Florianópolis, 7.5.12 – O melhor diagnóstico do Movimento Municipalista do Desenvolvimento Catarinense, sobre as reivindicações junto ao governo federal, foi descrito no pronunciamento do presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes. Recordou a entrevista concedida pelo ex-governador Aderbal Ramos da Silva, em 1982, e transformada em livro em 2011. O líder pessedista previu há 30 anos os problemas que o Estado enfrentaria, por cupla do governo central. Problemas que existiam há três décadas e que se agravaram nas três últimas décadas.
A constatação política foi acrescida de outra observação pertinente: Santa Catarina até hoje não conta com um sistema intermodal de transporte de carga. O Estado continua sem contar com uma rede de transporte ágil e de baixo custo a unir os centros produtivos com os centros de consumo e de exportação. Não há, também, uma estratégia de prioridades.
Pleitos isolados pedem a ferrovia do oeste, de um lado; e a ferrovia do frango e integração (leste oeste), de outro. Agora no encontro de prefeitos diluíram ainda mais a lista de reivindicações federais com a “ferrovia translitorânea”, ligando Içara a Porto Alegre. Quer dizer: se está distante o governo central decidir pela construção de uma ferrovia, imagine-se três?
Outra avaliação sobre os débitos de Brasilia para com Santa Catarina partiu do deputado Esperidião Amin. Advertiu: “obra cara é obra que nunca sai”. Mencionava o projeto da nova ponte do Canal do Linguado na duplicação da BR-280, entre a BR-101 e São Francisco do Sul. O ministro dos Transportes anunciou que será uma ponte caríssima. Situação parecida com a nova ponte de Cabeçudas, em Laguna. Ficou tão cara – mais de 700 milhões de reais, fora acessos, viadutos e obras complementares – que está suspensa e ninguém sabe nem quando vai começar.
Fonte: ClicRBS
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