Segurança ainda por vir

Segurança ainda por vir

Florianópolis, 7.8.12 – Falta de iluminação, de sinalização, de pistas de aceleração e desaceleração, de calçadas, de fiscalização. A lista de problemas está na ponta da língua dos usuários da SC-407, rodovia recém-duplicada, que liga São José a São Pedro de Alcântara.
Antes da obra, a via era de paralelepípedo. Agora, asfaltada, tem duas pistas em cada sentido. Mas a velocidade dos veículos aumentou e a quantidade de acidentes no local não diminuiu como era esperado.
– Isto está um perigo. Tenho medo de esperar o ônibus aqui. Outro dia um carro subiu no acostamento e eu pensei que ia ser atropelada – descreve a operadora de máquinas Paula Natali Silveira Souza, de 25 anos, que trabalha em uma empresa no local.
Segundo o engenheiro responsável pela obra, Paulo Meurer, alguns dos problemas relatados pelos usuários deverão ser solucionados após a finalização dos trabalhos, que está prevista para novembro.
– O contrato inicial é apenas de duplicação e pavimentação para a rodovia. Mas já estamos estudando todos os casos. A SC-407 é praticamente uma via urbana, não tem como dar uma cara de rodovia a ela – diz.
A ideia, de acordo com ele, é instalar sinaleiras e faixas de segurança em lugares com maior movimentação de pedestres. A implantação de calçadas e iluminação também serão estudadas. A sinalização já está sendo avaliada pelo engenheiro juntamente com a prefeitura de São José.
Já quanto às pistas de aceleração, o engenheiro diz que serão construídas, mas apenas em alguns pontos.

Animais na pista são comuns

Outro problema na SC-407 é a presença eventual de animais na pista. A aposentada Osni Conrado da Silva, de 73 anos, chora ao lembrar do filho que morreu após atropelar um cavalo, em 2003, quando a estrada ainda era de paralelepípedo.
– Ele estava de moto. Fico pensando nos meus outros três filhos. Eles saem e eu já fico com o coração na mão – diz Osni.
Segundo o setor de estatística da Polícia Militar Rodoviária Estadual e o Deinfra, os números de acidentes, de antes e depois da obra, são praticamente os mesmos.
– Essa rodovia vai precisar de uma atenção especial. Por isso mesmo a gente tem efetuado policiamento ostensivo. Vamos continuar e, inclusive, faremos blitze e barreiras – diz o sargento Rafael Benfica Nicoleite.
Sobre os animais soltos e que esporadicamente invadem as vias, a PMRV diz não ter preparação para lidar, o que dificulta a ação de remoção. Porém, segundo dados estatísticos da PMRV/Deinfra realizados de 2008 a 2012, não houve, nesse período, mortes ocasionadas pelo atropelamento de animais.
Fonte: Bárbara Nunes/ Diário Catarinense

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