Florianópolis, 28.2.13 – A falta de planejamento e a intensidade com que as maiores cidades do mundo vêm utilizando automóveis, ônibus e caminhões como meio de transporte levam a uma consequência: o esgotamento do modelo. Segundo especialistas, se nada for feito, metrópoles como Paris, Londres, São Paulo e Nova York podem parar. Os efeitos negativos vão além dos congestionamentos. O combustível fóssil utilizado por estes veículos prejudica também o meio ambiente.
No Brasil, além de São Paulo, outras capitais sofrem com os constantes engarrafamentos. Segundo Valério Medeiros, pesquisador da Universidade de Brasília, Florianópolis tem um dos piores índices quando o assunto é mobilidade urbana. Diante disso, o governo de SC lançou edital convocando empresas para realizarem estudos de alternativas de transporte em Florianópolis.
De acordo com o presidente do Grupo Gestor de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis, Renato Hinnig, a solução passa por um sistema rápido, de baixo custo, confortável e de impacto reduzido durante a implantação.
O consórcio Floripa em Movimento trabalha na apresentação de propostas para a utilização de monotrilho, o transporte marítimo e POD-SIT (System Inteligence Transit). Este último utilizado com sucesso no transporte de passageiros no terceiro maior aeroporto do mundo, Heathrow, em Londres.
Os POD-SIT são veículos elétricos sem motorista, com capacidade de levar até seis passageiros por carro, com intervalos menores do que 15 segundos entre os carros. Eles emitem cerca de 70% menos poluentes do que os transportes tradicionais. A utilização deste sistema também garante rapidez e conforto para o passageiro, apresentando-se como uma solução viável e sustentável.
As empresas responsáveis pela elaboração dos estudos têm 120 dias para entregar o relatório final.
Florianópolis tem um dos piores índices quando o assunto é mobilidade urbana.
* Vice-presidente da Quark e presidente da Associação Brasileira de Mobilidade Urbana
Fonte: Diário Catarinense