Florianópolis, 5.4.12 – O empresário Gabriel Cória da Silva, 29 anos, registrou uma cena inusitada quando trafegava pela BR-116, no Paraná, com destino a São Paulo, em março: um homem de carona no parachoque traseiro de um caminhão. O homem viajava totalmente desprotegido na rodovia, principal ligação entre o Sul e Sudeste do país.
O vídeo foi feito no dia 23 de março, às 7h56min, durante a viagem que Gabriel fez de Florianópolis a São Paulo, logo após um posto de combustível onde o empresário havia abastecido o carro.
– Acredito que o carona deve ter subido no caminhão neste mesmo local – contou Gabriel.
O empresário relatou ainda que, enquanto eles filmavam, um caminhoneiro sinalizou ao outro sobre o que estava acontecendo, mas eles o perderam de vista sem saber qual foi o desfecho da história.
– Não avisamos à Polícia Rodoviária Federal, pois, infelizmente, aquele trecho é pouco fiscalizado e o posto policial mais próximo estava muito distante – explicou o empresário.
Segundo Gabriel, o homem estava tranquilo e até sorriu para ele. O empresário disse fixar seu smartphone junto ao para-brisa do carro para realizar filmagens sempre que viaja.
– Vejo muitas coisas surpreendentes, mas esta superou todas – disse.
Cadeira de rodas em alta velocidade na 101
Em 2010, a ousadia de um cadeirante flagrado por um cinegrafista amador também virou notícia. O vídeo mostrava o pescador aposentado Francisco Carlos Roma trafegando, em alta velocidade, com sua cadeira de rodas motorizada, em meio aos automóveis na BR-101, em Itapema, Litoral Norte. A ação perigosa e inusitada chegou à Justiça, onde Roma respondeu a um termo circunstanciado por direção perigosa.
Aos 24 anos, Roma teve de amputar um dos braços e as duas pernas após sofrer uma descarga elétrica. Mesmo com apenas uma das mãos, adaptou a cadeira de rodas. Além do motor, colocou freio e até rodas de motocicleta na cadeira. O restante foi improvisado com ferro e outros materiais. O equipamento tem motor de motocicleta de 125 cilindradas.
Nas imagens, Roma passa por carros e caminhões e só para quando um policial rodoviário consegue interceptá-lo. A cadeira foi apreendida e ficou por cerca de dois meses na delegacia de Itapema. Uma ordem judicial permitiu que o aposentado a pegasse de volta.
Fonte: Anelize Salvagni/ Diário Catarinense