Greves se intensificam

Greves se intensificam

Brasília, 14.8.12 – A mobilização dos servidores federais em greve, que afetou serviços públicos e espalhou transtornos na semana passada, deve se intensificar a partir de hoje, inclusive com a possibilidade de paralisação de novas categorias. A intenção é aumentar a pressão sobre o Planalto.
Como parte dessa estratégia, os policiais rodoviários federais catarinenses e gaúchos decidem hoje se vão juntar-se aos 380 mil funcionários em greve no país. Na semana passada, eles já protestaram com a interrupção de rodovias em diversos pontos do país, provocando congestionamento e atraso das pessoas que tinham que viajar.
Novas ações com impacto na rotina da população não são descartadas pelos policiais rodoviários, mas medidas como redução de efetivo e não atendimento de algumas ocorrências só podem acontecer depois de 72 horas da decisão de parar.
A população também pode esperar transtornos em outras áreas do serviço público federal. No Estado, as greves da Polícia Federal, Anvisa e Receita Federal têm causado entraves para a população como fazer passaportes e registrar armas. Nos portos, o entrave é para autorizar que navios possam atracar e descarregar e carregar mercadorias.
Os sindicatos esperam que o governo federal divulgue hoje um calendário de negociação com as diferentes categorias. No fim da sexta-feira, 31, entidades sindicais nacionais promoverão uma assembleia em Brasília para avaliar o processo.
No fim de semana, no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, policiais federais levaram pizza gigante ao local e distribuíram os pedaços entre passageiros e funcionários.

A paralisação
NO BRASIL
– São 30 categorias federais paralisadas. Conforme os sindicatos, os trabalhadores parados são 380 mil, que seria o maior número desde 1993. A mobilização começou em julho e prejudicou vários serviços: estradas foram interrompidas, aeroportos viraram um caos e passaportes deixaram de ser feitos.
EM SANTA CATARINA
– A greve atinge a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Anvisa, Polícia Federal e Receita Federal. Hoje, às 14h30min, a Polícia Rodoviária Federal decide, em assembleia se vai aderir à greve.
OS SALÁRIOS
– Os grevistas são de categorias com um nível de remuneração sonhado pela maior parte dos brasileiros. Categorias com salário inicial acima de R$ 10 mil protagonizam o movimento. Algumas, como a dos auditores fiscais da Receita Federal, tem salário de R$ 20 mil no topo da carreira. Mais da metade dos funcionários do Executivo ganha acima de R$ 4,5 mil mensais.
O GOVERNO
– O Planalto tem até o fim do mês para incluir os reajustes no orçamento do ano que vem. No momento, o Ministério do Planejamento analisa a questão, mas considera inexequível a pedida dos sindicatos. Para atender às reivindicações, o governo teria de desembolsar R$ 92 bilhões.

Fonte: Diário Catarinense (edição de segunda-feira 13/08)

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