Velocidade controlada

Velocidade controlada

Florianópolis, 20.2.13 – Depois de idas e vindas, a novela dos radares de trânsito em Florianópolis parece se encaminhar para um fim. Três semanas após a prorrogação do prazo para análise do contrato com a empresa Eliseu Kopp e Cia Ltda., a prefeitura emitiu a ordem de serviço para a instalação dos equipamentos, que estavam desativados desde maio de 2011.
Ainda não há uma data confirmada para a instalação dos 122 equipamentos. Em coletiva ontem à tarde, a superintendente adjunta do Instituto de Planejamento Urbano (Ipuf), Vanessa Maria Pereira, adiantou que ainda esta semana espera ter uma reunião com os técnicos da empresa para fazer o planejamento.
A ganhadora da licitação não quis se manifestar sem ser avisada oficialmente da decisão.
O prazo de instalação é 120 dias, a contar da última segunda-feira. Mas isso não quer dizer que as multas serão aplicadas só daqui a quatro meses. Assim que os aparelhos forem instalados e aferidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), já começam a funcionar.
– Os apressadinhos vão ter que ficar antenados a partir de hoje – avisa Vanessa.
Todos os equipamentos que estarão nas ruas de Florianópolis serão novos e alugados para o Ipuf. O contrato é de quatro anos e custará aos cofres públicos R$ 9,2 milhões, ou R$ 192 mil por mês. Todos os aparelhos estão na sede da empresa, em Vera Cruz (RS), e devem ser transportados aos poucos para Florianópolis.
Apesar dos radares serem reinstalados, não haverá reforço na sinalização para alertar os motoristas das restrições. A explicação de Vanessa para essa medida é que já há placas informando o limite de velocidade e cabe aos usuários obedecê-las. Caso ultrapassem, serão punidos mesmo sem saber o local onde estará o equipamento.
Para amenizar o problema, as 40 placas dos antigos radares que já estão instaladas permanecerão lá. Sem o compromisso de manutenção ou de instalação de novos informativos.
Mas não é apenas na velocidade e nas questões de segurança no trânsito que os radares fazem falta. A queda na arrecadação por multa chegou a 50% no município e afetou o orçamento do Ipuf.
Em média, em 2011, eram recebidos por mês R$ 1,5 milhão, que caiu em 2012 para R$ 750 mil. O restante do dinheiro, que era investido em trânsito, teve de ser retirado do orçamento da prefeitura.

BLUMENAU: Ampliação depende do novo edital

O Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau (Seterb) pretende lançar no próximo semestre o edital para contratar 44 pontos para implantação de lombada eletrônica e 76 fotossensores dos semáforos.
A cidade está sem lombadas eletrônicas desde novembro de 2010, quando encerrou o contrato com a empresa que fornecia os 52 equipamentos instalados na época. Antes disso, em maio, terminou o contrato com a Fotossensores, responsável pelo serviço de 41 sensores de sinaleiras.
Além do edital previsto para a segunda metade do ano, o Seterb pretende lançar até o final de junho um edital para contratar um radar móvel e um leitor para o fotoblitz, que permite o reconhecimento de placas. Também está sendo estudada pela prefeitura a implantação de passagens elevatórias para pedestres. O sistema permite o nivelamento da faixa com a calçada, o que ajuda a reduzir a velocidade dos veículos.

JOINVILLE: Até o final do ano com 100 pontos

Joinville tem 25 equipamentos de vigilância eletrônica (entre radares, fotossenssores e lombadas eletrônicas) distribuídos pela cidade. A previsão era de que a empresa vencedora da licitação devesse ampliar para 40 pontos até o final do ano passado e 100 pontos até o final deste ano.
Mas a licitação foi suspensa no fim do ano passado. Para decidir onde os equipamentos seriam instalados, foi realizada uma audiência pública em julho do ano passado.
As comunidades solicitaram a fiscalização por causa do aumento no número de acidentes em algumas regiões e a Conurb (Ittran) fez um estudo e mapeou os pontos críticos.
Fonte: Gisele Krama e Camila Penha/ Diário Catarinense

Compartilhe este post