A ponte chamada Anita Garibaldi

A ponte chamada Anita Garibaldi

Florianópolis, 22.5.12 – Um pedido dos catarinenses foi atendido, ontem, pela presidente Dilma Rousseff: a ponte estaiada do Canal Laranjeiras será batizada com o nome de Anita Garibaldi, a heroína de dois mundos, que nasceu em Laguna. O anúncio foi feito durante a visita presidencial, que durou 50 minutos, para assinar a ordem de serviço da obra, que faz parte do conjunto da duplicação do trecho Sul da BR-101.
Dilma também anunciou que é decisão do governo federal a construção do túnel do Morro dos Cavalos, em Palhoça, e a duplicação das BRs 280 e 470.
A presença da presidente Dilma Rousseff na assinatura da ordem de serviço da ponte estaiada sobre o Canal Laranjeiras, em Laguna, demonstra a exigência sobre o consórcio liderado pela Camargo Corrêa em concluir um dos três últimos gargalos da duplicação da BR-101 Sul em julho de 2014. E isso um ano antes do prazo contratual. Coincidência ou não, a data solicitada é três meses antes da próxima eleição presidencial, a qual Dilma poderá concorrer à reeleição. No palanque, a presidente decidiu aclamar o pedido dos catarinenses e garantiu o nome da ponte como Anita Garibaldi, a heroína que lutou no Estado e na Itália.
Independente da intenção, a posturade de determinação da presidente sobre um dos três maiores gargalos da duplicação da BR-101 Sul, depois de três anos de atraso, trouxe satisfação aos políticos catarinenses e à população presente.
Cerca de 2,5 mil pessoas estiveram no evento. No momento da assinatura do contrato, quem estava perto do palanque viu Dilma dar um tapinha no ombro do representante da Camargo Corrêa, Marcelo Bisordi. Longe do microfone, teria parabenizado e lembrado da expectativa de acelerar a obra.
Em seu discurso, Dilma lembrou de quando vivia no Rio Grande do Sul e costumava passar pela BR-101 para visitar o litoral catarinense, em um tempo que o congestionamento não era intenso como hoje. Comentou que conhece o Estado há 40 anos. Ela demonstrou surpresa com um vídeo feito este ano pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), general Jorge Fraxe.

Dilma lembra das viagens pela 101

– Seguia o hábito gaúcho de passar férias em Santa Catarina. Muitas vezes passei de carro por aqui. É uma honra decidir pela construção da ponte. Fraxe gravou o congestionamento na região. Deu para perceber como estava grave o fluxo de veículos, que se estreitava na ponte – afirmou.
A presidente usou o exemplo da construção da obra de R$ 540 milhões (o valor original era de R$ 597 milhões, mas sofreu redução de preço nos últimos dias) para falar sobre o momento econômico brasileiro, que ela considera em franca expansão, ao contrário do que ocorre atualmente na Europa e nos Estados Unidos. Dilma afirmou que, enquanto as grandes potências estão com o freio de mão puxado em investimentos, o Brasil optou por injetar recursos em infraestrutura e criar empregos. No caso da Ponte Anita Garibaldi, a expectativa a gerar 1,5 mil postos de trabalho direto e 5 mil indiretos.
– Nos últimos anos, cuidamos para criar um conjunto de armas contra crises externas. Antigamente, o mundo espirrava lá fora e nós pegávamos uma pneumonia. Na crise de 2009, fomos atingidos, mas muito pouco. Agora, temos US$ 370 bilhões de reserva enquanto naquela época tínhamos US$ 205 bilhões, e isso garante proteção ao que quer que aconteça fora do país – anunciou com orgulho a presidente.
Na segunda vez que Laguna, uma cidade de 51,5 mil habitantes, recebem um presidente da República – o primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006 – populares foram ver de perto as promessas de Dilma. A prefeitura decretou ponto facultativo.
Fonte: Roberta Kremer/ Diário Catarinense

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