Mortes diminuem 36% em 2012

Mortes diminuem 36% em 2012

Blumenau, 20.8.12 – A mudança na rotina no Corpo de Bombeiros Militar de Gaspar é perceptível. Antes, os chamados vindos da BR-470 eram quase diários, e 24 mortes foram registradas no último ano. No início de 2012 houve implantação de três lombadas eletrônicas, e o volume de acidentes fatais foi percebido pelos socorristas.
No trecho de 200 quilômetros entre Navegantes e Ponte Alta, foram instaladas 22 lombadas eletrônicas e oito radares fixos. No ano passado, 89 pessoas morreram em acidentes até 17 de agosto. A partir do controle de velocidade, houve redução de 36% no número de acidentes fatais: foram 57 no mesmo período.
– Sentimos essa diferença, principalmente nos finais de semana. Os motivos mais comuns de acidente era o trâfego em alta velocidade nos locais onde há muita entrada e saída de bairros – diz o soldado Luciano Rominhuk, do Corpo de Bombeiros de Gaspar.
– O resultado que temos é para comemorar. Porém, não podemos esquecer que o número ideal seria zero. A redução iniciou e vai continuar pelos próximos dias – destacou o engenheiro responsável pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Vale do Itajaí, Eliffas Marques.
Ele destaca o índice de atropelamentos, crítico em Indaial, que caiu 70% depois da instalação dos três redutores de velocidade. Entre 2000 e 2011, Indaial foi a cidade da região com mais mortes, 126 ao todo.
O inspetor-chefe da 4a Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, João Atadeu de Melo, diz que a fiscalização intensificada é a principal aliada do monitoramento eletrônico. De acordo com ele, os motoristas alteram mais seu comportamento a partir das abordagens.
– Estamos mudando nossa estrutura e colocando mais policiais nas ruas. Já percebemos uma grande redução – relatou o inspetor.

Serra de Pouso Redondo ainda traz riscos

Líder no número de mortes, o trecho de Pouso Redondo ainda tem pontos críticos em estudo. Neste ano, o trecho da rodovia teve 11 acidentes fatais, principalmente ao pé da Serra da Santa, onde há uma curva mais íngreme. É para o km 186.9 que o órgão procura por uma solução, onde cinco pessoas morreram apenas neste ano.

Respeito além da fiscalização

Corroboro com a opinião das entidades responsáveis: o respeito deve caminhar junto à fiscalização. Entendo que a fiscalização eletrônica tem influência direta nos resultados da BR-470, porém ela é pontual e tem conseguido agir apenas em alguns trechos da rodovia. Longe dos equipamentos, continuam as ultrapassagens perigosas que fazem com que os acidentes fiquem longe do zero. Para chegarmos ao ponto ideal, deveria haver um conjunto de respeito entre os condutores e fiscalização. Na maioria das vezes, os condutores envolvidos em acidentes morrem de graça. Temos de estar conscientes que, mesmo com a redução, 57 mortes ainda é um número alto. Para cada uma dessas vítimas, em média são mais cinco que ficam com sequelas irreversíveis dos acidentes em que se envolveram. Afinal, isso está longe de ser uma morte natural.
Fontes: Ânderson Silva/ Diário Catarinense e Emerson Luiz Andrade – Policial Militar Rodoviário – Edição de sábado (18/08)

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