Florianópolis, 20.5.13 – A pressão dos prefeitos da Grande Florianópolis, que querem o rompimento do contrato com a concessionária Autopista Litoral Sul, esbarra no interesse de entidades ligadas a área de transporte que defendem a permanecia da empresa espanhola temendo a abertura de uma nova licitação que venha a onerar o pedágio. Pedro Lopes, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga de Santa Catarina, destaca que no Estado é pago por eixo R$ 1,70 enquanto que no Rio Grande do Sul custa R$ 8,50. Uma nova concessionária acabaria elevando esses valores. Mas vai além, evidenciando que o contorno viário é uma obra atendendo uma Região, mas há tantas outras que foram honradas pela empresa, inclusive os desabamentos na 376 no Sul, que se dependesse só do Dnit o Estado ficaria prejudicado no seu abastecimento. Ou seja, Pedro Lopes reconhece a importância do contorno, mas sublinha problemas que foram criados, inclusive, pelo ex prefeito Ronério Heiderscheidt, que liberou a construção de um condomínio em Palhoça justo onde passaria a via do Anel Viário. Isso implicou em um desvio de seis quilômetros e três elevados, e, mais atrasos. As indefinições e discussões em relação ao traçado acabaram impondo outro ritmo e agora depende do Ibama , que com o projeto e suas modificações definidas fará todo o procedimento de liberação novamente. Avaliando os períodos de sol e chuva. Só em outubro. Os prefeitos vão a Brasilia pedir pelo fim da concessão atual, entidades pela permanência. E obra?
Fonte: Paulo Alceu/ Notícias do Dia