Florianópolis, 26.4.13 – O governo do Estado investirá R$ 2,8 bilhões nos próximos meses em obras fundamentais ao desenvolvimento socioeconômico catarinense. O anúncio foi feito na quarta-feira pelo secretário estadual da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, durante reunião da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Os investimentos, segundo o representante do governo, incluem a pavimentação e revitalização de mais de 980 quilômetros de estradas estaduais além de obras estruturantes de acesso aos portos.
No encontro, também esteve em pauta a importância e urgência de definir os traçados das ferrovias Litorânea e Leste-Oeste, fundamentais para o escoamento da produção agroindustrial e das safras rumo aos portos de exportação e aos demais mercados consumidores. De fato, as ferrovias são indispensáveis para Santa Catarina, eis que vão melhorar a logística e aumentar a competitividade da produção regional.
A economia catarinense, depois de enfrentar um período de turbulência e números declinantes, está em processo de recuperação, e investimentos públicos de tal porte e alcance em obras de infraestutura são indispensáveis. Além do financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), outros R$ 650 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) serão investidos.
Na reunião, surgiu outra notícia há muito esperada e que atende a uma antiga reivindicação das entidades de representação empresarial e das comunidades envolvidas: os projetos de duplicação da SC-470, trecho entre Guaramirim e Jaraguá do Sul, para o acesso a Blumenau pelo Norte, e para o contorno de Gaspar foram concluídos e logo serão licitados. Quando inauguradas, essas obras viárias eliminarão um dos gargalos que emperram o trânsito naquela região, causando graves prejuízos para a economia e afetando a qualidade de vida dos moradores do entorno.
Os acessos aos portos de Santa Catarina merecem atenção especial e constante. Portos e ferrovias, uma feliz combinação, a receita certa para estimular a economia estadual. Basta citar o exemplo do porto da Itajaí, principal terminal marítimo catarinense, responsável pela segunda maior movimentação de contêineres do país e uma verdadeira porta de SC escancarada para as grandes rotas do comércio internacional. Portos com acessos seguros e sem problemas de mobilidade são fundamentais para não ficar “a ver navios” passando ao largo.
A reunião na Fiesc foi exitosa. Agora cabe esperar que as promessas e os projetos não fiquem nisso mesmo, e que as obras estruturantes anunciadas sejam logo licitadas e comecem a sair do chão. Que a burocracia não as retarde.
Santa Catarina tem pressa.
Fonte: Editorial Diário Catarinense