Florianópolis, 14.8.12 – A partir do dia 20 os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Santa Catarina entram em greve, engrossando o movimento de servidores federais parados no Estado.
A decisão foi tomada ontem em uma assembleia na sede do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de SC (Sinprfsc), em São José, na Grande Florianópolis.
De acordo com o vice-presidente do sindicato, Paulo Sérgio Machado, a categoria irá seguir o calendário da federação, parando a partir da segunda-feira. Ele garantiu que será mantido 30% do atendimento.
– Só atenderemos acidente com vítimas, mas também não iremos lançá-los no sistema – disse Machado.
A categoria cobra reajuste salarial, a exigência do nível superior e o aumento do efetivo.
A Polícia Federal de SC também continua com a greve iniciada no último dia 7. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de SC (Sinpofesc), Luiz Carlos Mayora Aita, a categoria aguarda um posicionamento do Ministério do Planejamento, o que deve ocorrer amanhã ou quinta-feira.
Com isso, as atividades seguirão suspensas, e apenas serviços de urgência e o plantão estão sendo mantidos. No atendimento do setor de passaportes, por exemplo, apenas estão sendo atendidas as pessoas que já haviam agendado estão com passagens compradas para viagens ou entrevistas com consulado americano.
O movimento é nacional e faz parte da greve que mobiliza diferentes categorias da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância (Anvisa). Um dos setores mais atingidos até a agora é a agroindústria. Os frigoríficos de SC não suspenderam os abates no início desta semana graças a uma liminar do Superior Tribunal de Justiça, que determinou aos fiscais agropecuários em greve a manutenção de 70% a 100% das atividades.
A categoria entrou em greve na segunda-feira passada e as agroindústrias estavam prestes a paralisar algumas linhas de produção diante da falta de estoques, causada pela não liberação das cargas. De acordo com o diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura e do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados, Ricardo Gouvêa, os estoques já estavam altos em virtude da paralisação dos motoristas, ocorrida há duas semanas.
Fonte: Diário Catarinense