Florianópolis, 19.5.12 – Os projetos lançados neste mês para a construção, ampliação e correção de pontos críticos das rodovias estaduais catarinense foram modernizados, disse o secretário estadual de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, durante reunião conjunta do diretoria e Conselho de Representantes da Fetrancesc, após cerimônia de posse da diretoria, na última quinta-feira, no auditório da Federação.
O principal problema das rodovias estaduais é que elas não têm acostamento, não tem terceira pista e a largura das curvas não atende às demandas atuais de todos os veículos, não só o de carga. Mas Cobalchini garantiu que as próximas obras terão essas adequações.
Polêmica sobre tráfego de bitrens exigem revisão dos projetos de rodovias
Os modelos usados pelo estado até poucos dias eram da década de 70, com um perfil totalmente diferente do que são os municípios atualmente atendidos por essas vias. Ao ouvir citações e ser perguntado por conselheiros sobre obras de suas regiões em andamento, disse que as construções já em execução são modelos antigos e só depois da conclusão deverá fazer nova licitação para as terceiras vias, fazer acostamentos e ampliar as pistas ou duplicar.
O crescimento dessas regiões estava sendo boicotado por insistência do estado em não ver a exigência dessa mudança. Um desses conflitos ocorreu no início deste ano com a proibição pelo Deinfra da circulação de bitrens na região de Orleans, Lauro Muller e o Vale do Araranguá, porque as estradas não comportavam esses veículos.
A mobilização de empresários, fabricantes de equipamentos, prefeitos liderados pela Fetrancesc com apoio da Frente Parlamentar do Transporte e da Comissão de Transporte da Assembleia Legislativa foi necessária para fazer os técnicos entender que a reivindicação não era só do transporte, mas de todas as comunidades, pois elas cresceram e querem infraestrutura. Afinal pagam impostos ao estado.
Mobilização dos empresário faz a mudança da proposta
Na época, o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes e muitos empresários lembraram que os bitrens são autorizados no Brasil, o estado de Santa Catarina cobra ICMS da venda do veículo, IPVA, Cide e o licenciamento, mas não quer responsabilidade sobre investimento. Então o estado não poderia penalizar o transportador, fabricantes, o comércio, porque não faz a sua parte. Lopes também garantiu que não havia base legal para a proibição.
E os bitrens voltaram a circular e junto o bom senso dos técnicos de reconsiderar os projetos. Cobalchini disse que havia mesmo resistência dos técnicos. E que foi vencida. Porém, explicou que isso era mais em função dos custos do que propriamente não estar em sintonia com as necessidades da população.
Secretário disse que falta verba para mais obras
Cobalchini reclamou que as verbas vinculadas no orçamento quase não sobram recursos para os investimentos. Mas disse que tem buscado recursos para fazer essas obras. Segundo ele, tanto a licitação já lançadas para corrigir pontos críticos, como as que têm novos trechos todos estarão adequados com terceiras pistas, curvas mais largas, entre outras exigências técnicas.
Segundo ele, tem 127 pontos críticos, com maior número de acidentes, a serem corrigidos, mas só 25 foram licitados.
Tem ainda um pacote já lançado com recursos do BNDES e um terceiro com dinheiro do BID 6. E outras verbas devem ser incorporadas para outras obras.
Ele prometeu que até 2014 boa parte dessas construções, muitas são contornos de cidades como de como Leste de Chapecó, de Concórdia, Joaçaba e Videira, devem estar concluídas.
Mais investimentos para as rodovias
O segundo secretário da Fetrancesc, Everton Fontanella, que tem empresa em Lauro Müller, cobrou o secretário Cobalchini para mais investimentos em estradas da sua região. Ele afirmou que é o local onde o estado menos investe.
A empresa de transporte de Fontanella tem bitrens como parte de sua frota e chegou a ser impedido de trabalhar, porque seus veículos não podiam sair da empresa para atender à clientela. devido à proibição do Deinfra. Lauro Muller tem apenas uma acanhada rodovia estadual. O secretário afirmou que está dando atenção a todo o território catarinense
Quando serão retomadas as obras na SC-422, no Planalto Norte, que estão paralisadas há algum tempo, quis saber o presidente do Sindiplan e conselheiro da Federação, Izildo Neidert. O secretário disse que empreiteira abandonou a obra e que uma nova licitação deve ser feita.
Mas Cobalchini também afirmou que é necessário contar com o apoio dos municípios para a limpeza e manutenção das rodovias. Agora, disse que estão tratando de um convênio para que presos façam a limpeza.
No final da exposição, o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, enfatizou que é necessário também uma solução para a saída e entrada de Florianópolis. Segundo ele, o estado precisa se empenhar para o contorno viário e a alternativa de 11 pistas no trecho atual da BR-101. Fonte: imprensa Fetrancesc
Fotos: juraci perboni e Katherine Dalçóquio da Silva