Joinville, 15.4.13 – Os primeiros executivos da BMW que estão trabalhando na montagem das unidades de Joinville e Araquari estão sentindo na pele as dificuldades de combinar o processo de mudança (para o outro lado do mundo) com toda a logística exigida pelas atividades rotineiras. – Os europeus costumam preferir casas pelo espaço, pois lá isso é muito caro –, diz Danielle Santos, da Intercultural Coaching, empresa joinvilense que também faz este tipo de consultoria, que acrescenta que boa parte dos estrangeiros ainda precisa de assessorias para tarefas simples, como fazer compras. Com filhos matriculados em instituições catarinenses.
Além de buscar fornecedores para as obras e fechar parcerias para encontrar mão de obra – a expectativa é de que o Grupo Meta seja confirmado como recrutador da empresa nos próximos dias –, estes profissionais também estão em busca de casa, escola para os filhos e até aulas de português.
No caso da BMW, os profissionais que já trabalham na região estão preferindo casas e alguns até já matricularam os filhos em educandários da região que oferecem ensino bilíngue.
– As necessidades deles começam pela documentação. Todo o trâmite migratório junto ao Ministério do Trabalho para conseguir o visto – conta Patrícia Schiavon, gerente da GInter, empresa de São Paulo que presta consultoria para os chamados “expatriados” – profissionais de uma empresa que trabalham em unidades de outros países.
A educação dos filhos foi um dos primeiros cuidados dos executivos na hora da mudança. Colégios que trabalham em outros idiomas, como a Escola Internacional da Sociesc e o Bom Jesus/Ielusc, estão entre as instituições que devem receber as crianças estrangeiras.
– Estamos recebendo filhos de executivos de vários lugares, tanto da BMW quanto de empresas de apoio. Da alemã, 22 crianças vieram com os pais para conhecer a escola. E já temos crianças matriculadas. A maior arte dos visitantes era da Alemanha, mas há também italianos e outros estrangeiros que já moravam em São Paulo – conta Elza Giostri, diretora da Escola Internacional da Sociesc, certificada internacionalmente para educar em dois idiomas.
O Bom Jesus, que trabalha com os idiomas Inglês e Alemão, também deve ter matrículas de alunos estrangeiros ainda neste ano letivo.
Fonte: Marina Andrade/ Diário Catarinense (edição de sábado 13/04)
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