Mais 25 setores beneficiados

Mais 25 setores beneficiados

Florianópolis, 14.9.12 – Mais 25 setores da economia vão ganhar competitividade e garantir empregos a partir do ano que vem. O governo federal anunciou, ontem, que vai ampliar a desoneração da folha de pagamentos para 20 segmentos industriais, dois de serviços e três de transportes. A medida foi muito bem recebida pelos empresários catarinenses, que reivindicam a redução de encargos para manter e ampliar postos de trabalho.
A desoneração da folha teve início em agosto do ano passado, mas somente para os setores de couro e calçados, confecções, call centers e software. Em abril deste ano, o governo elevou para 15 o total de setores beneficiados. A ampliação da lista, anunciada ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai implicar em uma renúncia de R$ 12,8 bilhões em 2013. Em quatro anos, até 2016, terá custo de R$ 60 bilhões. E o ministro sinalizou que a lista não termina nestes 25 setores.
De acordo com o presidente da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Glauco José Côrte, é mais uma medida importante no sentido de reduzir o custo de produção e melhorar a competitividade da indústria catarinense.
– O governo está fazendo um movimento positivo para dar competitividade aos produtos nacionais. A desoneração da folha, a redução da energia, recém anunciada, a continuidade da queda nos juros e a melhoria do câmbio para as exportação são todas medidas que a indústria sempre reivindicou. Teremos ainda a concessão de rodovias e portos, o que vai melhorar a infraestrutura – explicou.

Impacto real ainda é incerto

Côrte disse que a Fiesc terá que fazer um cálculo para ver qual o impacto real da desoneração na indústria catarinense, porque a economia gerada será diferente em cada segmento. Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas do Sul do Estado (Sindiceram), Otmar Müller, a economia será de 3% no custo de produção dos revestimentos cerâmicos.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Joinville, Mario Cezar Aguiar, toda a desoneração é sempre bem-vinda.
– Alguns setores ficam bastante favorecidos, como agronegócio e a indústria de parafusos e porcas. São medidas pontuais, mas que mostram que o governo reconhece que a carga tributária é pesada. Ainda é insuficiente, mas é um bom caminho. Melhora a nossa competitividade. Na prática, teremos melhor desempenho das empresas, o que pode refletir em chances de aumento de produção e nível de emprego. Pode trazer benefícios de imediato – destacou.
Durante a tramitação da medida provisória no Congresso, também foram incluídos os setores de transporte urbano, aéreo e marítimo de passageiros, manutenção de aeronaves, brinquedos, criadores de galinha, e produtores de carne suína, inclusive congelada, e carnes secas.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas de SC (Fetrancesc), Pedro Lopes, ressaltou que, ainda este ano, o setor de cargas também será contemplado, com uma medida provisória que também vai desonerar a folha de pagamento, trocando a contribuição patronal de 20% para o INSS por 2% do faturamento.
Fonte: Simone Kafruni/ Diário Catarinense

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