%. Das 11 atividades pesquisadas pelo IBGE em SC, 10 tiveram crescimento em abril. As maiores altas ocorreram nos alimentos (8,2%), papel( 15,2%), vestuário e acessórios (14,3%) e metalurgia (23,9%). O têxtil foi o único que caiu.
Falta poupar mais
Um dos problemas que impedem a economia brasileira de decolar é a baixa taxa de poupança, de apenas 14% do PIB. Pesquisa da Serasa aponta que 69% das pessoas acima de 16 anos não poupam e 52% não sabem as vantagens financeiras de uma aplicação, nem fazer conta básica de matemática financeira.
Cenário é de cautela
O desempenho da produção industrial catarinense está melhor, mas não dá para prever um salto para os próximos meses porque todas as projeções indicam crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 2% para este ano. A inflação fechou nos últimos 12 meses no teto da meta de 6,5% e o Banco Central vai ter que aumentar mais os juros para conter a alta de preços.
Risco Brasil piora
Foi longa a espera dos brasileiros para que o país alcançasse o sonhado grau de investimento, ou seja, uma condição nas contas públicas que oferece mais segurança ao investidor externo. Mas, cinco anos depois, diante da piora das condições macroeconômicas, as agências ameaçam rebaixar o país. A primeira a indicar condição negativa é a Standard & Poors.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de sábado 08/06)