Florianópolis, 4.4.12 – A pavimentação do trecho de 30 quilômetros da rodovia BR-285 na divisa entre Santa Catarina (Timbé do Sul) e o Rio Grande do Sul (São José dos Ausentes) é uma reivindicação velha de muitos anos. Lideranças políticas e empresariais do Sul do Estado agora estão mobilizadas para desencantar esta obra de inegável importância para o desenvolvimento da região, e também capaz de produzir efeitos positivos sobre todo o contexto da economia estadual.
Com 744 quilômetros de extensão, a BR-285 liga a cidade de São Borja, próxima à fronteira do Brasil com a Argentina, a Araranguá, constituindo uma alternativa de acesso a Santa Catarina para turistas argentinos e moradores da região serrana gaúcha. Não fosse a falta desses 30 quilômetros de asfalto, a rodovia também beneficiaria a movimentação de cargas no Porto de Imbituba. Causa espanto, para dizer o mínimo, que uma rodovia federal ainda tenha um trecho de chão batido, algo hoje só admissível em pequenas estradas vicinais.
Quem se aventura pelo trecho que atravessa a Serra da Rocinha, no Sul de SC, arrepende-se de tê-lo feito, e dificilmente repetirá a experiência, pois as condições são péssimas, não há manutenção eficiente, e os perigos são muitos. A tal ponto que, não raro, é necessário usar um caminhão tanque para molhar o leito da estrada e evitar que a poeira tolde por completo a visão dos motoristas.
O projeto de pavimentação e retificação do trecho tramita no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e ainda depende de licenças ambientais e outras providências antes de ser iniciado. Espera-se que a burocracia lerda e impenitente não o retarde ainda mais. E que a representação política do Estado faça a sua parte na defesa dos legítimos interesses de Santa Catarina.
Fonte: Diário Catarinense