Brasília, 5.9.12 – Enquanto o Brasil investe apenas 0,6% de seu Produto Interno Bruto em infraestrutura de transportes, outros países em desenvolvimento injetam, em média, 3,4% do PIB. De acordo com levantamento do coordenador de infraestrutura econômica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos Neto, o país está caminhando, “mas deveria caminhar mais rápido”.
Durante o V Brasil nos Trilhos, nesta terça-feira (4), Campos Neto defendeu a necessidade de maior mobilização do governo para estimular ainda mais investimentos nos setor para, com isso, reduzir os custos operacionais. “Para tornar nossa economia mais competitiva, temos que diminuir os custos. No Brasil, a média é de 6,3% do PIB e, nos Estados Unidos, 4,7%. A eficiência logística tem que melhorar muito, e a infraestrutura tem que estar adequada para isso”, ressaltou.
Atualmente, 58% do que é transportado no Brasil é feito pelas rodovias, 25% pelas ferrovias e 13% pelas hidrovias. No entanto, o Governo Federal pretende mudar essa realidade até 2025: a projeção é que as ferrovias transportem 35% do total, seguidas pelas rodovias, com 30% e hidrovias, com 29%.
Para tornar isso possível, a presidente Dilma Rousseff anunciou, no dia 15 de agosto, que as ferrovias receberão R$ 91 bilhões em investimentos. Serão construídos 10 mil km, sendo que, nos cinco primeiros anos, a previsão de investimentos é de R$ 56 bilhões e mais R$ 35 bilhões até o fim do contrato de concessão, de 30 anos.
Ainda durante o V Brasil nos Trilhos, o diretor-presidente da Valec, José Eduardo Castello Branco, justificou alguns atrasos na construção de trilhos, causados por diversos empecilhos que o setor enfrenta. Já o coordenador-geral de mercado doméstico na secretaria de comércio e serviços do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Douglas Finardi Ferreira, detalhou o funcionamento do plano Brasil Maior. O plano tem como objetivo fomentar a indústria e comércio do país. Fonte: Aerton Guimarães/Agência CNT de Notícias