Movimento na aduana registra queda de 29,5%

Movimento na aduana registra queda de 29,5%

Dionísio Cerqueira, 6.8.12 – As obras de reforma da Aduana de Dionísio Cerqueira, que deveriam ser concluídas neste mês, vão terminar somente em novembro. Este é um dos motivos que reduziu em 29,5% o movimento de caminhões na fronteira. Os outros dois problemas, segundo o inspetor-chefe da Receita Federal, Arnaldo Borteze, foram as restrições comerciais entre Brasil e Argentina e a greve dos funcionários da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Borteze informou que as obras atrasaram porque a reforma está sendo feita sem paralisação da liberação das cargas. O pátio e o galpão de conferência já foram concluídos. O novo prédio administrativo está em andamento e falta o prédio dos despachantes, cerca e iluminação. O valor da obra, que iniciou há um ano, é de R$ 9,8 milhões.
A redução no movimento afetou principalmente as importações de vinho, frutas, inseticidas e cosméticos, que diminuíram em 16,2%. Mesmo assim, as exportações aumentaram em 67,2%. Borteze explicou que esse acréscimo se deve, principalmente, ao aumento das vendas de carne bovina para o Chile. Uma carga de 25 toneladas representa cerca de US$ 100 mil.
No entanto, a venda para o Chile teve uma redução de 40% em julho (em relação ao mesmo mês do ano passado), que foi um dos meses mais fracos dos últimos anos na aduana. A Argentina deu sinal de retomada das compras de carne suína do Brasil. Também foram retomadas as exportações de banana.

Motoristas reclamam da paralisação de pessoal

Os motoristas de caminhão até aprovam a reforma da aduana, mas estão reclamando da greve. José Bonifácio, que é de Barracão (PR) e está transportando maçã do Chile para São Paulo, disse que chega a ficar uma semana para ter a carga liberada.
– Normalmente, demora dois dias.
Na aduana turística, entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen, no início do ano, passavam 3 mil veículos por dia. Agora, passam somente cerca de mil. O motivo é a inflação argentina, que elevou o preço dos produtos, principalmente combustíveis. Antes, muitos brasileiros atravessavam a fronteira para abastecer o veículo e fazer compras.
Fonte: Darci Debona/ Diário Catarinense (edição de sábado – 04/08)

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