Florianópolis, 23.5.13 – Uma caminhada com faixas, música e camisetas personalizadas chamou atenção de quem passava pela Avenida Beira-mar Norte na tarde de ontem. Um grupo de alunos, pais e funcionários do Sest Senat Florianópolis realizaram um ato sobre a Campanha de Combate à Exploração Sexual de Criança e Adolescente.
Segundo a diretora do Sest Senat Florianópolis, Patrícia Ferreira, a ideia da caminhada é chamar atenção da população. “O nosso principal objetivo, promovendo essa ação, é mostrar para comunidade que o fato existe e deve ser denunciado. Somos agentes de transformação, que estamos manifestando um assunto tão importante que deve ser denunciado através do Disque 100”, explicou.
Quanto mais pedestres e motoristas manifestaram apoio, mais os envolvidos se empolgavam. O participante do projeto Soldado Cidadão, Alysson Correia do Amaral, 18 anos, acredita que ir para as ruas mostrar o que acontece é importante, pois a maioria não denuncia. “Deve ser reforçado para quem souber de algum caso falar, até porque a pessoa que passar por isso deve ser tratada”, declarou.
Parceiros do Sest Senat, o Instituto Nexxera, participou com alguns alunos pela segunda vez da caminhada. Para o professor, Felipe Possenti, levar as crianças desde cedo é importante para que saibam como agir. “É uma causa importante, pois infelizmente existem muitos casos. E falta explicação do que é a exploração, para que as crianças possam se defender”, explicou o professor que acredita que para isso parar de acontecer, é preciso chamar atenção da população. A aluna do Sest Senat, Genifer Eduarda de Souza, 14 anos, também acredita que falar para as crianças faz a diferença, pois o que falta é a comunicação entre pais e filhos. “Eu acho importante essa caminhada, porque as pessoas não vão atrás para se informar. Mas falta os pais conversarem em casa com os filhos sobre sexualidade, explicar o que é”, alegou.
Ao longo do percurso, as crianças e os jovens entregaram folder sobre o que é abuso sexual, como denunciar, como resolver conflitos, os direitos da criança e adolescente e como a atitude de cada pessoa pode ajudar. O aluno da escolinha de vôlei da unidade, Guilherme Medeiros Velho, 9 anos, era um deles. Questionado sobre o que estava fazendo, o menino explicou que “estamos mostrando para as crianças que elas devem falar para os pais e não ficarem quietas se isso acontecer”, declarou o pequeno.
O estudante, Gabriel Cesar de Andrade, 16 anos, estava caminhando pela avenida, quando viu a movimentação e foi conversar com os participantes. O garoto falou que já ouviu sobre o Disque 100, mas acredita que a maioria da comunidade não. “Eu conheço e acho importante, mas a maioria não tem ideia do que significa. A população em geral é muito desinformada, não sabem o tanto de serviços que estão pagando. Culpa disso é do governo, mas também delas mesmas que não tem interesse em se informar”, assegurou Andrade parabenizando a ação do Sest Senat.
Fonte: Katherine Dalçoquio da Silva/ Imprensa Fetrancesc
Fotos: Juraci Perboni