Florianópolis, 29.4.13 – Santa Catarina projeta fazer ferrovias com padrão e velocidade de Primeiro Mundo, que permitem trafegar de 80 a 100 quilômetros por hora. Por isso, tanto a Ferrovia do Frango, quanto a Litorânea serão viáveis economicamente e poderão até levar passageiros. Essa avaliação é do vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiesc) e presidente da Cãmara de Transporte e Logística da entidade, Mário Aguiar. Segundo ele, o projeto Sul Competitivo, que apurou não ser viável economicamente o transporte de carga de ferrovia do Oeste até o Litoral, foi importante, mas ele não estuda o impacto sistêmico da obra no desenvolvimento econômico. Para Aguiar, o projeto da Ferrovia do Frango ou Ferrovia da Integração é estratégico e viável economicamente. Caso seja considerado o retorno do investimento com a construção pelo setor privado, a viabilidade pode ser mais difícil. Mas com a participação do setor público e a colaboração do Exército, o cenário muda. Aguiar diz que as ferrovias deverão ter bitola larga e raio de curvatura grande, nada comparável com as antigas ferrovias, que permitem fazer apenas 15 quilômetros por hora. Para o empresário, a Ferrovia Litorânea deve ser feita em breve, para fazer a ligação entre os portos. Ele considera possível o uso da via, também, para transporte de passageiros.
Leste e Oeste
Para o empresário Vincenzo Mastrogiacomo, ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, a Ferrovia do Frango será fundamental para escoar o agronegócio, produtos de outros setores como móveis e máquinas e motivará maior diversificação da economia regional. O projeto visa a ligar o Litoral até Dionísio Cerqueira.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de 27/04)