Florianópolis,10.4.12 – O anúncio feito ontem pelo governo catarinense do início do programa SOS Rodovias, que vai investir R$ 2,5 milhões na recuperação de nove trechos críticos de rodovias estaduais, foi visto como positivo pelo presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc),Pedro Lopes. “O projeto é bom, porque tem um cronograma de urgência. Mas temos a necessidade de avançar nesse planejamento de recuperação e modernização das rodovias estaduais”, disse ele.
Lopes se refere à necessidade de os projetos serem atualizados, já que o que o estado executa em novas rodovias são da década de 70. Não é mais possível que uma obra seja feita com tanto atraso de tecnologia e de estruturas. A maioria das rodovias estaduais não tem acostamento, as pistas e as curvas são menores ao apregoado nas normas técnicas, não tem terceira pista, entre outras mudanças necessárias.
A deficiência de infraestrutura dessas rodovias que ligam os diversos municípios catarinenses está comprometendo o desenvolvimento dessas regiões, que dependem desse sistema para escoar sua produção.
Recentemente o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), tentou impedir os transportadores do Sul catarinense de circular com os veículos de carga bitrem, porque o órgão argumentava que as rodovias não comportam esses equipamentos. Uma das razões seriam as medidas fora das exigências atuais e muitas cidades cresceram no entorno e transformaram a rodovia em via urbana.
A Fetrancesc e os transportadores tiveram que realizar diversas reuniões com o Deinfra, com deputados, com a secretaria de Infraestrutura e até encaminhar um documento ao governador Raimundo Colombo, com exposição dos motivos para a necessidade de trafegar com esses veículos.
Com a medida que o Deinfra queria aplicar, transportadores de Lauro Muller, não poderiam atender sua clientela, porque não teria como sair da empresa e chegar à BR-101. Muitos empresários cancelaram pedidos de novos bitrens, com a iminente proibição. Mas depois de diversos encontros a Fetrancesc entende que não há restrição para o trafego de bitrem. “É preciso que o governo tenha um plano de atualização dessas rodovias para atender ao transporte e o desenvolvimento dessas regiões,” argumenta Lopes.
Dos R$ 2,5 milhões, quase metade desse valor, R$ 1,1 milhão, vai ser aplicada em uma única obra da SC-401, na Capital, com a recuperação da curva da morte. Além disso, outros oito trechos estão em licitação com um gasto previsto de R$ 820 mil, o que totaliza R$ 3,3 milhões.
Fonte: Imprensa Fetrancesc.